O pranto teima em rolar...
Mas vejo a rosa se abrir, sorrindo,
pedindo-me pra não chorar,
então deixo a tristeza passar
e devagarinho ela vai se indo...
Não quero ver o amanhecer...
Mas a luz do sol magnetiza meu olhar
que se perde na beleza que reluz
a se iluminar com o novo alvorecer
e um novo dia me faz renascer.
Recuso-me a olhar as estrelas...
Mas impossível evitar, deixar de vê-las
a bailar na imensidão...Etérea coreografia...
Luzes que se confundem, celestiais sinfonias
a me enviarem amor por telepatia.
Fecho os olhos e ando por aí...
Sinto meus pés acariciados pela grama
e um caminho salpicado de flores
faz meus olhos se abrirem
diante de um festival de cores!
Ainda assim tento resistir...
Fecho-me feito concha solitária e
por uma fresta olho o céu onde um clarão
reflete o azul de seu olhar em meu olhar...
De súbito, abraço a esperança e volto a sonhar.
Carmen Lúcia
Não sei se sou
ou estou poeta,
minha alma
de poesia repleta
transborda em versos
a emoção...
Jorra a benção Divina,
uma inocência menina
vibrando a composição!
Encho os pulmões,
sopro as palavras
que voam
em inspiração
giram no eixo
de um furacão,
varrem qualquer
aflição e deixam
uma vibrante alegria
minha eterna mania,
prazerosa magia!
Abro as janelas
e escancaro
a porta
a mim tudo
importa!
Carmen Vervloet
Não creio que tenha tido fim...
Tua presença está eternizada na saudade que ficou.
Sinto-te em cada canto de mim,
a luz de teu sorriso ilumina meu amanhecer...
És o olhar da noite escura , intérprete do luar,
o vento fala tua voz e teu hálito vem me soprar...
És a brisa que me beija, canção a me embalar,
vejo-te Deus em minhas preces a me escutar,
a desvendar caminhos
sendo ponte para eu passar.
És as cores a bailar nos horizontes,
o matiz de onde surgem os amores...
encontro-te nas águas dos mares,
no ápice das montanhas,
sobre os santificados altares,
no frêmito de minhas entranhas...
Sei que me esperas...
Mesmo em outra esfera, nova era.
Amor assim é infinito,
lavra a alma... inferno e paraíso,
misto de divino e profano,
certeza a superar enganos...
Sentimento que vai se aprofundando
e pelo universo se perpetuando...
Amor assim
é princípio e meio...Sem fim.
Carmen Lúcia
Link do vídeo no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=cye5ZcpEWWc
Meu blog :http://blogdolilases.zip.net
.
Enise
No céu ...estrelas
Na terra você
Seu sorriso que cativa
Seu olhar doce
Tem anjo em seu nome
Tens um não sei que de paraiso....
Fica a me olhar mais um pouco
Fica a sorrir pra mim
Por que o meu sorriso se abriu mais e mais
quando contemplou o teu
Enquanto sonho....
Enquanto durmo
Eis-me aqui escrevendo um poema para esse anjo
O poema que saiu agora, como se as mãos pedissem para o escrever
Um poema só para você...
Ai do outro lado do Atlantico, ninguem me conhece,
nem nunca me viu...
Mas conheci seu olhar...
Conheci seu sorriso
Belo
Infante
Que essa doçura permaneça, por todo o instante
em que eu puder ver...
o teu olhar a me olhar
Que seja assim...sempre
Sempre que a vida permitir
Ivani
Março de 2010
É quase impossível que alguém não tenha medo ou fobia de algo neste mundo transfigurado. Quando existe certo exagero nos sintomas já é doença e precisa ser tratado. É óbvio que muitos casos são causados por alguma inquietação, ou até da própria imaginação. Psicólogos e psiquiatras sabem bem como é isso. Muitos casos são tão graves que precisam de intervenção medicamentosa. Mas a pergunta que se faz necessária: porque sentimos medo ou fobia?
