TARDE DEMAIS PARA O AMOR

Retrato de Adriano Saraiva

Pelas minhas veias corre o seu veneno
Sangue, dor, desencontros...
Vivemos num teatro de horrores
Neste mundo estranho
Minha caminhada, agora, é solitária
Sempre me assustou a frieza das pessoas
As cores acabaram, restou apenas o cinza
Magia gótica, letargia e submissão
Um olhar tristonho sobre o futuro
Superlotação de problemas.