Por que insistes tanto
Em ferir meu imaginário?
Já devias saber sou ‘centenário’
Eu não tenho qualquer idade...
Vivo degustando saudade
Do que se foi...do que não deu
Coleto fragmentos de felicidade
Você não sentiu...nem entendeu
Que a queria toda para mim
Viver contigo amor sem fim
E só bastava o seu simples sim
Mas tinhas que complicar
Recuou...e fugiu
Medrosa...temeu
Covarde...tremeu
Orgulhosa...não se deu
Assassinou a esperança
Envelheceu a criança
Reinventou os ciúmes
Enganando o seu coração
Abateu o passarinho no ar
Negou-se a me amar
Não leu Quintana...
Na sua frase bacana
“Idade só há duas...
Ou se está vivo ou morto”
E você era minha eternidade
Bem por isso morri prematuro
Como poeta voador e imaturo
Sem o macio carinho do teu colo
Declamando aqui eu me consolo
Da sepultura choro estes versos
Jorrando lágrimas pelo universo.
Hildebrando Menezes
“O pior dos problemas da gente...
É que ninguém tem nada com isso. M.Q.
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 17/05/2008
Código do texto: T993937
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdetristeza/993937
Comments
Anna Hilde!!!
Oi Poeta.
Que gostoso esse poema.
Muito romântico, se queixando de quem não quis lhe amar.
de quem fugiu....que amor é esse?...rsrsrs...
Quem era sua eternidade????
Bem decepcionado, porém apaixonado!
Adorei Hilde...
Meu voto com pássarinhos pra você.
Beijinhos.
ANNA *-*