Se tu me procuras num espaço infinito
Me entrego, me prendo, eu te devoro
Me perco me encontro no teu labirinto
E como temerário eu te exploro.
Me rouba um beijo num sopro intrépido
E navega em meus mares desconhecidos
Sussurra no ouvido, promessas de amor.
Amor platônico, sentimento proibido.
Ahh, mas quando tu me beijas...
Quando tua boca me almeja
Meu mundo vira deserto
Teu lábio de açúcar cereja.
Pega-me em teu colo, cais de meu barco,
E deixa eu ouvir o pulsar em teu peito
Sentir o teu cheiro de homem ao meu lado
E suavizar minha saudade em teu leito.
Sossega meu olhos em teu refrigério
Me leve em tuas asas e seus pensamentos
Que mesmo que esse amor um dia nos separe
Guardaremos para sempre os doces momentos.
Comments
SUR- REAL
** Gaivota **
e então a coisa acontece assim...surreal
ou sur-real
"...Se tu me procuras num espaço infinito
Me entrego, me prendo, eu te devoro.."
Este espaço infinito sugere sonho...
Use seu sonho, ele é seu e se queres abocanhar o mundo... vá!
Afinal a vida é uma só ... apenas não desejo que tropece ou quebre o salto do sapato..
Viva seu sonho.. Sem dúvida alguma as cerejas carameladas são imperdíveis!
Passarinho p/ Surreal
Olá, Pássara!
Voltando com a corda toda!
Surreal tem a cara da sua poesia deliciosa de se ler. Imagens belíssimas em todas as estrofes. Uma interjeição gostosa e estratégica no meio exato do poema, traz o leitor para a emoção do beijo. Apelo ao sensorial, sugestão da natureza íntima da mulher. Você parece escrever com tintas produzidas pelo seu organismo, mas consegue fazer isso sem um pingo de vulgaridade, sem resvalar para o supérfluo.
A quarta estrofe é quase uma ordem a ser inconfessavelmente obedecida. E "cais do meu barco" é aqui minha imagem predileta. Dá vontade de não partir jamais.
Privilegiado esse homem, devia usar sua poesia linda como uma coleirinha no coração.
Beijos e pius, do seu adimirador invejoso, Passarinho.