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* SONETO
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MUSA DA MINHA POESIA
Viajar no brilho desse teu olhar
é atravessar um labirinto azulado
até encontrar um lindo céu estrelado
e ver refletida em mim a tua luz estelar...
Morar no teu doce e aquecido coração
é sentir o calor do sol a vir me energizar
perceber a luz do luar a tanto me acalmar
e viver movido pelas ágeis asas da emoção...
Receber os teus doces e deliciosos carinhos
me faz feliz feito aos tão alegres passarinhos
que com tanto amor constroem os seus ninhos...
Ter o teu amor a me inspirar assim noite e dia
faz de mim um poeta voador e sem monotonia
e de ti a amada e adorada musa da minha poesia...
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* ACRÓSTICO
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AO SOM DO MAR
A sas de gaivotas riscam o sol,
O ndas espumantes lambem as areias...
S ente-se a liberdade no cenário das sereias...
O s navios chegam e partem para portos distantes...
M ar, sol, céu, areia e o teu olhar azul a flutuar no meu...
D esejos que ancoram
O nde as dúvidas evaporam...
M ergulhar,
A zular e
R imar, ao som do mar, a delícia de te amar...
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LUA AZULADA
Estrelas, via láctea, lua e sol,
beija-flor, sabiá, rouxinol e bem-te-vi,
rosa, orquídea, tulipa e girassol,
ouro, diamante, esmeralda e rubi...
Paro,
olho,
penso,
reflito,
medito,
entendo,
e me surpreendo...
Como pude perder tempo com tantas coisas banais,
se o que me encanta mesmo são sempre as flores astrais?
Como pude me deixar iludir por tanta pedra falsa e bijuteria,
se só o que me enriquece mesmo são as jóias preciosas da sabedoria?
Como pude ouvir tantos cantos rudimentares, desafinados e tão artificiais,
se os que me encantam são os dos pássaros e das sinfonias angelicais?
Como pude me entreter com faíscas de pensamentos tão iguais,
se o que me fascina são os raios solares das idéias geniais?
Então eu compreendo o vazio existencial
da minha inspiração vital até para o varal
das lágrimas que secam no meu quintal...
Como poderia rimar rancor com amor?
Como poderia rimar bisonho com sonho?
Como poderia rimar hipocrisia com fantasia?
Como poderia rimar tanta monotonia com poesia?
E, finalmente,
porque esta poesia,
que eu tanto queria,
chega assim tão de repente?
Elementar meu caro Wilson...
Mesmo que não tenham rimas,
os astros e as estrelas são as mesmas,
os pássaros coloridos e cantadores também,
as flores sempre voltam nesta mais linda estação,
e os rubis adocicados da romã frutificam a cada manhã...
O que era verde passou, amadureceu e o tempo o amareleceu,
o rio do destino correu e junto ao mar se engrandeceu,
a lua minguante cresceu, ficou nova e voltou cheia,
e a esperada bailarina cigana que saltou dela,
não veio de vermelho nem como cinderela,
veio de azul celeste e como sereia...
Então agora é o tempo de um novo caminhar,
viajar, mergulhar, nadar, flutuar,
rimar o mar com amar,
a lua azular
e voar...
Wilson Madrid o Poeta Azul
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* ACRÓSTICO
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ESPETÁCULO
E star sempre e só contigo
S aborear os teus doces beijos
P erceber os teus suaves suspiros
E envolver-te toda em meus braços
T ocar e tatear o teu corpo tão macio
Á lisar os teus cabelos lindos encaracolados
C onjugar o verbo amar e contigo viver a voar
U ltrapassando os limites tão simples da emoção
L imitando o meu prazer na infinita vontade de te ter
O uvindo os sinos anunciando o espetáculo de te amar...
Wilson Madrid, o Poeta Azul
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MEL DO SOL
Rodopiando feito uma linda bailarina
com sua saia rodada, enfeitada e vermelhante
cintilante como um puro e lindo diamante
ela chegará brilhando feito uma jóia cristalina...
