Minhas mãos pálidas demonstram o quanto eu me sinto agora, delubriado e cheio de dores dentro da alma por saber que você está longe de mim... Meu corpo já não é mais o mesmo desde que você se foi, ao meu redor só existe tristeza e um vazio profundo; o que era para ser o lugar de descanso virou uma sala negra aonde eu desfaço todas aquelas alegrias, aqueles momentos de felicidade transformando tudo em pura nostalgia uma vontade demasiada de retirar aquele sangue fraco que já não me alimenta mais. O coração vai parando lentamente enquanto eu me deito no chão da sala, esquecido com as amargas mágoas de um alguém que se foi; indo além ao fechar os olhos entrando em outro plano onde a dor aperta ainda mais a alma mostrando o quanto viver é inútil e continuar é em vão. Anderson Poeta
***
**
*
«deste ângulo vejo a lua
onde durmo num cochicho
de um sono profundo...
não meço o tempo na hora
ou na idade
um movimento sexy
sinto sinais vitais
observo pétalas a abrir
lentamente
por encantamento
um vaso
e os demais.»
Joaninhavoa
(helenafarias)
2012/05/17
Atendendo todos que chegam
Sorrindo ou fechados
Todos podem julgar
Pobre ou alguém
Somos todos flexíveis
Em hora de amar, inverossímil
Homem ou Mulher
Super especial...
Sempre chegando(apesar de cristais)
Viventes(criaturas Vencedoras)
E todas as questões ficarão esclarecidas...
Berço, só pra chorar
Leito, pra lamentar
Vida, pra envolver
Esperei o silêncio se pronunciar,
as últimas notas musicais se assentarem,
as falas se amortecerem e aos poucos
se esvaírem pelos arrabaldes...
O assovio do vento foi se enfraquecendo
e o tempo ininterrupto ficou ali prostrado.
A última sombra saída dos patamares
no vácuo se escondeu e se perdeu pelos lugares...
A lua não se manifestou e solidária
se fez meia, fino anel de prata,
estrelas apagaram suas luzes
deixando o breu da noite ocultá-las...
Um uivo abafado por não ver a lua
aquietou-se na penumbra da rua...
Agora era silêncio, escuridão e mais nada...
Assim quis permanecer...
Início da madrugada...
Nenhum ruído a comprometer,
nenhuma luz a me acender
e eu ali calada...
Momento propício
para um diálogo destoado
em que o silêncio fala por si mesmo
e o pensamento, um eco lá de dentro...
É um choro convulsivo rebuscando a camuflagem,
é o encontro de dois eus discutindo seus disfarces...
O eu que sou, sufocando a espontaneidade ,
O eu que não sou, dissimulando minha imagem.
_Carmen Lúcia _
Botões mimosos
ainda a florescer...
Semeados sob viadutos, pontes,
solos inférteis!
Talvez nem cheguem a crescer...
Límpidas fontes de pureza
que se perdem nas ruas
infestadas por cruéis ardilezas...
Nos olhos, álgida tristeza,
o estômago a roncar...
Ausência de qualquer delicadeza!
Mãos sujas a mendigar,
corpos frágeis de fome
cambaleando magreza!
Homens passam de um lado pro outro,
alguns viram o rosto...
E elas maltrapilhas, famintas,
sem riso, sem chão,
sem brilho no olhar,
deixam uma lágrima escapar!
Vez em quando, uma alma generosa,
doa-lhes algum vintém...
Dividem um pão seco
com muito cuidado
pra não falte a ninguém
e dão lições de solidariedade,
elas nada possuem,
mas partilham o que têm.!
Neste esmaecido jardim,
de flores tão delicadas
semeadas em nossas ruas,
bancos de praça e calçadas,
sem viço, mas com a alma perfumada,
transeuntes não querem penetrar...
Ou dói-lhes a consciência,
ou prepondera a dormência...
