o blogue de Graciele Gessner

Retrato de Graciele Gessner

Respeite-te, Para Ser Respeitado. (Graciele Gessner)

Respeitar também é amar, é cativar o carinho.

Respeitar é silenciar, mas isto não quer dizer que concorde.

Respeitar é saber o momento de calar para colocar em prática a maior sabedoria, a arte de ouvir.

Respeitar, também é reconhecer o momento de falar.

Respeitar não é apenas compaixão do próximo, mas é acima de tudo, amar ao nosso semelhante.

Respeitar é se colocar no lugar do outro e sentir as mesmas sensações, seja de dores ou alegrias.

Respeitar é um ato de amor e não de piedade.

Respeito envolve primeiro a nossa ação para depois merecer a retribuição.

Se você quer respeito, faça por merecer...

O respeito depende primeiro de mim. Depende de cada um de nós.

Se eu não me respeito, porque devo receber respeito?

Respeite-te, para ser respeitado.

O respeito é como uma plantinha frágil, se você não tem consideração pelo próximo, jamais terá a importância merecida por ninguém.

01.04.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Retrato de Graciele Gessner

Arte dos Beijos. (Graciele Gessner)

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Beijos
Ardidos
Mordidos.
Amorosos
Melosos
Apaixonados.

Beijos
Ofegantes
Delirantes.
Arrebatadores
Sonhadores.

Beijos
Carinhosos
Afetuosos
Deliciosos.

Beijos
Inspiradores
Encantadores.
Maravilhosos
Primorosos.

Beijos
Românticos
Fantásticos.
Poéticos
Graciosos!

Beijos meus, graciosos!

16.04.2008

(13 de abril – Dia Mundial do Beijo).

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Retrato de Graciele Gessner

Cuidado, o Seu Amor Está Perto. (Graciele Gessner)

Amor não é sacrifício. Amor é deslumbramento, um encantamento. Amor não exige regras, não existem cobranças. Amor não se resume apenas situações boas, mas também a maturidade de saber enfrentar as situações ruins.

Amor é saber valorizar os pequenos momentos, nos quais serão sempre lembrados. O amor só pede que vivamos intensamente o momento sem nos preocupar com o futuro.

O amor jamais questiona o que seja certo ou errado, apenas fará o nosso coração pulsar descompassado. Quando o momento de amar chegar seu coração será o primeiro a se pronunciar.

O amor sempre dará o seu sinal, temos que apenas prestar atenção. Talvez por descuido deixemos o nosso amor ir embora. Não descuide, o seu amor pode estar muito pertinho de você.

15.04.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Retrato de Graciele Gessner

Um Lugar Para Sonhar. (Graciele Gessner)

Sonhei e fiquei sonhando acordada. Tão inocente deste mundo tão revoltado. A vida foi mostrando a sua verdadeira face. Quando criança tudo era possível sonhar e imaginar. Em toda a minha vida eu sonhei uma vida repleta de encantos. Com o passar do tempo a vida se tornou amarga e sem brilho.

Hoje, já adulta, a magia de sonhar se tornou página virada. Como é triste viver sem sonhos. O mundo perdeu a noção de viver, a sua essência de amar. Quem ama, sonha. Quem vive das desilusões, perdeu as esperanças.

Hoje, o meu único desejo é ter um lugar para sonhar. Um refúgio que eu pudesse esquecer das amarguras da vida e esquecer de quem não pode acompanhar a mesma trajetória que a minha. Se eu voltasse a sonhar, talvez voltasse a amar. Talvez acreditasse que podemos amar e ser amados. Oh, vida sem sonhos!

Se meu amor estivesse ao meu lado, sei que estaríamos no lugar certo, à vida seria recheada de sonhos, alegrias e amor. Depois de tanto sofrer um dia declarei: “A vida não é bela. A vida é um constante caminho de espinhos”.

Tudo que eu queria neste momento era um lugar para sonhar. Sonhar que sou feliz! Sonhar que estou nos braços do meu amor. Sonhar que estou repousando num lugar tranqüilo; respirando os aromas do campo, sentindo o ar puro da natureza e o frescor de uma cachoeira. Eu só queria um lugar para sonhar as coisas lindas e belas da vida. Onde eu pudesse ser eu mesma, que pudesse gargalhar sem limite, dançar, pular, brincar. Um lugar que eu pudesse ser uma menina serelepe.

