Palavras são desnecessárias
Frente à eloqüência relicária
Do silêncio e suas freqüências
Ao olhar a plasticidade do belo
Não há nada que o descreva
A não ser o que está embutido
Na luminosidade do olhar...
Bem lá... Das suas profundezas
Onde nascem os sentimentos...
Frações inenarráveis de momentos
Emoções vividas e inexplicáveis
Que povoam a mente em segundos
O que dizer da alegria materna
Ao ver o seu ‘rebento’ nascer
Contemplar o seu primeiro sorriso
Ou o simples balbuciar ‘mamãe’?
É necessário um discurso ao lúdico?
A plenitude do que é o mais puro...
Cambalear esclarecedor dos passos
Iniciar da vida na régua e compasso
E a sucção do bebê no peito?
Do leite a escorrer pelos lábios
Matando a fome e a sede...
Há o que se dizer diante?
Ao se contemplar uma obra de arte...
Um gesto de ternura na cumplicidade
O que narrar sobre a generosidade...
Ou a quem cultua o amor e a caridade
Quem professa e vive a simplicidade
Não adianta o poeta jorrar palavras
O silêncio vem, grita e fala mais alto
Este é o seu adorável poder misterioso
Só nos resta calar prostrados e obedecer!
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 30/08/2008
Código do texto: T1153355
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdepaz/1153355
Comments
Carmen/Hilde
Querido Amigo,
É no mistério que envolve o silêncio que a nossa percepção se abre!
Lindo poema que transcende o real.
Meu voto com louvor!
Deixo-lhe esse poema que escrevi há algum tempo.
Meditação
O silêncio é água fresca
que alivia a sede do espírito!
Necessito esvaziar minha mente.
Nada pensar e assim avivar a intuição
nesta meditação que transcende o real!
Repito o mantra
que alavanca minha alma!
Entro em coesão com o universo.
O mundo deixa de ser perverso.
Flutuo no vazio desconhecido,
agora tão íntimo!
Meu corpo quieto
libertou do seu amplexo
meu espírito livre,
que leve, numa comunicação breve
mostra-me o caminho da paz.
Sou partícula integrada ao todo.
Deixo para trás as mazelas.
Sou parte desta aquarela
pintada pelo Divino!
Volto a ser menino
feliz, puro, solto,
cabelos revoltos,
inocência no olhar!
Brinco entre estrelas e luar!
E então volto pacificado
para meu corpo,
templo da vida!
Minha intuição agora aguçada
para mais uma jornada
atrás das curvas da estrada
que escondem o que está por vir!
Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.
P/Carmen Vervloet do Hilde
O que dizer diante de um depoimento tão maravilhoso quanto este seu
aqui presente em versos? Para ser coerente devo fazer um silêncio monstruoso e
plagiar a tua xará ficando sem palavras... Calado! Diante do que me
deixou extasiado nesta tua aula de poesia. Meu beijo encantado. Hilde
P/ Hilde, de Carmen Lúcia...
Prefiro me calar...Sem palavras!
Carmen
P/Carmen Lúcia do Hilde
Minha poetisa predileta...ouvi aqui calado
a profundidade e eloquência do teu silêncio
tagarela e barulhento (Risos). Beijos sussurrantes
em suas bochechas tão falantes hehehe! Hilde
P/HILDE/CARMEN CECILIA
CarmenCecilia
OLÁ HILDE!
Certos momentos com certeza o silencio fala mais forte que qualquer palavra...
Lindo poema e mensagem!
Parabéns e meu voto com carinho
Beijos
Carmen Cecilia
P/Carmen Cecilia do Hilde
É verdade o que dizes aí sobre o silêncio.
A gente é que não aprendeu ainda a dialogar
com ele em tua sua extensão e abrangência.
Meu beijo carinhoso pra ti do Hilde
Oi :)
O silêncio mata e o silêncio cria
No silêncio se vive o mais profundo eu
E no teu profundo "eu" acabastes de criar uma obra de arte, excelente poema
De lêr e reler ad infinitum
Sal
P/Sal do Hilde
Caríssimo poeta Sal
Agradeço comovido a tua honrosa visita
em minha página com as palavras tão
generosas e incentivadoras. Aceite o
meu fraternal abraço. Hilde