fantasia

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

Delírio das bocas - Duo: Salomé & Hilde

As bocas dos poetas

São sábias e faceiras...
No escuro procuram
Pelo percurso tateiam

Entre aranhas e teias
Num leve sopro de sensações...
Vencem as sombras das ilusões
Derretem as chamas dos labirintos

Nos rios que transbordam de prazer...
Querem o fruto proibido
Mesmo que por viés errante
Lançam seus lábios alucinantes

Vulvas, membros, gritam vibrantes
Olhos escondendo-se na miragem
Dos caminhos errantes da magia...
Torpores... liberando-se na margem

De dor e gozo em perfeita sincronia
Veias acesas e pulsantes
Deliram intensas... presentes
Bocas propensas aos mergulhos

Tecem fios em agulhas...fagulhas
Nossos nomes... sussurros de languidez
Bendizendo, embriagando nossos corpos,

Vultos que seduzem...acariciam,
Sedução em seu indomável feitiço
Surtam nas ondas das amarguras
Dos indeléveis prazeres mundanos

São santas e profanas... as bocas...
Lânguidas e labiosas...curiosas
Sensações no margear da loucura,
Libidos em chamas se alimentando

De delírios causando rios de tonturas,
É o amor saqueando toda resistência
No frenesi sensual das buscas
Cospem a água benta ou veneno

Das palavras eróticas e obscenas
No passeio das salivas e cenas
Carícias sem acariciar, sopro da brisa,
Arrepiando, alucinando... queimando

Penetrando, passando em cada veia,
Delírio abismal... que teima em ficar
Engolem e roçam gengivas
Letras em impulsos de ogivas

Contato do gozo e do orgasmo
Rangem frenéticas mandíbulas
Pele ardente seduzida como seda

Nas trilhas alucinantes das bocas secas,
Saciam nossa sede sem nenhuma timidez
Febre ardendo eliminando toda lucidez

Ah! bocas profanas, santas, marginais,
Atrevidas em seus delírios vagabundos
E em seus versos eróticos e marginais

Que se fundem no tesão... em ebulição
Sevícias em carícias e malícias
Mastigam o remédio da cura

Indo ao encontro d’outros lábios
Na dança celestial das línguas
Festejam no tablado do céu

Na pele, na coxa, na gruta...em véus
Saciam o apetite feroz da fome
Ah! Desbocadas...ousadas...sem nome

São carícias abismais em ritmos sensuais,
Trilhas úmidas de prazer e ousadia...
Fome libertina sem poder ser saciada
No auge da colheita libertina e vadia

Atrevidas, bagunceiras, sussurrantes...
Não há quem não se quede aos teus encantos
Sempre insinuantes...estão em todos os cantos
Satisfeitas, carentes como loucas e delirantes

Euforia de corpo a corpo em nossas bocas,
Nossos atrevimentos de pura e fiel satisfação
Das fomes devorando milhões de encantos

Nesse nosso último ato nos domando...
Nossas bocas delirantes não são santas
Mas bocas de prazer... que buscam saciar
No auge duma noite de luar estão a cantar

Nos embriagando e nos fazendo delirar...
Assim é a minha...a tua...a nossa boca?!
Na procura do beijo sensual e ardente
Na terra...no ar ou no mar querem apenas amar...

E se beijar...beijar muito...nas bocas!

Duo: Salomé&Hilde
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 17/05/2008
Código do texto: T993333
http://recantodasletras.uol.com.br/duetos/993333

Têxto em construção...sujeito a aprovação da Salomé

Retrato de Bira Melo

FUI ESPANCADO.

Meu corpo arde e queima,
Como salva de fogos...
Foi ele quem fez isso
Eros, o tal de cupido!
Eu ousara rejeitar sua flechada
E ele se indignara em sua razão...
Resolvendo me espancar,
Chegou bem perto, muito perto
Era lindo e assustador.
Seu arco era cravejado de estrelas
A flecha não sei, não vi, só senti...
Tudo, tudo queimando fora e dentro de mim.
Meu coração petrificou-se,
As lágrimas que rolaram em minha face
Eram de seda ou talvez de cetim,
Eram doce, muito doce
Bem mais que um caramelo de mel,
Não sabia se a pancada doía ou se me afagava.
Suplicava para ele parar,
Foi quando volvi meu olhar aos céus
Que surpresa: Zeus estava a me olhar!
Daí Vênus chegara
E Eros com grande medo dela,
Parou de me espancar.

Em 16/05/2008*

*Direitos reservados.

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

Perfume de mulher

No salão propagava
Aromas pelo ar
Numa adorável sensualidade

Entre tatos um convite a dançar...
Seu olfato a chamava como brasa
Sentindo uma agradável sensação

Nascida da pulsante emoção
Entram garbosos no salão
Estremecem com tamanha sedução

Toda entregue em suas mãos
Ele a protege...circula e rodopia
Pernas, braços, corpos entrelaçam

Rostos colados...devotados...na canção
Entre os acordes dos violinos
Piano e acordeom acompanham o tango

Que enternecem... movidos pela ação...
O espetáculo de beleza que se vê...
Naquele par a bailar na pureza de ser

Compasso, passo a passo alucinante
Fascinante, estonteante...explosão!
Em círculos, rodopios, lado ao lado

Com a agilidade nos braços
Colam os rostos, trançam as pernas...
O perfume que evapora na imaginação

Silêncio abafado nas mesas, cadeiras
Os olhares atentos brilham, sorriem...
É a magia da música...da musa portenha

Domínio pleno... do macho e fêmea
Adornados pelos passos
Ela vibra no toque dos ternos abraços

Cenário...imagens...momentos perfeitos
Nunca o amor dançou tanto e tanto...
O par viril é arte pura

São duas almas dançantes
Voando ritmadas delirantes
No ambiente ...pulsantes!

