Entre os vazios...
Há uma dor mais que doída...
nos espíritos inquietos, sofredores.
Sem os disfarces harmônicos.
Mas repletos e sinfônicos...
Compondo sonoridade.
Dor que tantas vezes é engolida
Por uma outra solidão...
Temo pela fome.
Maior que a do corpo...a da alma.
Das emoções não ingeridas
Pelas lembranças engolidas
Nos tempos da colheita que foram em vão...
Ventre inerte.
Onde tudo se converte...
Em nuvens caídas.
Pelas tempestades escorridas.
Em gotas escondidas pelo chão...
Numa inconsistência infinda.
Perdas reunidas.
Poéticas. Mudas. Contagiantes.
Balançadas sobre vigas...
Alicerces retorcidos.
Estremecidas pelo silêncio do presente...
Transbordam paz.
Transformam a harmonia das mentes.
Sem as lágrimas silenciosas...comoventes.
Costuradas com a força das horas.
Dos versos que hoje são...
Solidão na moita.
Ansiada por caminhos...
Sonoros. Limpos. Aconchegantes. Compostos.
Sem os falsos espinhos.
Que arranham o coração...
Dor que não vigora.
Não diz adeus ou vai embora.
Deixa um vácuo na emoção...
Dor que ata!
Mas não une...
Dor que semeia!
Mas reúne...
Os solitários de plantão.
Dor que mata...
Mas não pune.
Dor que extrai...
Não deixa imune!
Os distraídos na imensidão...
Dor impune...
Que evolui em disparada.
Na calha da madrugada...
Dança sonhos em cavalgada.
Dor invisível...
Comestível pela ausência.
Ruminada na demência.
Acrescida numa outra solidão...
Solitárias são as escolhas vencidas.
Com as opções das certezas.
Sem angústias ou frustrações.
Sem os doídos ruídos do interior.
E na sintonia e clareza...
Será vingada com clemência.
Quando tempo e espaço da solidão...
For menor que o das desilusões....
Enise/Hilde
Comentários recentes
51 minutos 48 segundos atrás
4 horas 8 minutos atrás
4 horas 34 minutos atrás
5 horas 19 minutos atrás
6 horas 34 minutos atrás
6 horas 39 minutos atrás
6 horas 50 minutos atrás
6 horas 52 minutos atrás
6 horas 56 minutos atrás
7 horas 18 minutos atrás