SONETO DO RIACHO

De vez em quando a realidade nua
A surge e trancafia em brutal mágoa
É a incômoda e marcante falta d’agua
Que às vezes na amplidão muito acentua.

Em um lugar tosco, surge, deságua
A natureza ali se faz bem crua
Mas quando se precisa não se flutua,
Queres a tal bendita? Que vos trago-a.

Servíamos desta, sim. Mesmo na aurora
Ou em tardios momentos, nos entranhos,
Quando o sol tombava o queimado facho...

Estando lá ou não, sempre lembro outrora,
Quando criança, divertia-me em banhos,
Buscava água no saudoso riacho!

Retrato de angela lugo

Querido Godi

Que soneto saboroso ...
Até imaginei o riacho
e quando menino você
se banhando...
Adorei

beijinhos no seu coração