o blogue de Claudia Nunes Ribeiro

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

QUE SEJA DE QUALQUER MANEIRA...

Atrevida,
Teimosa?
Sou tudo isso e muito mais

Tudo o que quero,
Quero mesmo e ponto final.
E daí?

Mas não adianta conversinhas...
Sei que você gosta mesmo assim
Te faço rir e chorar de rir
Quem te faz feliz assim?

Cuido de ti do meu jeitinho
Brigo, ralho, mas nada adianta
Sempre me vence no final
Basta um sorriso e um chamego
E eu mais que depressa me derreto

É
Não tem jeito
Somos dois loucos, insanos
Te quero de qualquer maneira
Sou tua de qualquer jeito
“na chuva, na rua, na fazenda...”
no carro, na praia, no drive in
É só me chamar que eu vou
É só eu chamar que você vem!

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

O MEU LOUCO AMOR

O meu amor é tão louco...

Camisa de força,
Com gravata e colarinho.
Gadernal com açaí

Prendam esse amor!
Encarcerem na prisão do coração,
Pois ele é perigoso,
Solto pode arrasar um quarteirão!

Verseja sobre coerência,
A mesma de que carece tanto.
Lógica matemática
Sobre teoremas, retas e abscissas,
Mas delirante pensamento
Sobre amor e sentimento.

Sim,
Aprisionem esse louco,
Psicopata perigoso,
A quem vou levar ao banco dos réus
Por ter me roubado o coração,
Profanado meu corpo
Vilipendiado meus sentimentos.

Mas louca também sou eu
Promotora, juíza e advogada
Desse amor tão insano
Que às vezes, subjugada,
Mesmo em face de tamanho flagrante
Rogo a mim mesma a sua inocência.

Desato-lhe o cinto
Arranco-lhe a camisa
Liberto-lhe das amarras
E em tresloucada perversão
Deliro em sua alucinação

Claudia Nunes

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

Porque se deseja Feliz 2008?

Porque se deseja Feliz 2008?

A felicidade é um estado tão efêmero que se ficarmos o ano inteiro procurando a tal felicidade desejada, não viveremos os momentos felizes que tivermos.
Às vezes são poucos, esses momentos, mas significativos e importantes para nossa caminhada ao longo do ano.

Portanto, já que é essa a minha impressão, vou fazer meus votos de bom ano de 2008 assim:

"Que em 2008 você possa ser mais simples.
Não simples demais, do tipo de não se importe se esta vestido ou calçado,
Mas simples em não se preocupar se a roupa ou o calçado pertencem à última coleção de Dior ou Chanel.

Que em 2008 você possa ser mais alegre.
Não a alegria bêbeda e implicante, de quem não pode ver ninguém quieto que vai logo implicar,
Mas a alegria autêntica, de quem fica contente em apenas ver uma criança.
Ou que se delicia, verdadeiramente, apenas em tomar um sorvete.

Que em 2008 você tenha muitos amores.
Não o amor que nos maltrata e nos faz perder as estribeiras,
Mas o amor que nos eleva a alma e nos torna mais humanos
Apenas porque sentimos no peito o calor que é estar amando.

Que em 2008 você tenha dinheiro.
Não dinheiro de sobra, pra gastar com bobagens e coisas sem sentido,
Mas dinheiro o suficiente para que você possa ter conforto nas suas necessidades e sobre o bastante para ajudar aos que precisarem.

Que em 2008 você tenha saúde.
Não saúde pra perder com noites insones, em boates e baladas,
Mas saúde para estar presente entre seus entes queridos e poder trabalhar em prol do bem estar comum.

Que em 2008 você tenha paz.
Não a paz de quem fica isolado num canto, esquecido,
Mas a paz de espírito, de quem sabe que fez o possível e o impossível para fazer de seu mundo um mundo melhor.

Que em 2008 você tenha sucesso
Não o sucesso das capas de revistas, de flash e entrevistas,
Mas o sucesso de ser alguém melhor do que foi em 2007.
Afinal, todos queremos ser sempre melhores do que fomos.

Um abraço a todos os meus amigos, reais ou virtuais... Isso é o que menos importa, todos são meus amigos.

Grande beijo no seu coração.

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

QUERO APENAS AMAR

QUERO APENAS AMAR

Quero amar apenas esse amor libertino,
Sem pensar no tempo nem nas conseqüências.
Marcas de batom,
Mordidas e arranhões,
Esconder por baixo de polidas camadas
De auto controle.
Como luvas de látex,
Mordaças e focinheiras,
Que serão instrumentos de fetiche
Nas nossas horas de loucuras.

Quero apenas amar esse amor bandido.
Sem sábados nem domingos,
Sem feriados nem dias santos.
Que aparece no fim da tarde
E some no início da noite,
Porque o jantar esta na mesa
E o Jornal Nacional já vai começar.

Quero apenas amar esse amor vulgar.
E na vulgaridade ser apenas mais uma
Que norteia seu leme no caminho do seu deleite.
E entre puxões de cabelo e afagos delicados,
Vocifera que mulher apaixonada não se contraria
E morde-lhe o lábio num beijo apaixonado.

Quero apenas amar esse amor inominável.
Sem rótulos, nem bulas, nem credos, nem medos.
Nem meios, nem fim, nem começo do fim.
Quando tiver que acabar...
Acabou e pronto!
Sem choro nem vela,
Nem pensar no depois.

Hoje eu quero apenas amar...
Amar esse amor viajante,
Que no momento passeia pelo meu leito,
Mas que mantém seu barco atracado
Em outro cais que não é o meu.