Compensando toda tristeza acumulada
de um tempo sem canto e sem alegria
ela trará a luz, o calor, a vida e a calmaria
de uma nova manhã radiante, feliz e azulada...
Clareando um novo caminho de flores sem espinhos
sem pedras de desamor nem abismos de nulos carinhos
sem geadas de desatenção nem ciclones de incompreensão
sem tanta ausência, carência, tristeza, melancolia e solidão...
Ela virá tranquila como uma estrela da manhã do amor nascente
derreterá e ressuscitará um doce coração cigano feito um girassol
que vibrará alegremente acariciado com os pingos dourados do mel do sol...
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* ACRÓSTICO
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ESPERANÇA NO AMANHÃ
E u espero,
S endo muito sincero,
P articipar de um mundo de paz...
E ncontrar alegria no sorriso de cada um,
R esgatar a minha esperança que já foi tão comum...
A lertando à todos o que a experiência sempre nos trás,
N eutralizando o negativismo que tamanho estrago nos faz...
Ç omeçando pelos meros pensamentos, as palavras e as atitudes,
A té desembocar invariavelmente naquele óbvio destino nada incomum ...
N ada nos acontece por acaso, muito menos por coincidência,
O ntem, hoje e amanhã, tudo sempre tem a sua consequência...
A vida é bela e sempre nos trás muitos ensinamentos,
M as ela espera de nós um mínimo de compreendimentos...
A mar sempre foi, é e será a lição mais complexa de direitos,
N ão adianta procurarmos nos outros os nossos próprios defeitos...
H ipóteses e aparências nos levam à tantos enganos e à tantos maus jeitos,
à manhã, eu sei, a esperança brotará, no jardim que pisaram mas que não terá fim...
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* ACRÓSTICO
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ALTA VELOCIDADE
A vida passa fugaz
L utamos por tudo que nos apraz
T erminando por entendermos que só o que nos satisfaz é
A paz...
V idas perdidas
E m ilusões repetidas:
L ixos de vaidades,
O uros de tolos,
C ircos de hipocrisias,
I lusionismos de felicidades,
D euses de gesso,
A tivistas do nada;
D epois de tanta arrogância, egoísmo e orgulho, o fim...
E m pó... Só!
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* ACRÓSTICO
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CONSENTIMENTO
C olorir a vida com alegria
O uvir os pássaros ao raiar do dia
N avegar pela ternura e sua alquimia
S entir e inebriar-se com os perfumes das flores
E ternizar, reverenciar, vivenciar e poetizar amores...
N amorar a vida a cada segundo
T ransmitir afeto para todo mundo
I maginar a paz reinando no universo
M aravilhar-se com a beleza da natureza
E ncontrar e rimar o avesso de toda tristeza...
N utrir o amor e compô-lo em verso
T raduzir o sentimento em atitude e ação
O bservando o vital consentimento do coração...
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* ACRÓSTICO
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TENHA PENA DA POESIA
T raficante de abobrinha...
E
N
H
A
P
E
N
A
D
A
P
O
E
S
I
A final ela é arte e não alfafinha...
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* ACRÓSTICO
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BRILHANTISMO
B rilham os diamantes
R efletindo o brilho do sol,
I luminam a noite a lua e as estrelas
L uzindo feito um farol de luz azul prateada...
H abilidosos vagalumes brilham no verde da mata cerrada...
A té no fundo do mar brilham peixes prateados e dourados...
N a natureza toda nada deixa de ter o brilho da sabedoria do Criador...
T ransmitem luz o sorriso de um recém nascido e os olhos dos enamorados...
I mã de brilho, de luz, de calor e de beleza é toda obra feita com amor...
S implicidade e humildade brilham mais que a prata e o ouro...
M uito brilho é ilusório, falso, artificial, enganador e fugaz...
O verdadeiro brilho sempre vem do amor e da paz...
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