Muitos de nós discutimos sobre as almas gêmeas, mas às vezes não prestamos atenção quando nossa alma gêmea surge em nossa vida atual. Ora, por um acaso nós a encontramos: a pessoa nos preenche, nos torna produtivos, a consideramos linda e inteligente, por ela temos um objetivo e uma razão de viver. Até o signo zodiacal dela é compatível com o nosso, como por exemplo, Áries, Escorpião e Capricórnio. Mesmo assim, por um descuido ou por vaidade, causamos um mal a esta pessoa que, deste modo, se afasta de nós. Então, fica a perda que julgamos irreparável. Também fica a oportunidade de nos regenerarmos e conseguirmos vencer este mundo de ilusão. Ao magoarmos nossa alma gêmea, só nos resta sofrer. E sentir saudades.
As luzes da cidade lá embaixo contrastavam com a noite sem estrelas. Pousei suavemente na sacada, em frente à janela do apartamento dela, que veio me receber vestida apenas com uma camisola branca transparente, sem mais nada por baixo do lingerie. Ela abriu a janela de grandes vidraças, com seus longos braços, e me disse sorrindo:
- Entra, amor.
Aceitei o generoso convite, e nos abraçamos. Beijei seu pescoço macio. Ela me empurrou suavemente, sorrindo, e fechou a janela. Veio até mim, pegou-me pela mão e me sentou em uma poltrona. Sentou-se ao meu colo. Acariciei seus quadris.
- Obrigado pelo convite. eu disse, enquanto ela passava seus cabelos por meu rosto. – Não é sempre que isto me acontece.
Ela beijou meus lábios, mordiscando-os. Segurou minha cabeça entre suas mãos. Disse-me, baixinho:
- Eu quis você desde que te vi ontem à noite, na biblioteca.
Sorri, feliz. Peguei-a no colo e a levei para o quarto. Ela não resistiu quando a coloquei em sua cama. Seu rosto tinha um ar tímido. Despiu-se da camisola, enquanto eu também ficava nu. Depositei a capa sobre uma cadeira e o resto das roupas deixei no chão. Deitei-me ao seu lado e a abracei. Ela me retribuiu o abraço e nos beijamos. Minhas mãos percorreram todo seu corpo, e ela me acariciava o dorso, a barriga e o pênis. Chupei fortemente seus lábios, beijei seu pescoço. Estendi-me sobre seu corpo, beijei e chupei seus mamilos, sua barriga e lambi sua vagina. Puxei seu grelo com a língua, ele se adaptou aos meus lábios e foi chupado com sofreguidão. Ela gemia baixinho, segurando-me pelos cabelos. Um jorro molhou meus lábios. Beijei e mordisquei suas pernas, seus pés. Subi por todo seu corpo, lambendo-o em todas suas partes.
Segurei-a pelo queixo. Introduzi lentamente o pênis em sua vagina, que o recebeu lubrificada. Entre suas pernas, cavalguei-a devagar até que o pênis entrasse totalmente. Aumentei o ritmo, empurrando meu pênis até o fundo de sua vagina. Ela me abraçava fortemente, acariciava minhas nádegas e minhas coxas com seus pés. Retirei o pênis, virei-a de bruços e tornei a penetrar sua vagina, enquanto com meus quadris massageava seus glúteos. Meus braços e mãos percorriam o dorso daquela mulher, eu pegava seus seios e os apertava por baixo de seu corpo esguio.
Levantei-a com uma certa violência, mantendo meu pênis dentro de sua vagina, e sentei-a sobre mim. Puxei-a para mim, com toda a força que pude, penetrando-a completamente. Seu corpo transpirava. Esfreguei suas axilas com minhas mãos, tornei a apertar seus seios, enquanto a puxava freneticamente contra mim, tocando o fundo de sua vagina. Ela se curvou para a cama e me disse:
- Não goza tudo, não! Deixa eu beber um pouco!
