dor

Retrato de CarmenCecilia

MÃE...DOAÇÃO DA VIDA ( VÍDEO POEMA)

HILDE QUERIDO AMIGO!

Aqui vai um presente por esse dia especial...

Teu poema tá lindo e como uma das suas primeiras amigas de orkut, acompanhei você e tua dor em relação a Dona Aida tua mãe...

Sei como é dificil ver nossa mãe sofrendo a cada dia...

E você continua magnânimo em teus sentimentos depois da perda dela, homenageando todas as mães e a tua agora em oração.

Beijos

Carmen Cecilia

MÃE…DOAÇÃO DA VIDA

POESIA
HILDEBRANDO MENEZES

EDIÇÃO
CARMEN CECILIA

MÚSICA
AVE MARIA

INTERPRETAÇÃO
ROBERTO CARLOS & PAVAROTTI ( DUETO)


Retrato de Lu Lena

DOR D'ALMA

voce surgiu do nada...
entrou em meus espaços vazios
deixando-me estática e calada..
arremessou-me sem sentido num
espaço inerte e mórbido...
meus pensamentos paralizam
fria e gélida fico sem raciocinar
lágrimas secas inudam minh'alma
numa enchente sangrenta...
sinto o pulsar do coração denso
e já enfraquecido pelas lembranças
de uma paixão fugaz e corrompida...
desfragmentando ao léu a minha vida
encolho-me num canto qualquer de
minh'alma tentando achar um vácuo
acolhedor...
que cure e anestesie por alguns
instantes essa dor...
numa frágil relação que desmorona
como um ciclone que arremessa tudo
que vem pela frente...
levando o passado o futuro e presente
tateando na escuridão desprovida
de vestes da carne...
em círculos as marcas de meus passos
sem identidade num lugar obscuro
riscados em giz o teto e o chão...
vejo vultos disformes num espaço em vão
em círculos fechados dou voltas sem fim...
voce me envolveu sem piedade e sem dó
já letárgica tento desatar esse nó
que voce deu dentro e fora de mim...

Retrato de Vanessa Brandão

Ser Feliz...

Enquanto as pessoas riem
Eu choro
Enquanto se divertem
Eu me deprimo
Enquanto são feliz
Eu sou triste
Me afundando dia após dia
Em um sofrimento sem tamanho
Em uma dor sem explicação
Sendo somente pisoteada
Criticada,maltratada
Pensam que tudo isso
Que faço é drama
Não!
É somente a forma que encontro
De colocar pra fora um pouco
Do meu sofrer
Sou apenas uma pessoa
Um alguém como outro qualquer
Que seu maior desejo
É ser feliz...

(Vanessa Brandão)

Retrato de CarmenCecilia

QUANDO EU SONHAVA VÍDEO POEMA

POESIA
JOANINHA VOA

EDIÇÃO
CARMEN CECILIA

MÚSICA
UN NOM D' UNE FEMME

Quando eu sonhava

Sempre que eu sonhava
Pensava ter teus sonhos
Nos meus!...
E no sonho
Eu via-te e sentia-te
E quando acordava
Tu estavas lá
Não eras uma imagem
Fugidia
Eu tocava-te
E alcançava-te
Sabia de prazer
E de dor
Agora desperta
Que vejo eu?
Raio incerto
Um trajecto
Descaminhado
Vagão descarrilhado
Imensa solidão
D´um pensamento
Atrofiado
Que nunca foi projectado
No tempo que era tempo
No tempo que era dado
Quando eu sonhava
Pensava que tínhamos
Os mesmos sonhos
Os dois!...


Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

Mãe... doação da vida!

Saltitam múltiplas e variadas emoções...
Dos filhos às mães em todas as nações
Não só pelo simbolismo do significado
Mas pelo realismo tocado e vivenciado

Foi lá do ventre...do âmago...do nascimento
Por onde fomos tecidos...cuidados...paridos!
Amar a mãe é louvar à sua própria origem
O mesmo que rezar e abençoar à terra

Por fazer brotar das suas entranhas...
O alimento suculento que nos sustenta
Sim! A maternidade é algo sacrossanto
Colo...berço...doçura...começo do começo

Formação do caráter e seus avanços
Poço de ensinamentos e sentimentos
Pedra lapidar dos mais variados encantos
Todos nós devemos nos prostrar com cantos

Louvando a Deus e às mães em muitas orações
Pela vida...suas feridas...carinhos e devoções
Não consigo imaginar...versar...vibrar o coração
Sem surgir a imagem de minha mãe na pulsação

Embora entristecido por não vê-la aqui em ação...
Poder dizer-lhe ao seu pé d’ouvido minha gratidão
Entoar-lhe carinhos, afagos... mimos em profusão

Adoto a todas as mães como se minhas fossem...
Enviando-lhes o meu sincero e melhor dos desejos...
Aperto quentinho de abraço...num cheiro...num beijo!

Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 04/05/2008
Código do texto: T974554
http://recantodasletras.uol.com.br/homenagens/974554

Homenagem: Permitam escolher 4(quatro) mulheres mães
para ofertar este poema, sem demérito às outras:

Ceci_Poeta
Fernanda Queiroz
Rosana Buarque
Enise...

Sintam-se todas as demais mães, aqui também representadas,
e a minha, lá do céu (Aida Nardi Menezes) acariciada.

Retrato de killas

VIDA NO ESCURO

Perdidos na escuridão,
Com os olhos vendados,
Perdidos no infinito,
De mãos e pés atados.

A vida é um eterno problema,
Que segue de olhos tapados,
É um único poema,
Que nos deixa dominados.

No escuro sempre tentamos,
Viver todos os momentos,
Visto não se poder escolhe-los,

Todos vamos continuar,
E a nossa vida continuar,
Até ao “túnel de luz” chegar.

Retrato de killas

VIDA HORIZONTAL

A vida a passar pelos olhos,
Como negativo de fotografia,
Quando damos conta,
Alguém nas nossas costas se ria,

Os que são muito novos,
Olham sempre com desagrado,
Pois acham o tempo no mundo,
Muito mais do que ilimitado.

Assim não convém lembrar,
A velhice a querer chegar,
A morte a tentar aparecer,

Esta vida perder,
A todos perdoar,
Feliz ao céu chegar.

Retrato de killas

PERDIDO NA VIDA

Perdido nos caminhos da vida,
Agrilhoado nos seus tentáculos,
De cabeça completamente perdida,
Olho os meus anos passados.

Afinal o que é a vida,
Trilhar de poucos caminhos,
Onde andamos perdidos,
Numa efémera corrida.

Vidas e vidas passadas,
Solenemente acabadas,
Que de nada serviram,

No seu caminho sentiram,
Que andavam perdidos,
Nos poucos anos vividos.

Retrato de killas

PARA LÁ DA VIDA

Quando olho para ti vida,
Não paro de me lembrar,
Dos meus muitos amigos,
Que ao fim eu vi chegar.

Pessoas das mais valorosas,
Que em teus pés se deitam,
Aqui sozinhos me deixam,
Neste mundo cheio de prosas.

Espera o todos encontrar,
Cada um em seu novo lar,
Quando eu lá for chegar,

E depois começar a falar,
Sobre tudo o que se passar,
Até o infinito conseguir acabar.

Roubaram minha infância

Roubaram o brilho dos meus olhos
O segredo da minha alegria
Roubaram minha vontade de amar
Minha memória está vazia.

Hoje faço parte de um todo
Mas eu não mato nem tão pouco roubo
Porém sou um número a mais
Sou órfão dos meus pais

Faço parte do cinza do céu
Do nublado da vida
Das enchentes que inundam as ruas
De uma estrada sem divisa.

Sou a prova viva da miséria
E se meus olhos já não dizem mais nada
O meu peito ainda sente a vida
Será que existe dentro de mim uma saída?

Pele castigada pelo sol
Corpo franzino de um menino
O peso da realidade sob meus ombros
E pés calejados pelo trabalho

A infância que me faz fraquejar
Meu desejo que renega onde estou
Um trabalho imposto pela fome e pelo medo da morte

Janelas abertas aprisionadas pelo medo
Carros blindados e refrigerados
Minhas palavras ignoradas, são ditas em vão
Somos os monstros da população.

Tem menino bem cuidado
Sentado do outro lado
Feliz com a vida que tem
E eu aqui nesta vida de ninguém.

Não é fácil entender esta estatística
Que nos faz personagens do lado errado da vida

Quero de volta meus chinelos
Quero agasalho para me aquecer
O coração que me arrancaram do peito
Barriga cheia para me satisfazer
E se possível, devolvam meus sonhos
Para que eu possa voltar a viver!

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