mar

Retrato de Rose Felliciano

NOSSO JEITO....

.
.
.
.
"Esse nosso jeito... só nosso...
De anseios
prazeres e desejos refeitos
desfeitos...refeitos...
perfeitos...

Nossa forma de apaixonar...

A embalar os movimentos
Guerreiros dos sonhos, sedentos...
batimentos, descompassos
seus braços.... ah! seus braços...

Nossa forma de abraçar...

Começar,intensificar,
extasiar, terminar...
recomeçar...recomeçar....
Olhares dependentes...carentes
Sorrir e se desejar....

Nossa forma de acordar...

Ondas do mar, natureza...
café da manhã na bandeja
cafuné, dengos, chamegos
Os beijos... ah! os beijos...

Nossa forma de beijar....

É nosso jeito, nossa forma,
Que aborta receios, o medo...
Desvenda segredos
Renovam desejos
Ignoram defeitos
Nos vemos perfeitos... perfeitos...
É o nosso jeito meu amor... só nosso....

Nossa forma de Amar...."(Rose Felliciano)

.
*Mantenha a autoria do Poema*

Retrato de Dirceu Marcelino

VOLÚPIA DE AMOR - III

*
* Sejas sempre essa Mulher... "Je t'aime"
*

Bebo tua paixão em goles sensuais”
Sempre, sempre... Assim sob a luz desse luar,
Cativante e deslumbrante à beira do cais
Onde te encontro pronta p’ra me amar.

Ah! Delícia ouvir teus sussurros, teus ais
Ver a chama de amor brilhar em teu olhar,
Sentir do teu corpo voluptuoso os sinais
Vibrantes no tremor de que estás a gozar.

Ah! Sim, como é bom saber que queres mais,
E assim me revigoro como ondas do mar,
Nesse balanço te dou o que te satisfaz,

Retribui-me com essa volúpia sem par
Amando-me e não deixando nunca, jamais,
Esmoreçamos e vivamos a nos amar.

O Mar e o Seu olhar

Amanhã tenho trabalho,
Ufa! Que vida... Mas deixa estar...
Vou pela praia olhando o mar...

Quem sabe encontro lá o seu olhar,
Não no mar, mas olhando o mar,
E lembrando do seu olhar carinhoso.

Tomara sejas feliz
Pra poder me contar
Como é este troço de felicidade...

Respondi você,
Mas não esqueci do seu olhar
Entre as mechas de seu cabelo...

Li os seus olhos pelos seus dedos...
Vi a sua alma
E cheguei aos seus sonhos.

Mas o Mar lembra o seu olhar
Que vez outra respinga em minh'alma
Como querendo debochar
Do meu caminhar desatento

Olhando o Mar,
E pensando em seu olhar.
Que Mar...

Retrato de Mentiroso Compulsivo

ESPÍRITO DO MAR

.
.
.

Até longe vaguei a minha alma
Com o espírito pesado de mágoa,
O meu barco fustigado pela água
Fez dolorosa a vigília sobre a proa
Quando à noite ouvia rochedos falar
Meu corpo encrespado de frio gelado
A fome impiedosa, a comida se havia esgotado,
Sentia o sabor quente do mar glaciar
Defrontado e gasto pelas tempestades
Esmagando o meu coração com o peso da dor
Amargo destino condenado a esperar
Um amor de mulher ausente lá na cidade
Onde amantes podem viver seu amor
Consolo de amigos a festejar a agradável noite
Na mesa o vinho e o pão em risadas de alegria
Gozo e barulho na balbúrdia da cidade
Luzes na ribalta da noite em rebeldia
Não oiço nenhum som, apenas o rugido do mar
Não! Oiço um eco, um gritante gemido
Parecia vindo de um leito em voz de mulher
Mas que me trouxe de volta a realidade do mar
É o choro agudo da tempestade que se aproxima
O grito de uma criatura que é ave inocente
Tão pequena e ténue, de nítida voz de água transparente
Por entre o lamento do vento cruel e insensível
Trazido na noite branca escurecida de neve
Pelas sombras de granizo que caía no mastro
Ondas violentas a querer o seu grande ego
Da sua maior monstruosa grandiosidade
A caírem como turbilhões de lágrimas salgadas
Que o meu bartedouro não consegue vazar
E no meu barco sozinho andava perdido
Não havia gaivotas que me pudessem guiar
Ansiava só pela voz que me pudesse ouvir
Aprisionado naquele mar imenso, sem fim
Desejei lançar-me ao caminho do mar
Naquele instante vi portos distantes
Perto dos meus parentes aquém, para lá do além
Um romper de uma nova aurora de luz
Trazendo o rumor de uma nova terra
E vagueei com os amigos a caminho de casa
Esperando minha amada, ansiosa porque tardava
Livre do medo eu fiquei da longa viagem
Senti a voz que me dava a esperança terrena
E o meu coração ficou apaixonado pelo espírito do mar
Arvores verdes floresceram nas águas
A cidade bela que tanto ansiava, ergue-se no mar
Campos de flores, planícies verdejantes de amarelo
O meu espírito pairou sobre a extensão dos oceanos
Ansioso e desejoso de mergulhar em suas águas profundas.

© Jorge Oliveira

Retrato de Rose Felliciano

Me encanta esse teu jeito ...

.
.
.
.

"Me encanta esse teu jeito...
Em mim não vê defeitos...
E em noites claras de Luar
Diz que o céu é meu espelho
E as estrelas, reflexos do meu olhar...

Me deseja por perto
Como Manancial em deserto!
E feito vulcão no paraíso,
Torna-se o Oásis que eu preciso
Na máxima erupção do ser....

Você...
Contempla meu riso e me diz
Que a felicidade só será realmente feliz
Se todos os dias refletir
A minha imagem em teu olhar....

E que o luar
Quando quiser inspirar casais apaixonados
Mostrará você a meu lado
E eu junto de você.....

Me encanta muito esse teu jeito...
Tenho sua admiração e respeito.
Teus mais intensos desejos
E o amor que eu não conhecia...

Pensei que eu nunca mais saberia
O sabor de uma nova poesia...
A melodia que se ouve no silêncio...
E os beijos.. que começam ao terminar...

E imaginar,
Que ao acordar ainda teria
Alguém que em todo o amanhecer me diria:
-Te amo, como a primeira vez da minha vida...." (Rose Felliciano)

*Mantenha a autoria do poema*

Conteúdo sindicado