2008 ao fim chegou
2009 está a espreitar
Que conquiste tudo o que sonhou
Tudo aquilo que em 2008 não alcançou
É o que neste dia tenho para lhe ofertar
Desejo a todos os poetas deste espaço um feliz ano novo, cheio de saúde e esperança no futuro
um bem-haja e que Deus ou outra forma espiritual em que acreditem esteja sempre presente em vossas vidas , beijinhos e umas boas entradas.
Antónia Ruivo
Mensagem de Natal
Luzinhas a saltitar
Pirilampos de luz e cor
O Pai Natal a sonhar
Que no mundo já não há dor
Este sonho eu vou transpor
Para um mundo de magia
Com muita paz e amor
Muito riso, muita alegria
Até um simples bom-dia
Eu posso encher de luz
Lembrando Jesus que sorria
Estando pregado na cruz
Minha prece se traduz
Num presente requintado
Um pacote de paz e luz
Para um mundo conturbado
Antónia Ruivo
Velho de rugas profundas
Marcas dos anos passados
Já perdes-te a esperança
E estás nesse banco sentado
Vives triste abandonado
Pela vida maltratado
Com as amarguras sentidas
Vives do mundo isolado
Sem futuro e sem saída
Ao fazeres contas à vida
Uma lágrima quer cair
Ao pensares na triste sina
E que já não sabes sorrir
No dia que partires
Velho meu bom amigo
Tu vais voltar a rir
E vais deixar esse banco comigo... Outubro de 2007
Antónia Ruivo
De manhã ao acordar
Ao olhar pela janela
Vi duendes a cantar
Uma melodia tão bela
Vi estrelinhas a brilhar
Bem no alto do pinheiro
Vi anjos a preparar
O primeiro de Janeiro
Vi crianças a brincar
Ausentes de tudo o mais
Vi o mundo a despertar
Do mais belo dos Natais
Ao Pai Natal acabei de encomendar
Um saco de alegria
Para aos meus amigos dar
Um pouco de fantasia...................25 Dezembro de 2007
Antónia Ruivo
Obscuro…
Como obscura pode ser a vida
Sem porto seguro
E com causa perdida
Brilhante …
Como brilha o amor verdadeiro
Cantando uma melodia
Que embala o mundo inteiro
São dois seres matreiros
O escuro e o brilho da luz
Enganam qualquer um por inteiro
Quando gritam com voz que seduz
A vida a isto se traduz
Somos aquilo que fazemos
Ou enfiamos um grande capuz
Ou saltamos o muro, e corremos
Nem sempre fazemos, ou temos
Preferimos olhar e não ver
É tão simples, bastava querer-mos
E o querer tudo pode vencer
É para ti, que estou a escrever
Que em ti vais perdendo a esperança
Olha-te ao espelho com olhos de ver
Em ti volta a ter confiança…........................ Março 2008
Antonia Ruivo
As dores do mundo eu queria tomar
Queria atá-las num laço apertado
Num rio profundo as ia deitar
E o homem podia dormir descansado
Neste velho mundo cansado
Entre guerras, fome, e dor
É tão difícil passar ao lado
Do mendigo que só quer amor
Do velho que esconde a dor
Num triste sorriso sem graça
Tentando conter o clamor
Do grito que cala com raça
Velhos e meninos sentados na praça
Vão estendendo a mão, pedindo o pão
A quem por eles com pressa passa
E nem os olhos levanta do chão
Será que o passante não tem coração
Ou será que se esqueceu de dar
Será que vive na ilusão
DE QUE NUNCA IRÁ PRECISAR!!!!!!!!!
Antónia Ruivo ... Novembro de 2007
Mundo de amor esquecido
Mundo de mil tormentos
Pedaços quase perdidos
Na esfera do esquecimento
Na esfera do esquecimento
Ficam as ilusões
Isentas de reconhecimento
E cheias de frustrações
Mundo de contradições
Entre o certo e o errado
Que apertas os corações
Num delírio desafinado
Num delírio misturado
Com rimas e poesia
Meu triste mundo jogado
Nos braços da fantasia
Na força que sentia
Que me levava a sonhar
Ao mundo da poesia
Eu queria me entregar
Antónia Ruivo
Um dia sonhei
Divaguei
Simplesmente imaginei
Que caminhava na lua
Que seria tua
De alma nua
Dei-me sem pudor
Sem nada impor, esquecendo a dor
E dancei na rua
A dança do amor
Deste-me uma flor
De um perfume intenso
Com algum bom-senso
Foi o teu amor
Neste mar imenso
Quando adormeço
Já quase amanhece
Tudo se esquece
E num recomeço
O sonho acontece ………………. Nova versão Dezembro de 2008
Antónia Ruivo
Se o homem um dia parar de sonhar
Esquece a alegria de fantasiar
Num alegre trotar cabelos ao vento
Parar de sonhar será um contratempo
No tempo parado não podes ficar
Corre desalmado não te deixes domar
Antónia Ruivo
Dei comigo a pensar
Porque gosto de escrever
Porque gosto de rimar
E a tinta fazer correr
De onde me veio este saber
À quanto tempo guardado
Escrevo pra quem quiser ler
O que no peito tenho calado
Não foi um caso pensado
Quase que veio por magia
Apareceu por acaso
Na minha caligrafia
A rima quase sorria
Tal foi a devoção
E na tinta que corria
Eu deixei meu coração
Quase escrevo em oração
Para quem me quiser ler
Dou asas à imaginação
E esqueço que não sei fazer….....Setembro 2007
Antónia Ruivo
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