O PALHAÇO
Alegria, alegria,
grita o palhaço,
que já cansado,
força seus músculos de aço
com brincadeiras estravagantes
provando a todos
que ainda é um gigante.
Gigante do riso,
ou simplismente, da gargalhada.
Ha, como eu queria ser um palhaço.
E com uma platéia de crianças,
flutuar no espaço.
Fazê-las alegres
e senti-las mergulhar,
juntas comigo,
neste paraiso, o sonho do riso.
Quero morrer num picadeiro.
Na platéia,
não quero crianças.
Quero cordeiros.
Para minha alegria,
todos cantarem com harmonia
a canção do palhaço.
E assim,
voar como um passarinho,
em busca de seu ninho.
Para São Pedro
serei um réu,
réu absolvido,
sim. serei concebido,
porque fui um palhaço.
De Antonio Rosendo
Comentários recentes
4 minutos 13 segundos atrás
14 horas 7 minutos atrás
14 horas 12 minutos atrás
16 horas 11 minutos atrás
16 horas 21 minutos atrás
17 horas 36 minutos atrás
20 horas 35 minutos atrás
21 horas 15 minutos atrás
21 horas 31 minutos atrás
21 horas 56 minutos atrás