Perdão se eu fiquei calada
Perdoa se eu não soube te dizer o que sentia
Mas eu sempre estive aqui...
Diante dos teus olhos
Diante de você...
Perdoa cada passo dado
Idas a direções contrarias
Voltas ao redor do nada
Sei que você sempre esteve ai
No meu silencio te dizia coisas,
Você não conseguia me ouvir
Você não sabia me entender
Mesmo assim,
Sei que você sempre esteve ai
Estendeu-me a Mao
Mostrou-me a direção
Do passo contrario
A direção exata
Que me levaria ate você...
Perdoa se não fiz nada
Perdão se me mantive calada
Sei que você sempre esteve ai
Eu sabia...
Eu sempre estarei aqui...
Se tudo que desejo e gosto
está num céu dentro de mim
no sol do meu céu eu aposto
e em buscas insanas ponho fim.
Não quero ser prisioneira de ilusões,
escrava de restrições... Apenas
deixo prevalecer a lei suprema do amor.
Amo pela infinita alegria de amar...
Mesmo que no frio asfalto
matem de assalto a minha flor...
Planto nova semente em outra hora
e a vejo florir no sorriso de cada aurora
como uma promessa de felicidade,
um olhar de esperança,
um gargalhar de sol...
E minha alegria se abre em girassol...
Sei que não tiro a humanidade
do seu negro sofrimento... Do seu tormento...
Mas por um único momento
perfumo uma vida com uma rosa de amor.
Carmen Vervloet
Te Quero
Estive ouvindo umas canções hoje,canções que me lembraram você.A impressão que tive é que elas tem sentido agora,ou passaram a ter depois que te conheci.Uma sensação de paz,algo que me leva a querer viver e sonhar.
Passo a olhar o céu de uma maneira diferente,as estrelas e a lua.Esperar não é mais dolorido como antes.Não sei o que é isso,mas espero até tudo estar no seu devido lugar.O tempo não é importante agora,só você e eu.
Como em um olhar de uma criança,o vôo dos pássaros, ou uma folha que cai da árvore e logo é levada pela dança dos ventos do leste para oeste.Não importa a direção,nem tão pouco onde vou estar ou terminar minha caminhada,no fim de minha vida ou no útimo suspiro,se eu estiver a seu lado,tudo valerá a pena.
Mesmo que seja por um momento,sentir teu toque,perfume e ouvir sua doce voz acelerando meu coração,de dia ou a noite,é tudo que mais quero.Mais do que encontrar um tesouro perdido,o melhor amigo,um abraço eterno e carinhoso,estar com você,é tudo.O paraíso.É eterno!!
Após um longo dia de trabalho,coisas simples e normais,te dizer meu amor com um beijo avassalador.Sei do meu passado e do meu presente,mas meu futuro,tem que ser todo seu.Chocolate quente,filme e pipoca,andar de mãos dadas na rua ou nos encontrar por acaso.Tudo isso sem você é sem graça.Te quero,inteira;qualidades e defeitos.Te quero,amiga,mulher,companheira.De janeiro á janeiro,o ano inteiro.Te quero,te quero!
Rua do Porto...
Reduto dos desencontros,
úmida, sombria e torta,
ancoradouro dos confrontos,
vazia de janelas e portas
onde o silêncio deixa uma fresta
e seu eco recua diante dela.
Rua do Porto...
Lugar de almas atravancadas,
sem calçadas, esburacada,
onde o sol se esqueceu de entrar,
onde a lua jamais vai brilhar
e as manhãs já não querem acordar.
Rua do Porto...
Onde a noite aporta sem lua
E um tapete umidificado de limbo
mofa a ilusão da chegada e da espera
de transeuntes que passaram por ela
ludibriados buscando quimeras...
Rua do Porto...
Beco onde a vida se infiltra
a procura de um brilho oculto
que lhe passe a ilusão de luar
ou revele nos recônditos dos seus vultos
uma alma de luz a brilhar...
_Carmen Lúcia_
D E U S!!
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Você é a LUZ que cintila no céu.
É a ESTRELA que guia o caminhar.
Você é o SOM vibrando no universo.
Você é a VERDADE que habita em cada um.
Você é o CORAÇÃO a palpitar.
Você é o CAMINHO a ser seguido.
Você é o COSMO, a Lua, o Sol, as Estrelas.
Você é a TEMPESTADE, de um dia de verão.
É o VENTO que balança as roupas no varal.
É o SOL que acorda todas as manhâs.
É a BRISA que sopra amena.
É o CANTO das cachoeiras.
É as ÁGUAS indo ao encontro do mar.
É o MAR com seus segredos e mistérios.
Você é a ONDA a bailar no mar.
Você é a AREIA que na praia vem descançar.
Você é o HORIZONTE à nos chamar.
Você é as NUVENS escupidas no céu.
É a GAIVOTA voando como véus.
É todas as cores da AQUARELA.
Um ARCO-ÍRIS feito de luz.
A ESPERANÇA que não morre.
A VERDADE que não engana.