Nada importa...
Quero apenas amar...

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

MEU GRITO DE PRAZER

MEU GRITO DE PRAZER

Fiquei em silêncio
Porque não tinha mais o que falar.
Todas as palavras me secaram a boca,
Em meio aos sussurros e gemidos
Proferidos em nossas loucuras e prazeres.

Nada mais tinha a dizer.
Meu silêncio tudo dizia.
Minhas mãos que passeavam pelo teu corpo,
Liam braile na tua pele
E em libras falavam o quanto
Estavam adorando aquele momento especial:
O toque do meu corpo no teu corpo.

O silêncio gritou mais alto.
E no escândalo que meus olhos faziam,
Súplices a te implorar amor,
Tu só ouvias as batidas do meu coração
Que, em tuas mãos,
Estava a gritar mais alto ainda...
Vem...
Vem...
Vem...
Ame-me...
Ame-me...
Ame-me...

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

AINDA TE SINTO EM MIM

AINDA TE SINTO EM MIM

Sua boca ainda esta na minha
E ainda sinto seu gosto no meu paladar.
Teu cheiro não abandona minhas narinas,
Fazendo-me flutuar.
Teus pêlos ainda sinto entre meus dedos,
Tua respiração é música aos meus ouvidos
E tuas mãos nos meus seios ainda estão.
Meus sentidos ainda estão entorpecidos
E meu desejo se confunde com seu desejo.
A minha vontade é a sua vontade.
Antes da noite findar,
Enquanto a lua no céu bailar,
Ainda vou querer te amar.

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

VÁ SEM OLHAR PARA TRÁS

VÁ SEM OLHAR PARA TRÁS

Vá!
Te deixo ir.
Deixo livres seus caminhos,
Sei que precisas dele para vagar e livremente respirar.

Vá agora!
Não retardes sua ida,
Vá antes que eu me arrependa
E, me humilhando,
Te peça pra ficar.

Mas vá com a certeza de que poderá um dia voltar.

Aqui encontrará sempre um porto amigo,
Nos braços abertos que sempre estarão a te esperar.

Vá!
Siga em frente...
Não olhes para trás.
Quero que guarde na memória apenas o meu sorriso,
Não quero que a última imagem que vejas
Seja de minhas lágrimas que caem por ti.

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

CARTINHA PARA O PAPAI NOEL

Cartinha pra Papai Noel
“Prezado Papai Noel,

Há muito tempo que eu não acredito em você, mas se você puder me conceder um pedido ficarei muito grata e satisfeita.
Hoje quando acordei, fiquei na cama lembrando o que fiz até hoje.
Sei que não fui uma boa menina. Menti, fui gulosa, preguiçosa e outras coisas mais, mas na balança da vida também fiz coisas boas. Afinal, ninguém é de todo mal nem de todo bom
Pensando nisso...
Queria muito te pedir um presentinho:
Que na noite de Natal, entrando pela janela, porque não tenho chaminé, o senhor possa trazer pra mim o presente que tanto sonho:
O meu amor, bem embrulhadinho com papel glacê e um lindo laço vermelho.
Não sei se estou pedindo demais, mas espero que o senhor possa me conceder esse favor. Afinal... Até hoje estou esperando a bicicleta que o senhor esqueceu no trenó, quando eu tinha 5 anos, portanto esta em dívida comigo a 33 anos.
Ah! Se não for pedir demais, dá pra ter uma paradinha com as guerras para que as crianças possam brincar em paz, pelo menos por um dia?
Valeu meu Bom Velhinho!
Se eu receber meu presentinho, fico te devendo uma!!!
Beijinhos”

Natal sem você

Natal sem você
É rabanada sem perfume
É família sem algazarra
É criança sem Papai Noel

Natal sem você
É não ver a esperança que nasceu em Cristo
É não ter o coração cheio de fé
É não saber perdoar

Natal sem você
É uma dor doída de se ter
É não querer ouvir os sinos
É não querer abraços

Natal sem você
É a maior solidão do mundo
Por isso, vou escrever uma cartinha ao Bom Velhinho
Pedindo um presente: Você!

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

A DERRADEIRA POESIA

Um dia escreverei uma poesia definitiva.
Será a última,
A derradeira.

E com ela enfeitarei minha lápide.
Deixarei aos que me conhecem,
E aos desconhecidos que por meu túmulo passarem,
O conhecimento de como vivi minha vida.

Não quero que chorem ao ler a poesia.
Será breve, pequena, singela.
Assim como fui durante toda a vida,
Sem chamar muita atenção.

Um dia,
Quando essa poesia sair do meu coração,
Poderei então fechar os olhos, em paz,
E entregar meu espírito a imensidão.

Poucas linhas essa poesia terá,
Talvez apenas algumas palavras.
Ainda não sei bem o que escrever,
Quando souber...

É porque a morte já esta pra chegar.

Retrato de Claudia Nunes Ribeiro

A BEIRA DO CAIS

Mares nunca antes navegados,
Terras a serem desbravadas
E eu me acovardo ante a expedição.
Tenho um mundo novo pela frente...
Teus braços trazem promessas
De novas formas de amar,
De carinhos nunca experimentados.

Sofro pelo que ainda não vivi...
A vontade de voar,
Mas os pés presos no ninho.
A vontade de correr,
Mas grilhões me acorrentam.
A vontade de largar tudo e ir para você,
Mas receio errar o caminho.

E pelo medo da partida,
Com lágrimas nos olhos,
Fico te olhando...
Da beira do cais...

Claudia Nunes Ribeiro

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