Conto rimado de uma certa Madalena

Retrato de Aline poeta

Ouviu-se dizer em um canto, uma história de Madalena, que com seus encantos e cantos, fez jus a sua pele morena.
Foi em terras capixabas que a história se deu por lenda, dos olhos amendoados de uma cabocla pequena. Com seu vestido de chita, molhado, e suspenso nas coxas, cantava na beira do rio, batendo os lençóis nas rochas. Sobre o rio uma ponte, passava escondendo o sol, a beleza de Madalena, reluzia mais que farol. O homem de terno branco passava todos os dias, passava olhando pra baixo, queixando da vida vazia era rico e infeliz, vivia só de aparência, ao passo que ele teimava, também pedia clemência. Um dia olhou pra tão baixo que enxergou Madalena, cantarolando no rio com sua beleza açucena. Desceu com sapato polido, queria era ver mais de perto e ao se deparar com a menina, o golpe do amor veio certo. Madalena muito mimosa pôs a banhar-se no rio e aquele homem formado, encantou-se feito menino.
Mas o que fazer deste amor que tanto era proibido, o homem chamou madalena de doce anjo caído. Ao tempo que era doçura também ostentava pecado, em seus seios firmeza, balanço no rebolado. Em sua cintura fina, meandros de redenção, faziam pulsar mais forte, as batidas do coração, Em seus cabelos compridos, com cachos de alga enredou, fazendo de sua imagem um lindo poema de amor. Rendido aos seus encantos, o homem lançou-se ao mar, e com Madalena divina, no rio pôs-se a banhar.
Então daí por diante, Madalena virou sua sina, não conseguia viver, sem sua pequena menina, chorava por ser homem rico e com os seus pais ser hostil, mas quem resistiria a Madalena e seu quadril?
Insano moço educado, por quem foi se apaixonar, madalena parece sereia, que enfeitiça ao cantarolar. Tem a pela queimada de sol, olhos grandes e curiosos, das mãos tão delicadas até os seus pés tão formosos, todo dia quando passava gritava por Madalena e ouvia o tambor do congo que ela dançava na areia. Madalena encantada dançava pro moço bonito, rodava ao som da casaca e balançava o vestido. A família do sinhozinho, preocupada em ele cair, proibiu Madalena cabocla de lavar suas roupas ali. Então num dia cinzento, passou todo de branco, Gritou Madalena da ponte, mas só ecoou o seu pranto, e todos os dias de sol, passou a gritar Madalena, ao passo que não respondia, perdia sua pequena. Madalena chorava na ilha por ver seu amor desistir, resolveu mudar com a família para bem longe dali. Mas até hoje em dia, se passares na pontezinha e ouvir o tambor de congo e lançar seu olhar para a ilha, ouvirás o grito incessante, da divindade terrena, é o nome que ecoa distante, o nome de Madalena.

Retrato de Mitchell Pinheiro

cara aline poeta

Legal esse seu canto de amor proibido. Parabéns. uma abr~aço!

Tudo que é humanamente possível eu posso conseguir!

Retrato de Aline poeta

Obrigada Mitchell

Não gosto muito de concursos pois é muito triste ver algo que fez com tanto carinho, ser julgado tão friamente por alguns... mas os comentarios de vcs são sempre tão carinhosos... obrigada mesmo...

Aline Vaz

Doce como vc

Minha doce Aline(se é que me permite te chamar assim), adoro seus versos, vc é muito boa, menina! Essa Madalena por acaso é aquela de Martinho da VIla? Madalena, Madalena, vc e meu bem quere, eu vou falar p todo mundo, vou falar p todo mundo que eu só quero é vc...

Retrato de Aline poeta

Sempre um cavalheiro

Nem precisa pedir permissão para me chamar de doce! Fico feliz e saiba que é recíproco

Aline Vaz

Retrato de Senhora Morrison

Nossa!!!!!

Espetacular...
Sem mais o que dizer...
~;-)
Sra. Morrison

Retrato de Aline poeta

Oportunidade

Existem várias versões pra nossa Madalena, mas essa é minha! Obrigada por gostar!

Aline Vaz