Por fim, a idade adulta veio rapidamente e com ela à maturidade, a responsabilidade, as despesas, as preocupações, as obrigações. Eu queria apenas ter um lugar para sonhar. Um lugar que fosse capaz de me fazer acreditar que os sonhos são possíveis. Deixei de imaginar, de fantasiar, de desejar. Sou mais uma cidadã indignada pela corrupção, pela guerra; triste pelas vítimas inocentes que sofrem assaltos, roubos, mortes; se não bastasse temos ainda a fome, a falta de moradia, a falta da assistência básica (muitas vezes promessas feitas pelos nossos governantes).

Neste lugar que tanto desejo, quem sabe eu não encontre o meu amor que deixei perdido nesta vida.

14.04.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Retrato de Graciele Gessner

Um Fio de Cabelo. (Graciele Gessner)

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Um fio de cabelo loiro
Entre os travesseiros.
Sua presença em meu quarto,
Pequenos vestígios da sua existência.
Tive por uma noite a sua companhia,
A sua felicidade, a sua alegria.

Apenas um fio de cabelo
Teve o dom de me fazer sorrir
Num inspirador amanhecer.
Você continua aqui comigo,
Impossível te esquecer.

Um fio de cabelo seu
Fez-me recordar de você,
O que um dia já foi meu.

De você, meu grande amor,
Só me restou um fio de cabelo seu.
A minha inspiração de versejar calou.
O meu coração que te ama silenciou.

Quem sabe um dia, em outra existência,
Nosso amor possa ser recordado e vivido.
Quem sabe em outra vida, em outra jornada,
Através de um fio de cabelo seu
Eu recorde o quanto te amei no passado.

13.04.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Retrato de Graciele Gessner

Desejos do Amor. (Dueto: Graci & Hilde / Edição: Rosana Buarque)

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DESEJOS DO AMOR.

O inverno bate à porta
Garoa fina solta no ar
Frio começa a chegar.

Cobertores... Chocolate quente
Beijos e abraços envolventes
Corpos provocantes e carentes.

Madrugadas de agonia
Venta lá fora noite e dia
É o outono que se despede.

Nos entusiasmamos cheios de anseios
Vontades que superam os sussurros,
Muito além dos simples prazeres e murmúrios.

Nossos corpos que se tocam e se estremecem.
Calor do momento que nos possuem, unem.
Impregnados em nossa alma, feito refém.

Corpos de sonhos duelados
Espevitados... estamos trêmulos
Nós que nunca nos vimos despidos.

Meus lábios sussurram um "segredo"
Ventania, trovões...
São Pedro quebrando tudo
Meus braços másculos te confortando.

Você treme apavorada e a protejo.
Lá dentro do ninho lateja em labaredas a lareira
Nossa cama acenando nos espera sorrateira.

Ah, maravilhosa entre as deusas!
O seu corpo escultural que me proporciona nitroglicerina,
Me sinto descontrolado, fervendo.

Noite inteira nos amando
Corpos nus aquecidos... entrelaçados
Molhados, encharcados pelo suor.

Amor que embriaga... que enlouquece
Provocando emoções de prazeres,
Explosivos e intensos néctares.

Aquecendo-nos entre beijos envolventes
Abraços suaves, calados,
Acalorados e apaixonados.

Sua saliência predominando e dominando.
Desejos do amor sendo saciados,
Gemidos e burburinhos de lamento.

Embebidos pelas comoções...pelas chuvas
Ressurgimos entre a brisa dos prantos
Que dilacera a nossa pele em sentimentos.

Nosso amor que renasce do passado,
Num brando e caloroso envolvimento,
Volúpia que cobiço... que insisto.

E olhando lá pra fora, vejo o teu vulto
Fustigando à minha pele, as minhas entranhas...
Nossas almas saltitam alegres e serelepes pelo momento.

E neste encontro de toques e corpos
Acaricio seus seios que pedem por agrados.
Mamilos salientes e pontiagudos adornam o teu corpo.

Brinco nos teus pêlos enrijecidos,
Os teus olhos me fitam meio dolentes
Estamos completamente hesitantes.

Tua respiração me alucina...arde...provoca
Vislumbramos sensuais imagens...ventre, coxas, curvas

Puros e excitantes desejos de amor.
Orgasmo mágico... explode! Unidos... com ardor.

Duo: Graci/Hilde.
Edição e Montagem: Rosana Buarque.

* Poesia de Graciele Gessner e Hildebrando Menezes *

Retrato de Graciele Gessner

Sensibilidade Solitária. (Dueto: Graci & Hilde / Edição: Enise)


Sensibilidade Solitária.