Livrou-se de minha penetração, virou sua cabeça para o meu lado, seus cabelos tocaram minha barriga, e colocou meu pênis em sua boca. Deitei-me de costas na cama, enquanto ela subia e descia sua cabeça com meu pênis dentro da boca. Chupou-o em todas suas partes. Lambeu meus testículos pela frente e por trás. Voltou a colocar o pênis inteiro na boca. Meu pênis encontrava o céu de sua boca e sua garganta, sua saliva o molhava. Eu acariciava seus cabelos, agarrava-os com força, massageava sua cabeça. Assim, gozei dentro de sua boca. Parte do esperma jorrou para fora, e ela o lambeu com volúpia.
Ela se deitou de lado, eu me deitei abraçando-a por trás. Puxei seu corpo contra o meu. Meu pênis logo voltou a ficar ereto, e eu o esfreguei em seu rego, tentando atingir seu ânus. Os glúteos daquela mulher foram cedendo, a ponta de meu pênis encontrou seu ânus, tentando forçá-lo. Mas ela me empurrou pelos quadris, dizendo:
- Não! Isso dói!
Repliquei:
- Você acha que eu vou te machucar? Jamais faria uma coisa dessas.
Ela se levantou rapidamente e foi até o banheiro. Voltou com uma bisnaga contendo um creme. Deitou-se de bruços, após me dar o creme. Não era um creme adequado para penetração anal, mas iria funcionar sob o aspecto psicológico. A mulher queria evitar a dor. Passei um pouco do creme nos dedos, deixei a embalagem sobre o criado-mudo ao lado da cama. Introduzi os dedos indicador e anelar lambuzados de creme em seu ânus, lubrificando-os bastantes. Ela empinou a bunda e eu me deitei sobre ela, segurando-a pela cintura. Seu ânus se contraía e abria. Iniciei uma lenta penetração, e seu ânus engoliu todo meu pênis. Ela soltou um “ai” lamentoso. Novamente a puxei, sempre agarrando sua cintura, colocando-a de quatro, sem retirar o pênis. Meu pênis ia e vinha em movimentos rápidos, o ânus perfeitamente adaptado ao seu diâmetro, enquanto ela gritava “fode, fode”. Meu pênis percorreu toda a parede de seu ânus, que estava mais molhada que úmida. Quando percebi que iria gozar novamente, deitei-me sobre ela, que se estendeu sobre a cama. Agarrei-a com força e joguei meu gozo dentro de seu ânus. O esperma ficou todo em seu reto. Ainda mantive meu pênis lá dentro por algum tempo, e por fim o retirei.
Fiquei deitado sobre ela, descansando e alisando seus cabelos, passando a mão por seu corpo. Depois deitei na cama. Ela se virou para mim e pousou sua cabeça sobre meu peito. Brinquei suavemente com seus cabelos, alisei seus quadris e suas costas, dizendo-lhe palavras doces ao ouvido. Aos poucos ela foi adormecendo, e por fim, dormiu suavemente, com sua respiração leve balançando os pelos de meu peito. Beijei sua cabeça e a deitei na cama.
Levantei-me e fui até o banheiro, onde tomei um banho. Voltei para o quarto, ela ainda dormia. Observei-a por um momento. Ronronava tranqüila em seu sono. Suas pernas levemente abertas me mostravam seu grelo inchado e úmido. Vesti as roupas, joguei a capa sobre meu corpo. Fui até a cama onde ela dormia virada de lado, e lhe dei um beijo nas pernas, outro nas nádegas, nas costas e no rosto. Beijei delicadamente seus lábios. Saí do quarto, abri a vidraça da mesma janela por onde havia entrado. Passei para a sacada e fechei a janela por fora. Subi no gradil da sacada. Não havia movimento de transeuntes naquele horário noturno. Desci lentamente, com os braços abertos, a capa esvoaçando, e pousei na rua.
