Liberdade

Retrato de joaodrummond

Sou a voz que grita
nas favelas e nos campos,
estrangulada, contida.
Sou a garganta aberta
dos miseráveis e aflitos
ao clamor interrompido.
Sou a palavra não dita.
Passaro em vôo abortado.
Sombra de uma promessa
não cumprida.
Sou o canto que não ecoou
preso na masmorra do arbítrio
de uma lei que se calou.
Sou um morcego negro
esvoaçante, que cruza
os céus da cidade
em noite de lua pálida.
Sou a gargalhada sussurrante,
inaudível em meio ao caos.
Meu nome é Liberdade

Comments

Retrato de Joaninhavoa

P/joãodrummond, de JoaninhaVoa

Olá
drummond!
*
Seu poema é triste... mas nem tudo na vida é alegre assim como na poesia!

Esta liberdade em que o canto
não faz eco...
O pássaro não consegue voar...
As palavras por dizer ...
É tudo menos liberdade!
*

Um grito sofucado nunca vem só
Muitos propagam-se e metem dó
Fazem eco em nossos ouvidos
Vindos d`além como de tão perto de nós

Há sempre uma sombra escondida
Quando a palavra não é cumprida
Liberdade soa falsidade
Atrofiada felicidade

Sete vidas e nenhuma delas
É verdade
Mentira ampliada mistura de sonho
E realidade
Verdade diminuída de histórias
No tempo

Ninguém conhece as verdadeiras
Razões
Da liberdade ser o semelhante
Produto
Da miséria e da degradação da Natureza

Humana!...

JoaninhaVoa,
In “Há liberdade quando se sente”
(21 de Julho de 2008)

Retrato de joaodrummond

(Sem assunto)