Nada é mais sensível
Susceptível e flexível
Que o coração do poeta.

Quando tudo parece terrível,
A aurora nos presenteia
Com sua poesia e alegria.

Tudo é permitido!
Sua poesia constrói sonhos...
Tudo pode! Nada é proibido!

Por onde navegam os amores
E 'trocentas' milhões de dores.
Muito mais que legiões de Maria

Se vestem... se despem de fantasias
Sofrem sem ter uma só companhia.
Os lençóis da cama onde se inflamam...

Cheiro de cio no ar... gritam ausências
Dessas almas povoadas e iluminadas
Atiçadas se insinuam em infinito ardor
Nos calorosos ninhos de amor.

Frágeis, delicadas e poderosas...
Que se vêem a sós desconsoladas
Porque lhes falta a pessoa amada.

Aí a alma voa e sobrevoa...
Através dos versos proferidos ao vento.
Como uma gaivota faminta... mira!
E se atira ao encontro da caça

Como nova possível esperança.
Solta o seu mergulho transmutado
Em águia que vislumbra a presa
Na boca o canto maldito da fome.

Faminta dos beijos envolventes,
Os desejos descontrolados e ardentes.
De um beijo...um cheiro...um abraço

Mendigo na busca das pobres migalhas...
Vira fera com a sofreguidão das esperas.
Quão é dolorida, triste e amarga...

Pelos maltratos ao desprovido coração,
Descuidado pela terrível solidão.
Quer o alimento do amor dos seus sonhos

E quando vislumbra lá do mar profundo
Uma sereia que saltita o rabo rebolando
Num saracotear de vai-e-vem
Pedindo que a siga para onde estiver nadando.

Enlouquece ao ver que ela não aquece
A volúpia que corrói às suas entranhas
É porque a musa também vira gaivota...
Igual os desejos transpostos pelo poeta.

E aí é um Deus nos acuda...de vontades
Tesão...desejos...excitação...anseios
Há o choque de dois bicos sedentos

Vontades que ultrapassam os limites
Em estado de entrechoques carentes.
Assim caminham as almas dos poetas

Sofrem..almejam...gritam...solfejam
As suas sensibilidades solitárias
Entregues à dor da própria sorte

Duo: Graci/Hilde.
Edição e Montagem: Enise.

* Poesia de Graciele Gessner e Hildebrando Menezes *

Retrato de Graciele Gessner

Mão de Sabão. (Graciele Gessner)

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A mão deslizou
Danada feito sabão.
Atrevida escorregou,
Se deliciou e aprovou.

A mão tão ligeirinha
Sentiu e apreciou.
Num vai-e-vem
Se lambuzou!

Num coito gostoso,
Um carinho delicioso.
O inevitável, o gozo!

Uma mão de sabão
Abusada, mas contemplada.
Sentiu o néctar da satisfação.

22.04.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Retrato de Graciele Gessner

Rir Sem Limite. (Graciele Gessner)

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Rir da vida insana.
Rir do que já foi...
Rir do que já poderia ter sido.
Rir do que a vida nos presenteia.
Rir do sol a cada alvorecer.

Rir da alma desnuda.
Rir do que nos parece sem noção.
Rir da liberdade camuflada.
Rir do conteúdo sem inspiração.
Rir do que a imagem tenta transparecer.

Rir do que muitos se fazem de cegos.
Rir da hipocrisia dos infelizes.
Rir, apenas rir sem limite,
Com a satisfação da missão cumprida.
Rir dos que pensam que sabem.
Rir do controle que nos aprisiona.
Rir da vida que escolhemos.
Rir do destino que cultivamos.

Apenas a vontade louca de rir.
Rir ao amar, ou pelo menos tentar.
Rir pelo que você conquista.
Rir e vibrar por tudo insignificante.
Ria desta vida maluca!

21.04.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Retrato de Graciele Gessner

Meus Sentimentos. (Graciele Gessner)

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Meu sentir
Meu silenciar.
Meu viver,
Minha arte de amar,
Minha razão de ser.

Meus sentimentos
Sempre em tons insignificantes.
Perdida em meus escritos
Sem estrelas brilhantes.

Caí fora do rumo da vida.
Perdida em minha alma,
Moça apaixonada.

Lágrimas no travesseiro
Meu sentir profundo.
Sua ausência, minha carência.
A falta da sua companhia.

Quem se importa?
Meus sentimentos
Sem valor algum...
Apenas escritos
Em versos
Sentidos
Chorados
Soluçados...

Apenas meus sentimentos.

30.03.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

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