Caminhei um pouco e fiz o que nunca tinha feito em todos estes séculos. Virei-me para trás, olhando em direção ao apartamento onde eu havia sido amado. Ela acordara e me olhava pela grande janela, com os braços em cruz sobre a vidraça. Vestia a mesma camisola transparente. Levei a mão aos lábios que ela beijara e que se molhara de sua saliva e seu mel. Não tive coragem de jogar o beijo, mas ela entendeu.
Sim, ela entendeu quando virei as costas e olhei a noite à minha frente. Eu não poderia voltar. Nem ficar. Sou um ser da noite. Devo ficar com a noite, e não com esta mulher que vai viver sua vida. Ela vai ter amores e rompimentos, talvez filhos, marido. Talvez se separe, volte a casar. Quem conhece os rumos do trágico destino humano? Mas estarei sempre a proteger esta mulher que me amou. Não vou deixar que se machuque. Velarei por ela durante seu sono, quando estiver em perigo, quando a noite chegar. No momento em que ela morrer, deixarei uma flor em seu túmulo. Será mais uma perda nesta eternidade à qual arrasto minha maldição.
Suspirei profundamente, sorvi o ar noturno. Segui meu caminho, deixando para trás o apartamento e a mulher que me amou. “Adeus, minha querida!, pensei”. “Mas eu vou te ver sempre”. E, caminhando lentamente, entrei no corpo escuro e sagrado da noite à qual pertenço.
Enquanto os municípios brasileiros se aproximam do grande dia de circo, digo, eleições, quero dizer que já basta tanta estupidez e brutalidade por parte das autoridades tolas que vêm governando este povo amesquinhado do qual faço parte. A única saída para esta situação inglória é o triunfo do poder feminino, ou seja, a vitória da mulher que, se já governa o Universo através de sua Divindade, deverá governar também os destinos humanos.
Não quero dizer com isto que devamos eleger apenas mulheres, pois isto seria o outro lado da discriminação. O importante é o triunfo do poder feminino, mesmo que ele se manifeste em pessoas do sexo masculino. Este poder é aquele que torna a mulher especial, ou seja, seu sabor doce, porém forte; sua brandura aliada ao rigor; seu desejo misturado com sua vontade; seu amor com seu domínio. Estas dicotomias que tornam a mulher fonte e despenseira do prazer, objeto de todas as homenagens, são as mesmas dicotomias que existem entre o Céu e o Inferno, entre o Céu e a Terra, entre Você e Eu.
Na Índia existe uma planta com um aroma muito feminino: o sândalo. Esta planta é cortada para se fazer perfume, mas seu cheiro impregna o instrumento que a corta ao meio. Temos que ser igual ao sândalo. Temos que perfumar o machado que nos fere. Este é o poder feminino que deverá triunfar sobre a estupidez e a brutalidade que amesquinha.
Eu tenho a maior consideração por moralistas hipócritas que defendem a idéia de que o ser humano só deve amar para procriar, pois esta seria a ordem de Deus: crescei e multiplicai-vos. Seria tão bom se fosse apenas deste modo.
Seria bom, mas é melhor ainda porque não é só por isto. Primeiro porque o número de seres humanos já se multiplicou bastante, colocando em risco a sobrevivência do planeta. E também, e isto é o mais importante, porque se pode amar por outros motivos que não o da procriação.
Mas, o amor tem as suas armadilhas. Há momentos em que a pessoa amada se distancia. No primeiro momento, confundimos amor com paixão e, assim, acreditamos que este amor morreu. Mas como o amor não morre nunca, voltamos a pensar na pessoa amada. Neste momento, sentimos algo que nos corrói e que nos leva a procurar a pessoa amada em todos os lugares, e a vê-la em todos os momentos, mesmo que ela não esteja presente naquele lugar, nem naquele instante. Na mesma situação, distante do corpo físico da pessoa amada, vivemos sempre na esperança de encontrá-la.
Estas situações inusitadas têm uma palavra em bom português, e tal palavra é SAUDADE. É um sentimento forte, generoso, bom e que nos torna cada vez mais vivos. A saudade nos dá esperança de rever a pessoa amada, e deste modo nos faz viver cada vez mais intensamente, sempre e sempre com vontade de viver eternamente.