E assim é criada por nós homens
a escola da marginalidade,
pós graduação em revolta...
E aquela pura flor,
em trágica reviravolta,
transmuta-se em feroz espinho
por carência de um lar, escola, amor...
Por carência de alimento, um olhar atento,
quem sabe um suave carinho?!
Ah! Triste destino de botões tão pequeninos!
Tantos caminhos já percorri
Estrada fora sempre a saltitar
Atravessei montes e serras
Sem nunca o amor encontrar
Quando a noite estava chegando
Abrigo eu procurava para ficar
O passado foi-se embora
Levo a vida a rir e a brincar
Dores já não existem
Somente vivo com alegria
Caminhando sem parar
Assim sou feliz dia a dia
Lágrimas que tanto correram
Não preciso mais de as esconder
Caminho procurando a felicidade
Saltitando com alegria de viver
Tantos caminhos já percorri
Tantas serras e montes atravessei
Sempre a caminhar e saltitar
Um amor distante eu encontrei
Mesmo não podendo ser meu
Vivo este amor com paixão
Está tão longe este meu amor
Mas dentro do meu coração
De: António C.
A vida é para ser vivida
Com amor alegria e muita paz
Enquanto passamos pela vida
Viver com o que a vida nos trás
Podemos viver bem com a vida
Brincar rir gozar e muito amor
Respeitar e amar toda agente
Sem lhes causar qualquer dor
A vida é mesmo muito bela
Á que a bem aproveitar
Gozar os prazeres que ela nos dá
Namorar ainda mais amar
Enquanto passamos pela vida
Podemos viver bem com ela
Procurar sermos felizes
Porque a vida é mesmo bela
Que linda é esta vida
Quando feliz se faz alguém
Amar com muito amor
É viver a vida também
De: António C.
A sorte tudo me negou
Caminhos tive eu que escolher
O passado que não esqueço
E o presente estou a viver
Deixei de recriminar o passado
Com tantas palavras e insinuações
De tantos caminhos que percorri
De sofrer tantas dores e ilusões
Mas sempre construi o meu ser
Muitas vezes nem no espelho
Não conhecia o meu ser
Sempre em mim prevaleceu
Sem nada me fazer demover
Caminhei sempre com ligeireza
Abençoado cada novo amanhecer
De: António C.
Sinto a tua falta dos teus beijos
Do te querer do teu abraço apertado
De em ti me refugiar do teu carinho
O meu reviver e por ti muito amado
Do teu desejo que és o meu prazer.
Os Meus braços esperam por ti
A minha boca precisa da tua boca
Desejo o teu corpo por inteiro
O meu desejo de te deixar louca
Anseio por te pertencer meu amor
Meu rosto e a pele querem teus carinhos
Que só tu me sabes fazer
Amor vem dá-me os teus mimos
Meu amor vem ao teu bem-querer
Vamos os dois nas loucuras embarcar
E em outras tantas vamos viver
De: António C.
Vou esquecer o meu passado
De vida eu vou mudar
Procurar ser mais feliz
Correr pular e saltar
As agruras da minha vida
A todas irei enfrentar
Vivendo de bem com a vida
Correr saltar e pular
Não me faz falta nenhuma
O passado é para esquecer
Sempre a pular e a saltar
Com muita alegria vou viver
E quando estiver cansado
De tanto pular e saltar
Descansarei um pouco
Até o amor encontrar
A minha vida vai ser vivida
Com mais alegria e prazer
A correr saltar e pular
Vai ser sempre o meu viver
Vou de vida ter que mudar
O passado é para esquecer
Toca a correr pular e saltar
Com muita alegria irei eu viver
Podem pensar que sou tontinho
Por querer a minha vida mudar
Quero encontrar o amor
Sempre a correr pular e saltar
Às agruras da minha vida
Vou deixar de lhes ligar
Irei a todas elas esquecer
Sempre a correr e a saltar
De: António C.
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