Mira as águas
Pescador solitário
Peixes furtivos
Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2007 All Rights Reserved
Folha caindo na água
Desprendida do galho
Leva-a a correnteza
Levou também minhas esperanças
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No céu a garça
Imita graciosa, o avião
Olhos extasiam
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Linda cidade de sol e mar
Moça bela, simpática, singela
Que felicidade, foi em ti passear
Chegando a hora da despedida
Levo o peito cheio de recordação
Levo de ti São Sebastião
Alegrias de conhecê-la
Não digo adeus
Na esperança de voltar
Rogarei aos céus
Deixe-me presenciá-la
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Chora o escravizado
Longe de sua Pátria
Ferido de extrema dor
Com o peito sangrando saudades
Chora a sua Terra
Que além-mar distante
Reteve suas esperanças
De sorrir, brincar... Agora chora
Seus sonhos renasce das cinzas
Com os olhos de azul esperança
Lavados com tintas amarelas
Na verdes matas da alma
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Vôo rasante, firme
Alvo estabelecido
Almoço feito
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Uma rosa abandonada na praia
À espera de seu amor que partiu
Compadecida de sua sorte
As águas vinham refrescar-lhe as pétalas
Ao sentir o frescor das águas
Ela lembrava-se das últimas palavras
No momento do embarque:
“Hei de voltar, te amo!”
Porém, iam passando os dias
E a rosa na praia passeava
Com os olhos voltados para o horizonte
Perscrutando as águas do mar
Desalentada, murmurava uma canção saudosa
“Foi, pra nunca mais voltar”
Mas, a rosa não perdia as esperanças
Todos os dias voltava à praia
E indagava às gaivotas do seu amor
Que pipilando respondiam:
“Vimos, mas não sabemos se volta
Partiu pro alto mar
Levou a alegria consigo
E a saudade deixou cá”
E assim, passavam-se os dias
E a rosa murchava, fenecia
A saudade a consumia
Mas mantinha a certeza
Do regresso do seu amor
As ondas, suas companheiras
Vinham beijar-lhe os pés
Mitigando-lhe a dor
Lançava objetos na areia
Para alegrar a pobre rosa
Outras vezes, brincavam de desmanchar castelos
O que a rosa fazia maquinalmente
Pensando: “Desfez-se meu castelo de sonhos
Nunca mais hei de encontrá-lo”
Numa destas manhãs límpidas e claras
As ondas jubilosas
Beijavam os pés da rosa
Que cantarolava sua canção de saudades
Eis que surge ao longe
Um barco que volta
Um grito potente é ouvido:
“Voltei, voltei porque te amo!”
A rosa é levada pelas águas até o barco
Para encontrar seu amor
O cravo, que marcara seu coração
Suas fiéis companheiras
Desenham na areia da praia:
“O amor sempre vence!”
Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved
Na vida canto versos mal resolvidos
Sem pretensão de ser poeta, sem fantasias
Canto os meus anos vividos
A experiência vivida em milhares de dias
Vou seguindo na estrada da vida
Descortinando íngremes caminhos
Removo pedras, arranco espinhos na minha lida
Cumprimento os amigos com carinho
Aqui! Ali, estendo a mão solidário
Para quem quiser comigo se ajuntar
Não quero ficar nunca solitário
Amigos aos milhares vou conquistar
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Choram meus olhos
Cebola descascada
Água na panela
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Sagrado nectar
As formigas sedentas
Açucar na flor
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