IV Concurso Literário

Foto de francineti

Um verão inesquecível.

Patricia estava deprimida e muito ferida acabara de terminar um namoro de seis anos. Sentia-se perdida, sozinha e sem rumo. Achava-se feia e pouco atrativa. Não conseguia sair de casa, não tinha vontade de fazer nada. A mãe de Patricia sugeriu e insistiu que ela fizesse uma viagem. Quem sabe uma viagem não iria distraí-la? Patricia resistiu mas acabou aceitando a sugestão de sua mãe, pois ela estava de férias e não tinha nada para fazer. Comprou as passagens, arrumou a mala, sem muito intusiasmo, e partiu para Salvador on de moravam seus sobrinhos e sua irmã Rosa. No aeroporto Patricia foi recebida por Rosa e seus sobrinhos que fizeram a maior festa, mas não conseguiram animá-la.

Foto de angela lugo

Segredo fatal

Thiago e Kelly vivem numa bela casa, cercados por um jardim todo decorado com belas palmeiras altas que dão um toque todo especial emoldurando sua casa ao fundo dando um ar de poesia.
Nos finais de semanas quando não viajam sempre fazem um churrasco à beira da piscina convidando os amigos para passar o tempo e jogar conversa fora, querem sempre mostrar a felicidade que vivem desde o casamento, eles tem tudo que a vida possa proporcionar, quando se tem muito dinheiro para gastar com sua própria mordomia.
Dois anos se passara de casados e ainda eles não têm nenhum filho, antes haviam combinado que depois deste período pensaria na possibilidade de ter uma criança para alegrar suas vidas e encher de alegria aquela casa tão grande. Escolheram um dia qualquer para falar sobre o assunto.

Foto de InSaNnA

Parabéns ou pêsames?

Olá poetas!Eu nunca escrevi contos, mas resolvi contar um episódio que aconteceu comigo e que até hoje pegam no meu pé por causa dele. Mas o bom é participar, junto com vocês desse delicioso site. Desculpe-me os erros de escrita.

Eu já nasci, gostando da vida, e por causa desse meu amor profundo, vivia fugindo desses assuntos de morte. Mas, um dia todos nós iremos embora, e assim, foi com o meu avô. Eu tinha na época uns 16 anos e minha mãe sabia do meu medo, mas naquela hora, ela estava contando com o meu apoio e esqueceu desse pequeno detalhe.
_Filha, sinto muito, mas você tem que ir ao velório do seu avô!!!Ainda mais que já é noite, não posso deixá-la em casa sozinha..

Foto de angela lugo

Alerta para a Vida

Enquanto te olhava não podia perceber que dentro dos teus olhos estavam os reflexos da minha vida. Não estava entendendo porque te olhava e não te via somente os reflexos de minha vida, como se fosse um filme passando na tela de seus olhos e no final sempre uma única certeza a morte...
Morte dos sonhos passados, morte dos ideais e quanto mais te olhava mais tinha a certeza da morte dos meus sonhos futuros e por fim a morte da minha matéria já que todos são perecível isto é inevitável.
Como gostaria de repassar minhas experiências espirituais a você, a cada pessoa que tivesse em contato com meu espírito, para com isso podermos mudar um pouco nossa qualidade humana e cada ser vivente poder saber o quanto não somos nada neste espaço que ocupamos sem saber por que estamos neste mundo de sonhos e ilusões, porque a única certeza volta a repetir é a nossa morte, e o único bem material que levaremos para nossa tumba será uma simples mortalha para cobrir nossa nudez e um par de sapatos o qual não deveríamos usar, pois nascemos sem eles e naturalmente a urna na qual estaremos lacrados e inertes, e quando nos fecharem dentro da escuridão sem retorno tenho certeza que se pudéssemos retornar a vida faríamos e seriamos uma das poucas pessoas boas que ainda restam nesta vida de provações, mas infelizmente não temos retorno e a próxima etapa caso pudéssemos ouvir ou sentir em nossa pele agora inerte enlouqueceríamos com o barulho dos vermes brigando para devorar cada centímetro de nosso corpo e em pouco tempo nada restará da nossa carne a qual batalhou, lutou tanto por um único ideal sobreviver neste espaço, mas logo nada mais restará a não ser nossos ossos que com o tempo tornará ao pó nada restará, nada...Nada...

Foto de francineti

Onde foi parar a Matinta Perera?

Certa vez, a noite, quando eu ainda era uma menina, ouvi um assoviu. Senti meus pelos se arrepiarem e uma terrível sensação de medo invadiu o meu peito. Após o assoviu um grito eu escutei: matinta perera... fiu... fiu. Um pássaro negro no seu passou. Meu vizinho logo me chamou: Você ouviu aquele assoviu? Respondi que o assoviu me assustou. Ele então me contou: lá para as bandas da floresta vive, à beira de um rio, uma velhinha que parece docê e inocente, mas no fundo ela é uma assombração. Durante o dia ela mistura uma porção. À noite ela transforma-se numa terrível criatura e assusta a população.