A PAZ que todos procuram.
A CHAMA que jamais se apaga.
A FÈ que remove montanhas.
A FORÇA que agiganta.
Você é o AFAGO, o CARINHO, o PERDÃO,
a JUSTIÇA, a VERDADE, e a VIDA.
Você é o AMOR que renova em todos nós.
Você é DEUS, infinitamente maior!!
Cecilia-SP/07/2010*
Num canto da sala rabisco um poema...
Fala de flores, matizes e cores,
ignora as dores,
realça os amores...
Leveza nos versos,
suavidade no tema...
A televisão enfoca terrível cena...
a morte do filho da Cissa...
a quem à assista
não há quem resista
à imagem da dor...
Desligo a TV,
não há como conter
o que está a ocorrer,
nem como avaliar
uma dor tão doída
que no peito se loca
pra nunca sair.
Fico a imaginar
a perda de um filho
ceifado do seio
do amor, do convívio,
como se vida
fosse um brinquedo
pra se descartar...
E em seu lugar
fica o peito rasgado,
rosto desfigurado,
expressão inefável,
o retrato da dor.
E a imagem se amplia
na tela da vida,
são tantas as Cissas
que engolem esse fel...
Entro em parafuso,
pensamento confuso...
Entre poema e comoção
não sei se apelo
à razão ou à emoção.
Meus versos distorço
e forço a razão
a se sensibilizar,
pois meu coração
solidário à emoção
quer agora chorar.
_Carmen Lúcia_ :(
Continuei minha jornada,
Qual cavaleiro, procurando a donzela amada,
Procurei e procurei... A natureza é minha testemunha,
Mas apenas encontrei, sinal de coisa nenhuma...
Pelo horizonte das memorias, te procurei,
Por entre o vale de alegrias e tristezas,
Nadei no rio de lágrimas que chorei,
Lavei-me de todas as impurezas.
Perguntei por ti aos pássaros e ao vento,
Um sinal de ti, era o que desejava...
Procurava por algum alento,
Mas, os pássaros nada me diziam... e o vento apenas soprava...
Quando finalmente te consegui encontrar,
A alegria de ver a mulher amada... Depressa a perdi,
Disseste-me que já não era o teu cavaleiro,
E que não devia ter procurado por ti!
Voltar a perder-te, depois de te ter encontrado,
Não me parecia bem, senti-me amaldiçoado...
Quando finalmente me consegui encontrar,
Pensei... E porque não voltar a tentar...
Espero serenamente fluir-me a inspiração...
Então navego, trafego pra onde quero ir...
Pra onde me lança o mais etéreo pensamento,
bem longe, onde ninguém possa alcançar
ou nunca a asa da imaginação irá pousar.
Transito entre versos que escrevo...
Eles me levam pra onde bem almejo...
Pé ante pé, correndo, a flutuar
quando irrompe em minh’alma o vazio
e feito nuvem carregada necessita transbordar.
Só a inspiração me livra desse gerúndio infindo
que tende a eternizar as ações do dia a dia,
cotidiano insano a se infiltrar em meu espírito
que a divagar vagueia espalhando poesia,
concretizando em versos o inverso da utopia.
_ Carmen Lúcia _
Se eu sou mulher de bom coração
e na madrugada estendida, onde o sono
passeia por caminhos ermos de solidão,
por que insisto em dissecar as palavras
para arrancar delas a poesia que não quer nascer?
Se as rimas não surgem no sangue das palavras
e não consigo entender a mensagem que se esconde
sob seus códigos é porque meus olhos estão cegos,
meus ouvidos estão surdos
e os meus neurônios estão mortos!
O coração está anestesiado e não consegue entrar
nas suas entranhas , gelado, perdeu as defesas
e tombou sem força e sem inspiração!
Não posso vomitar minha incompetência sobre minha ilha,
e nem quero destruir nenhuma bastilha,
nem tampouco cair nesta vil armadilha...
Vou por fogo em tudo que escrevi e recomeçar...
Vou aproveitar a hora de insônia que me resta,
e fazer na minha varanda uma poética festa...
Lá existe uma jardineira exuberante e faceira
coberta por cachos delicados de flores...
São flores simples onde se misturam as cores
e tingem em nuances de primavera o meu coração,
hoje esquecido de sua maior vocação...
E eu as chamo carinhosamente de BOA NOITE!
E elas sorriem pra mim.
Um olhar perdido cruza a cidade
E perpassa o túnel da tarde grave
A desventura estendida nas calçadas
E a mão que passa não faz nada...
Tristeza carrega o olhar perdido
Tantas mazelas e ninguém comprometido
Pessoas aflitas pelas calçadas
E a mão que pode não faz nada...
Sirenes ressoam roucas e pungentes
E o olhar pousa sobre o pobre lajedo
A mão que pode ignora a cena indecente
E dum rio de sangue emerge o medo...
E o medo envolve o trêmulo olhar
Que perde seu intenso brilho estelar
Impregnado de profundas sequelas
Chora e cerra as suas janelas!
Carmen Vervloet
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