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Na beira da praia,
Vi a lua saindo do horizonte.
E me lembrei de você.
Dos nossos bons momentos
Nesse mesmo lugar.
E percebi que ainda gosto de você.
E sinto a sua falta.
Sinto falta do seu cheiro,
Da sua maneira doce de falar,
De tudo de você.
Entre os vazios...
Há uma dor mais que doída...
nos espíritos inquietos, sofredores.
Sem os disfarces harmônicos.
Mas repletos e sinfônicos...
Compondo sonoridade.
Dor que tantas vezes é engolida
Por uma outra solidão...
Temo pela fome.
Maior que a do corpo...a da alma.
Das emoções não ingeridas
Pelas lembranças engolidas
Nos tempos da colheita que foram em vão...
Ventre inerte.
Onde tudo se converte...
Em nuvens caídas.
Pelas tempestades escorridas.
Em gotas escondidas pelo chão...
Numa inconsistência infinda.
Amar assim
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Você chega em casa
E eu estou dormindo no sofá.
Eu acordo com você chegando.
Você me cumprimenta
Com aquela voz linda e tesuda.
E então, começamos a nos beijar.
Aqueles beijos devagarinhos
De olhos fechados, em que
As línguas se saboreiam.
E depois, começamos a nos
Acariciar e a fazermos
Aquilo de melhor de um casal.
E depois de realizados,
dormimos agarradinhos.
Naquele dia, você me fez
O mais feliz dos homens.
PROCURA-SE
Onde anda o amor, eu não sei...
Se ele está por aí, se esconde
Em alguma parte, ou se camufla
E quando ele se satura, ousando sair,
Nem deve ser mais reconhecido,
Vive em fuga e se disfarçando ...
Vai ao "shopping" olhar as vitrines
Entra até em duas livrarias,
Folheia poesias e se espanta
E fica muito apreensivo
Com tudo que encontra escrito,
Nas histórias falando de dores...
Pensa em qual seria o motivo
De invadirem assim o seu mundo
E por ele contarem horrores.
Sai correndo na mesma hora
Procurando uma forma, um meio
Aplaudimos de pé ao nosso amigo quase triangular
Que luta contra a maioria e sempre parece vencer.
Cantando a verdade que se fez de uma auto indignação.
Este é filho da verdade mas vive da mentira.
Palmas és que querias em tua cantiga.
Frouxos são os dedos que seguram a pá
Que cava a cova rasa para ser este seu segundo palmo
E visto as mãos que se sujam da velha e amarga terra que lhes sustentou.
Hora de pé horas deitado, oras correndo por outras parado.
Vindo de tão longe o vento bate sobre teu peito e te fez suspirar.
Em minha ultima Festa quero coisas extravagântes,
muita gente bonita em roupas elegantes
Em minha ultima Festa terá algo diferente,
bebida e comida em volta de um caixão transparente
Em minha ultima Festa mulher não vai faltar,
estarão todas as minhas amantes ajoelhadas num altar.
Uma suave marcha fúnebre me fará descansar,
ouvirei tudo de minha vidraça, que afundará devagar.
E é com toda essa diversão e alegria que me despedirei de vocês,
desde já um abraço e até a próxima vez...
Voce perdeu neste jogo de amar.
E amor não é mero jogo de azar,
Infelizmente, voce não soube jogar.
Me descartou,
Me jogou e perdeu.
E quem ficou
Com o trunfo foi eu.
E agora amor,
Sem amor,
Voce vai só penar.
Pois meu amor,
Juro amor,
Nunca mais vou lhe dar.
Escrito por Elcio Moraes
Essa noite me peguei em devaneios;
A vagar pelas ruas sombrias e solitárias;
Pelos becos e pontes, em busca do nada;
Sem direção, sem rumo, sem motivo;
Procurava algo que não encontrava;
Um vazio, era tudo que sentia;
Busquei o motivo, a causa, a solução;
Mas também não pude encontrar;
Sentia a brisa da noite, tocar minha face;
O cheiro úmido pairava no ar;
A lua estava como a me observar;
As estrelas me espreitavam;
O vento uivava nos meus ouvidos;
Como se quisesse me dizer algo;
O silencio era pleno e suspeito;
Por um momento senti o coração acelerar;
Quero você comigo, aqui nesta manhã.
E esquecer de todos os problemas lá fora.
Após uma noite de desejos e no afã
O prazer do amor que ainda vigora;
Deixarei de lado todas as preocupações;
Ao lembrar de cada poro arrepiado do teu corpo.
Quando senti nossos desejos e paixões
Um amor puro e ao mesmo tempo louco.
Quando você atendeu aos meus devaneios
E calmamente me mordeu, me chupou.
Enrijecendo os bicos dos seios
Dando-me prazer loucamente me acalmou.
Nesta manhã, eu olho teu rosto;
Teus olhos fechados pelo sono do amor
E vejo todo nosso prazer sobreposto
Pai... Meu pai
Você teceu seus sonhos nas teias da vida
Talvez a todos não tenha concretizado
Assim é a vida de quem tem afazeres
Cuidar da sua esposa e de seus filhos
Muitas vezes ter que se anular para si
Para ver os rebentos da virilidade florir
Você ensinou-me que os obstáculos
Podem ser todos ultrapassados
Por maiores que as pedras sejam
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