Ninguém nasce com o problema, pelo menos assim eu penso. Os medos e as fobias são circunstâncias da vida que levamos. Não temos proteção emocional para evitá-los. Somos atacados facilmente e dependendo da intensidade só tratando. A vida tem destes sentimentos, e como evitá-los?
06.02.2010
Escrito por Graciele Gessner.
*Se copiar, favor mencionar a devida autoria. Obrigada!
Da nota mais aguda e vibrante da canção,
do arrepio eletrizante de uma emoção,
da lágrima sentida e cristalina do pranto,
da beleza singela de uma flor do campo,
do amor de mãe entoado no acalanto,
dos versos colhidos no frescor do dia,
da sensibilidade aguçada em cada gesto,
do sorriso que ilumina e irradia,
da coragem frágil que predomina,
da pequenez que de repente se agiganta,
da razão ponderada pelo coração,
do amor incondicional e sem limite,
da vida que gera vida
e que Deus permite...
Da graça de ser, de crer, de haver,
da semelhança com Maria,
Mãe abençoada do Salvador,
da mais perfeita poesia
surgiste tu, Mulher,
simbologia do Amor!
Carmen Lúcia
Mulher de hoje
Garra,
beleza,
fragilidade,
força,
Juntos formam a mulher.
Respeito à quem quiser,
não há homem
que empate à mulher
Casa, trabalho, família,
administrados e movidos.
por amor e com harmonia.
Mulher não é fantasia,
Não é capa que se veste ou troca.
Nasce-se com fardo pesado
Dom predestinado.
Não sou feminista.
Não sou machista.
Não sou preconceituosa
Não sou ignorante.
Sou guerreira,
Brasileira ou estrangeira.
Chame do que quiser
Sou fortaleza, sou beleza...
Sou mulher!
Flávia Simplício
Todos direitos reservados
A cada dia nasce um sol no firmamento
E o meu caderno continua incompleto
E eu vagando entre as nuvens e o vento
Desenho vida nas letras do alfabeto.
Junto pedaços perdidos em algum momento
Colho lembranças esquecidas em algum lugar
A minha vida... são ondas em movimento
Que vem e vão na praia do meu mar.
São ondas fortes que arrebentam em sentimento
Que tinge em versos a voz do coração
Viola triste que chora o sofrimento
Guitarra alegre que entoa a emoção
E assim com tanto ainda por fazer
Eu peço a Deus sua divina proteção
Vejo meus dias em lírios florescer
Nesta jornada que é um palco em confusão
Ainda há muito que florir neste jardim
São tantos sonhos desenhados em poesia
É a primavera que sorri dentro de mim
É rosa rubra regada com ousadia.
Carmen Vervloet
(Poesia já postada ha tempos atrás.)
"Na favela era ela
quem descia a ladeira
a semana inteira.
Uma trouxa na mão,
lavava contente
as roupas com sabão
na bica, de contramão.
Em seu ventre levava
o filho que esperava
o que mais desejava
e a fazia sorrir...
Sentiu dores...
Chegara a hora
de seu filho nascer.
Deitou-se num colchãozinho
num cantinho, no chão.
Ajeitou-se sozinha...
Enfim, era Maria,
nada tinha a temer
mas sim a agradecer
pelo sonho realizado...
E os anos se passaram,
a criança cresceu...
Os trabalhos dobraram...
Pra ver o filho criado
tinha que haver sacrifício,
renúncia e dedicação...
E assim ela o fez...
Revirou-se ao avesso
pra lhe dar educação...
Mas como toda Maria,
consigo trazia triste sina;
o pior aconteceu...
Na favela anoitecia,
(ou seria em todo lugar?)
Hora da Ave- Maria!
Trouxeram seu filho querido
num lençol branco manchado
de sangue derramado,
onde jazia, sem vida,
vítima de bala perdida
que encontrou seu coração...
Hoje Maria ainda chora...
A saudade jamais vai embora
e em seu peito mora...
Ah! Saudade!
“É o revés do parto...
é arrumar o quarto,
pro filho que já morreu...”
E espera que chegue a hora
de tê-lo de novo em seus braços...
Sonho que nunca descreu.
*trecho de Chico Buarque
(Carmen Lúcia)
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