O PALHAÇO
Alegria, alegria,
grita o palhaço,
que já cansado,
força seus músculos de aço
com brincadeiras estravagantes
provando a todos
que ainda é um gigante.
Gigante do riso,
ou simplismente, da gargalhada.
Ha, como eu queria ser um palhaço.
E com uma platéia de crianças,
flutuar no espaço.
Fazê-las alegres
e senti-las mergulhar,
juntas comigo,
neste paraiso, o sonho do riso.
Quero morrer num picadeiro.
Na platéia,
não quero crianças.
Quero cordeiros.
Para minha alegria,
todos cantarem com harmonia
a canção do palhaço.
E assim,
voar como um passarinho,
em busca de seu ninho.
Para São Pedro
serei um réu,
réu absolvido,
sim. serei concebido,
porque fui um palhaço.
De Antonio Rosendo
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