Não ouso olhar para mais alto,
pois tenho aos pés nada menos
que metade do universo,
pelo menos como ele é visto
do teu lado das coisas.
Não pode cabe o movimento
no mero horizonte,
portanto, ele escapa
e, quando o faz, faz com certa rispidez
cortando como vidro a penúltima nuvem,
que, magoada,
responde com faíscas e trovões,
apesar da alma já estar
preparada para novos arco-íris.
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