Muito se tem discutido sobre o homossexualismo masculino, o que não é de se estranhar, já que nossa civilização é fundamentada no pensamento socrático-platônico e no cristianismo, que nada mais são do que a negação da mulher como deusa, já que Apolo e Jesus venceram Dionísio e Afrodite, consolidando o império masculino e patriarcal. Ocorre que, negando-se a mulher chega-se a uma situação limite, que é a baitolagem institucionalizada que vemos entre acadêmicos e sacerdotes virados, digo, voltados justamente para o pensamento greco-cristão. Em suma, é aquilo que vemos ocorrer nos cursos de filosofia e teologia que insistem em existir de forma autônoma nas instituições de ensino superior e seminários religiosos, quando poderiam muito bem se unir aos milhares de cursos no estilo jardinagem, casa e cia., corte e costura, etc., abrindo caminho àquilo que realmente interessa, ou seja, os cursos que formarão cidadãos conscientes no plano científico, social e político, a exemplo do Direito, Medicina, Sociologia, Física, Pedagogia, Administração e demais cursos úteis e necessários ao progresso humano.
Deste modo, urge citar aqui o chamado homossexualismo feminino, ou lesbianismo, que tomou este nome de sua cidadela de origem, a ilha de Lesbos na Antiga Grécia e que era respeitado na civilização grega antes dos estúpidos boiolas socráticos (futuramente batizados pelos hipócritas cristãos) assumirem o comando. Dentre as praticantes e divulgadoras desta forma legítima de amor encontramos a reitora Safo, escritora cujos escritos eram sabidos de forma decorada pelos cidadãos cultos da época dionisíaca anterior ao enfadonho Apolo. Em nenhum momento o lesbianismo da época era uma negação da relação sexual entre mulheres e homens, mas apenas a afirmação da mulher como fonte e receptáculo de prazer. Nesta situação, a mulher era vista como sacerdotisa e deusa, devendo o homem lhes prestar as devidas homenagens. Ora, quem entende o corpo da mulher senão a própria mulher? Daí a iniciação praticada na academia de Lesbos. Estes ensinamentos úteis e necessários poderiam muito bem ser passados aos homens, que agiriam de forma ativa e passiva, aprendendo como fazer a mulher chegar ao prazer. E colocando (e muito bem) este aprendizado na prática.
Infelizmente ainda impera o machismo socrático-platônico-cristão que concede gentilmente total enfoque ao mundo gay, sendo que mundo gay deve ser aqui entendido (no sentido de entender) como o universo do homossexualismo masculino, mas impede a visibilidade lésbica. Ora, como dissemos, a deusa Afrodite, adorada pelo deus Dionísio, foi substituída na época socrática pelo nauseante Apolo, que encontrou um similar no cruel Jesus do cristianismo pós-Jesus. Lembremos que Afrodite foi amante de Ares, o deus da guerra, e que suavizava os efeitos desta prática tão temida e necessária, humanizando-a com seu poder feminino. A partir da queda de Afrodite, as guerras se tornaram mais desumanas, culminando com as guerras pós-modernas que deixam de lado o combate corpo a corpo para se valerem de aparatos tecnológicos a maioria das vezes traiçoeiros. Para se evitar tudo isto, é necessário se debruçar (e muito) sobre a forma de amor que faz da mulher aquilo que ela realmente é: deusa, fonte e transmissora de prazer, a quem se devem render homenagens. E homenagens sérias, sem partir para a artificialidade do estilo viagra ou prótese peniana que parecem reações ao corpo, toque ou ruído da mulher, mas que na verdade é uma reação química ou física independente do desejo.
