Espero serenamente fluir-me a inspiração...
Então navego, trafego pra onde quero ir...
Pra onde me lança o mais etéreo pensamento,
bem longe, onde ninguém possa alcançar
ou nunca a asa da imaginação irá pousar.
Transito entre versos que escrevo...
Eles me levam pra onde bem almejo...
Pé ante pé, correndo, a flutuar
quando irrompe em minh’alma o vazio
e feito nuvem carregada necessita transbordar.
Só a inspiração me livra desse gerúndio infindo
que tende a eternizar as ações do dia a dia,
cotidiano insano a se infiltrar em meu espírito
que a divagar vagueia espalhando poesia,
concretizando em versos o inverso da utopia.
_ Carmen Lúcia _
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