A primeira vez que a lâmina da morte passou pela minha vida,
caíram – me por terra a coroa do império, o cetro do orgulho,
o castelo da vaidade.
E fui ficando mais leve do enorme peso da vida.
A segunda vez que a lâmina da morte passou pela minha vida,
cortou – me os braços e todo o apego fugiu – me por entre os
dedos.
E fui ficando mais livre do enorme peso de existir.
A terceira vez que a lâmina da morte passou pela minha vida,
cortou – me as pernas e aprendi a caminhar com os próprios
passos.
E fui ficando mais livre do eterno peso de existir.
A quarta vez que a lâmina da morte passou pela minha vida,
rasgou - me o horizonte do coração e todas as estrelas do
futuro caíram – me aos pés.
E fui ficando mais solto do pesado fardo de ser.
A quinta vez que a morte passou pela minha vida, já estava
podado de quase todos os excessos do ego.
Separado o espesso do sutil, reduzido à essência do ser.
E fui ficando mais leve do aéreo peso da vida.
A ultima vez que a lâmina da morte passou pela minha vida,
decepou - me o pescoço e a esperança.
Minha cabeça rolou pelos campos de toda memória.
Estava livre de todo o excesso da matéria e comecei a viver.
Ariadine te amo, para sempre.
Comments
Respeitem o Direito do Autor
"POESIA DO MÊS DE ABRIL/2003"
POEMA DA GRANDE TRANSFORMAÇÃO
A primeira vez
que a morte passou pela minha vida
caíram-me por terra
a coroa do império, o cetro do orgulho,
o castelo da vaidade.
E fui ficando mais leve
do enorme peso da vida.
A segunda vez
que a lâmina da morte passou pela minha vida
cortou-me os braços
e todo o apego fugiu-me por entre os dedos.
E fui ficando mais livre
do enorme peso de existir.
A terceira vez
que a lâmina da morte passou pela minha vida
cortou-me as pernas
e aprendi a caminhar com os próprios passos.
E fui ficando mais livre
do eterno peso de existir.
A quarta vez
que a lâmina da morte passou pela minha vida
rasgou-me o horizonte do coração
e todas as estrelas do futuro
caíram-me aos pés.
E fui ficando mais solto
do pesado fardo de ser.
A enésima vez
que a morte passou pela minha vida,
já estava podado
de quase todos os excessos do ego.
Separado o espesso do sutil,
reduzido à essência do ser.
E fui ficando mais leve
do aéreo peso da vida.
A última vez
que a morte passou pela minha vida
decepou-me o pescoço e a esperança.
Minha cabeça rolou pelos campos de toda memória.
Estava livre de todo o excesso da matéria
e comecei a viver.
Luis Augusto Cassas
Fernanda Queiroz
FARSA
nunca poderá ser publicado! Pois não é de sua autoria!!
Esta poesia é de um grande poeta maranhense chamado Luis Augusto Cassas e se chama Poema da Grande Transformação!!
"SE SÃO MUITAS ESTRELAS PARA POUCA CONSTELAÇÃO, TENTE SER A MAIS BRILHANTE, SEM APAGAR O BRILHO DAS OUTRAS QUE JÁ BRILHAM, CASO CONTRÁRIO, O BRILHO DELAS PODE TE CEGAR!"
Tenha uma boa vida!! E respeite o que é dos outros!!
Obrigada Maroli
É sempre bom receber ajuda, na moralização e integração deste grande site.
Mais feliz ainda, por você certamente ser nossa leitora assídua, pois não teve dúvida em nos auxiliar, postando tua denúncia três minutos depois de se registrar no site.
Já faz tempo que ele postou, não é reincidente, sendo assim, só postamos uma retratação.
Obrigada por tua participação.
Fernanda Queiroz
Este jeito de escrever em ver
Este jeito de escrever em versos é sempre muito bacana,vc conseguiu em harmonia e beleza declarar uma lição de como viver enão somente sobreviver.Parabéns.
Silvana
Amei.
Muito bom mesmo cara!
Espero que consiga publicá-lo, se depender de mim já é...
Parabéns.Tem futuro é só investir.
Também publiquei um meu, se quiser, dá uma olhadinha.
Beijins...
Adorei o seu poema. Sincerame
Adorei o seu poema. Sinceramente ficou muito bom, fiquei a imaginar de onde surgiu tanta inspiração, será que a sua inspiração também flui do amor? Mas de qualquer forma parabéns!
poema lindo
gosto do que escreves, acho muito inspirador...
por favor..de uma lida nos meus e vote...obrigada
Kati