Você foi o que de melhor eu recebi nesta Páscoa. Quando chegou à minha casa, na manhã, meu coração se acelerou. O seu abraço me fez sentir seguro e em paz, como sempre. Conversamos e rimos, dividindo a cesta de Páscoa que você me deu com um sorriso infantil. Você caminhou lentamente para meu quarto, e eu a segui. Dançou para mim, de um jeito lânguido, enquanto se despia lentamente. Veio até minha direção e retirou, também lentamente, todas as minhas roupas. Deitou de bruços em minha cama, e se espreguiçou. Olhei para você, excitado. Observei suas pernas, suas curvas, suas reentrâncias, suas costas. Curvei-me sobre você e lhe beijei as costas. Você se virou para mim, sorrindo.
Sorri, também, e fui até a cozinha, onde havia chocolate doce e cremoso. Trouxe o recipiente para o quarto e, com uma colher, fui derramando o creme de chocolate em seu corpo. O chocolate inundou seus seios, escorreu por sua barriga, até sua vagina, descendo devagar por entre suas pernas. Lambi seus seios, sua barriga, provando o chocolate que se tornou mais delicioso ainda com seu gosto. Uma poça de chocolate cremoso se alojou em seu umbigo, que chupei deliciado. Suguei todo o chocolate que havia em sua vagina. Você riu quando brinquei com seu clitóris. Terminei lambendo o chocolate que escorrera entre suas coxas.
Você me empurrou para a cama, deitando-me de costas, e derramou chocolate em meu pênis ereto. O chocolate cremoso escorreu por meu pênis, até meus testículos. Você colocou meu pênis em sua boca, devagar, e foi sorvendo o chocolate que lá estava. Desceu sua boca até a base de meu pênis. Senti sua respiração excitada em meu púbis, seu queixo roçando meus testículos, seus lábios contra a base de meu pênis. Você retirou sua boca e lambeu meus testículos por toda a parte, mostrando que ainda não se satisfizera apenas com os ovos de Páscoa.
Sentou-se sobre meu pênis e o cavalgou sofregamente, depois que ele entrou como mãos gulosas numa cesta de Páscoa. Eu me ergui e abracei seu corpo, e você continuou me cavalgando, e nós dois em posição de lótus. Joguei-a na cama, e penetrei novamente sua vagina, fazendo com que meu pênis entrasse e saísse enquanto estávamos deitados de lado. Deitei você de costas e me atirei sobre seu corpo, penetrando sua vagina até o fundo. Nos movimentos ritmados e circulares que eu fiz com meu pênis, pude sentir todo seu interior molhado. Puxava seu corpo contra o meu, chamando por você, dizendo seu nome. Vislumbrei, excitado, seus olhos se revirando e sua boca aberta, por onde saíam gritos e gemidos. Passei minha mão em sua testa suada. E assim jorrei dentro de você, que acolheu feliz o meu gozo. Deste modo, você é o melhor presente que recebi nesta Páscoa, pois você me libertou e me fez reviver.
Todas as religiões reconhecem que o sofrimento faz parte deste mundo, sendo que o devoto necessita se adaptar ao sofrimento que o cotidiano lhe reserva. Porém, existem aqueles que cultivam o sofrimento, dando-lhe força e, deste modo, acabam por sucumbir. São várias as conseqüências de tal atitude: uma face circunspecta, onde deveria haver um belo rosto rosado; um pessimismo mórbido, quando há lugar para a esperança; isolamento em lugar da solidariedade; e a perda da fé em detrimento da confiança ilimitada no poder da Divindade. Ora, não há porque se ter um espírito assim, turbado. Não há porque sofrer além de sua cota diária reservada nesta vida. O espírito turbado é um grande empecilho à grande vitória reservada àqueles que superam a ilusão. Mas, como fazer? Cultive sua espiritualidade sem restrições. Assim, você se aproximará de Deus e irá recebê-lo em seu seio, já que você também é um Deus. Seja feliz e confiante, e obterá a resposta da Divindade. Lembre-se das sábias palavras de Sai Baba:
“A graça de Deus é concedida a cada devoto de acordo com o nível de sua consciência espiritual. O oceano é vasto e ilimitado, mas a quantidade de água que você pode pegar dele é determinada pelo tamanho do recipiente que você leva até suas margens. Se seu recipiente é pequeno, você não pode enchê-lo além de sua capacidade. Do mesmo modo, se seu coração estiver contraído, a graça Divina será igualmente limitada. Expanda seu coração e receba a plenitude da Graça de Deus”.