Foto de Senhora Morrison

Dia de Joana

Dia de Joana

As flores enfeitam o jardim.
Num colorido abstrato me perco em tamanha sutileza
Imagino a vida que poderia ter tido se tudo tivesse sido diferente, se nada houvesse acontecido.
Perco-me em meio a pensamentos de um passado persistente, de um presente deplorável, de um futuro inatingível.
Em mórbida esperança, me apego neste redemoinho, gigante redemoinho...
Mas estas flores hão de mudar minha vida.

Olhando o jardim pela janela Joana com os braços a amarrar as pernas, percebe que tudo pode ser perfeito ou um imenso vazio, os paradoxos estão bem ali a sua frente, enquanto um mendigo passa saltitante e feliz sabe-se lá com o que, uma jovem mulher bonita e toda enfeitada grita ao celular amaldiçoando pelo menos 5 gerações também se sabe lá o porquê. Mas enfim o contrário também poderia acontecer e seria até o mais cabível se fossemos racionalizar as realidades, um tem muito mais motivos pra esbravejar do que o outro, ou não.

Foto de Mitchell Pinheiro

O noivo infiel

Era quase meia noite, Marcelo arrumava-se silenciosamente enquanto sua bela noiva Silvia dormia - pelo menos é o que ele achava - , pegou a jaqueta nova, banhou-se de boa quantidade de perfume e seguiu em direção ao carro, não sabendo ele que Silvia não estava mais na cama. Beth, uma linda mulher, alta, loira, em boa forma, o aguardava próximo dali. Ele destravou o carro, empurrou-o por uns quinze metros e então deu partida para sua aventura carnal. Silvia rangeu os dentes de fúria quanto sentiu o cheiro daquele perfume de mulher se aproximando: - Oi meu lindo! Se atrasou hein?

Foto de angela lugo

O preço do pecado

Carmem, moça bonita e possuidora de uma beleza angelical. Tem uma vida relativamente boa e bem distribuída nos seus afazeres, acorda cedo vai a Universidade onde cursa o segundo ano de Psicologia, a tarde faz curso de inglês e adora fazer meditação. Nos finais de semana vai para a fazenda de seus pais onde adora fazer cavalgada, ama seu alazão negro, quando sai velozmente pelas pradarias seus pelos reluzem ao sol e suas crinas esvoaçam ao sabor do vento de tão sedosas e macias.
Marcelo seu primo e colega do curso é também seu grande amor, passam toda a manhã juntos, são as horas que podem falar e olhar-se apaixonadamente, vivem no mesmo condomínio, mas seus pais não podem nem sonhar que vivam este amor, os pais de ambos tem um problema de família mal resolvido e não se falam a muito tempo, nenhum dos dois sabe exatamente a razão.

Foto de francineti

O amor de joão e Mariazinha.

Amanheceu, o sol raiou e Mariazinha a reclamar: " O meu joão saiu para pescar e eu não sei se vai voltar." Todos os dias essa estória se repetia. Mariazinha acordava, fazia o café dos seus filhos e ia para a praia esperar seu João voltar. Há um ano essa cena se repete. Mariazinha reza e pede a virgem da Conceição e também a Iemanjá: " faz o meu joão voltar" .
O que será que aconteceu? Será que o joão se perdeu?
João, grande pescador, sempre saia para o mar em busca do sustento de sua família. Mas naquele dia João amanheceu triste, olhar distante, parecia estar ausente ou quem sabe doente. Entrou em seu barco levando a rede de pescar e uma rede para descansar. Também levou uma garrafa de cachaça e nos seus olhos só tinha tristeza... levou Mariazinha no seu coração.

Foto de francineti

A estória de um amor virtual.

Um dia eu estava cheia de tédio. Resolvi navegar na internete. Encontrei um site de poesia, onde publiquei meus textos. Neles eu falava de amor e de fantasia. Um poeta encantador começou a comentar meus textos. Surgiu então um forte tesão. Todos os dias a gente se correspondia. Trocamos poesias, cartas, email´s e muita fantasia. Desta relação surgiu um lindo amor virtual. Um dia meu poeta me convidou para juntos escrevermos nossa estória de amor. Ele de Brasília, eu do Pará. Ele cosmopolita, eu uma menina do
interior, porém entre nós dois muito tesão rolou.

Este conto que aqui surge foi escrito por nós dois. Ricardo começou e o meu desejo atiçou. Eu escrevi as cenas de amor. Imaginei cada uma delas. Ele no sonho embarcou. Convidamos você leitor a deliciar-se com este amor. Cansados de amarmos pela internete, combinamos nos encontrar em Belém do Pará. Meu poeta chegou numa bela tarde de sol. No aeroporto, eu fui a primeira pessoa que ele avistou. Nos olhamos atentamente, nos abraçamos apertado e eu o convidei para ir até a minha casa.

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