Todos os atos praticados durante a vida receberão uma contrapartida em vidas posteriores, como é público e notório para qualquer um que conheça as regras básicas da metempsicose. Um dos efeitos que mais nos alerta é a questão das almas gêmeas, tanto por ser romântico, quanto por ser doloroso. Ora, não podia deixar de ser doloroso, já que a dor é parte integrante deste mundo de ilusão. A questão é a seguinte. As almas são geradas para se complementarem mutuamente. Além disso, duas almas são criadas uma para a outra, tornando-se uma só em sua individualidade. É como o frio e o quente, a tristeza e a alegria, o riso e o pranto. Nestas condições, um casal cujas almas foram criadas uma para a outra, e que tenha se amado ardentemente em uma vida passada, mas que por algum motivo tenha abusado das delícias deste amor, voltará separado um do outro na vida seguinte. Isto é um fato. E assim terá ocorrido uma outra volta do parafuso, onde o amor e a dor irão conviver.
Estes amantes irão viver em busca do reencontro, mas não se lembrando do que se passou na vida anterior. Sentirão um vazio em suas vidas enquanto não contrar o ser amado. Ao mesmo tempo estarão separados por uma distância geográfica ou por diferenças econômicas, financeiras, religiosas, e tantas outras convenções que tornam a vida mais dolorosa do que deve ser. Talvez vivam um bom tempo sem saber da existência um do outro, apesar de sentirem no coração que o ser amado está em algum lugar do que se denomina cosmos. Então, um belo dia, tomam conhecimento do outro, muitas vezes de forma inesperada e imprevisível. Percebem as semelhanças de comportamento, gostos, atitudes, idéias. E buscam o reencontro, muitas vezes acreditando tratar-se de um primeiro encontro. Este é o lado romântico.
Só que aqueles empecilhos da distância e das convenções humanas mostram o lado dolorido da situação. Os amantes caminham separados por sua vida que, agora que tomaram conhecimento da existência um do outro, se tornou ainda mais árida. Se olharem para o céu no mesmo momento, à noite, verão a mesma lua, mas não poderão se ver nem se tocar. É como aquele enredo do filme "O Feitiço de Áquila": à noite um dos amantes assume forma humana e o outro forma animal, e durante o dia os papéis se invertem. Estão sempre se desencontrando e, o que é pior, em uma fração de segundos durante a transformação a que estão submetidos, conseguem se ver em sua forma humana, mas sem poderem se tocar e se amar.
Numa situação destas, o suspiro e a dor devem se aliar a atitudes positivas. As almas gêmeas devem estar juntas, pois se complementam. O objetivo é sempre o amor. É necessário empreender todo esforço para o encontro aguardado por eras espirituais, e que é merecido, pois são o complemento que falta para sua integralidade. Porém, muitas vezes, no estágio de vida em que estão, os amantes acabam por ficarem separados até o momento final. Mas o amor irá vencer. A dor será superada. As almas gêmeas, se não se encontrarem fisicamente neste mundo de ilusão, irão se encontrar em um lugar melhor para ambos, que, deste modo, ficarão unidos e purificados de todo sofrimento.
Não deixou perder nenhuma gota de mel
Que jorrou do vulcão que entrou em atividade
No momento em que ouviu o som de sua voz.
Recebeu o gosto mais doce dos beijos
Da melhor flor daquele jardim perfumado.
Sentiu o aroma envolvente da dama da noite
Mesmo quando as trevas caíram sobre si.
Subiu o monte, cruzou o mar e se sentou
No arco-íris que a conduziu nua e linda
Para se juntar às deusas que no concerto
Do Universo, ao vê-la, se sentiram sozinhas.
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