Em estado sutil de encantamento
Nessa noite dos mais elevados sonhos
Coroada com aplausos dos presentes

Aos dois bailarinos intensos e contagiantes

Hildebrando Menezes

Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2008
Código do texto: T992816
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdealegria/992816

Retrato de Salome

De Sapo a Gato

.
.
.

Bah!... o que aconteceu com o meu sapo encantado,
De sapo bem sapeco virou um gatos das botas lêvado
Conto de desencantar ainda mais que esse desgraçado
Logo depois se pôs a beber e a chavecar com a garrafa

Ainda bem que mandei cantar esse tal conto de fada...
Porque nesta história, tudo é de danar e fora do normal,
O nosso sapo beijado nunca virou príncipe encantado e,
a nossa princesa ainda hoje possuí bela cara de sapeca

...Vestida de seu brilhante vestido branco, cabelos ao ar,
Ela se senta ao lado do gato que a olha bem desconfiado;
O gato pensando naquela partida que lhe fez com a flauta
E ela pensando como virar o safado de volta para sapo!...

Mas como castigar esses tão doces olhos que a observam
Com tanta meiguice e tristeza... ah! bem grande indecisão
a toma por sorpresa... que fazer! deixar ser, esquecer, ou
beijar o sapo sapeco de ontem... e hoje este meigo gato!

A princesa se entristece, seu coração em pranto pensando
Na tal magia cometida contra o coitado por tão negra bruxa
Que condenou o pobre ser a não ser mais que um gato...
Na espera do beijo da princesa que nunca lhe o iria dar...

****

Ah!... sapo e gato... que indecisão para esta princesa sapeca!
De Sapo fomos para Gato e agora de Gato para!... não sei não
Será que alguem saberá me tirar de tal confusão?...

****

Dedicado ao caro Poeta Carlos M, que de Sapo viro Gato (depois da Princesa Sapeca) e inspirado no poema deste belo Poeta "Salvando Besouro"

Salomé (A princesa sapeca)

Retrato de jeffsom

paradigma da agonia

Eu jamais esqueço, mas odeio que quer me lembrar...

coisa que a vida me fez ter em comum com a parodia de ser um alguem simples é ter que suportar a agonia de jamais saber o motivo do que tento intensivamente esquecer...

Nunca pensei que as coisas uma dia pode-se chegar a ser um paradigma que eu mesmo criei e eu mesmo enrolei, teci e agora não imagino um motivo para ainda estar aqui olhando pra o céu de estrelas claras e onividentes que prevêem não meu futuro mas o passado que o tempo não nega e as opções que jamais fiz...

Saber que o tempo é amigo do meu pior inimigo e dono do relógio que rege minhas forças me faz pensar se eu controlo o que faço ou se faço o que penso ser correto sendo controlado, será tudo isso uma maquina que é movida pelo ,meu imenso desejo de acreditar que sou eu que manejo o chicote e não o burro que puxa a carroça...

Penso que penso e acho que o rumo da estrada sou eu que trilho mais a duvida que me rege é se o controle é meu ou se sou eu o controlado.

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

BOCA DELIRANTE

Sábia e faceira...
No escuro procura
O percurso tateia
Entre aranhas e teias

Quer o fruto proibido
Mesmo que por viés errante
Lança seus lábios alucinantes
Vulvas... gritam vibrantes

Veias acesas e pulsantes
Deliram intensas... presentes
Bocas propensas aos mergulhos
Tecem fios em agulhas...fagulhas

Surtam nas ondas das amarguras
Dos indeléveis prazeres mundanos
São santas e profanas... as bocas...
Lânguidas e labiosas...curiosas

No frenesi sensual das buscas
Cospem a água benta ou veneno
Das palavras eróticas e obscenas
No passeio das salivas e cenas

Engolem e roçam gengivas
Letras em impulsos de ogivas
Contato do gozo e do orgasmo
Rangem frenéticas mandíbulas

Sevícias em carícias e malícias
Mastigam o remédio da cura
Indo ao encontro d’outros lábios
Na dança celeste das línguas

Festejam no tablado do céu
Na pele, na coxa, na gruta...em véus
Saciam o apetite feroz da fome
Ah! Desbocadas...ousadas...sem nome

Atrevidas, bagunceiras, sussurrantes...
Não há quem não se quede aos teus encantos
Sempre insinuantes...estão em todos os cantos
Satisfeitas, carentes como loucas e delirantes

Assim é a minha...a tua...a nossa boca?!

Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T990621

http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasbucolicas/990621

Retrato de CarmenCecilia

QUERO

QUERO

Quero...
Uma nova esperança
Quero...
A alma de criança
Quero...
Um novo amanhecer
Quero...
Renascer!
Quero...
Voltar a sorrir
Quero...
Um novo porvir
Quero...
Iluminar... Sonhar
Por mim me apaixonar
Quero...
Desabrochar e me achar...
Reencontrar!
Quero...
Um novo caminho
Sem desalinho
Quero...
Prosseguir
Sem retroceder
Sem ceder...
Quero...
Encantar-me
Fascinar-me
Cantar... Dançar
Quero...
Avançar...
E novamente
Minha felicidade buscar...

Carmen Cecília
11/05/08

Retrato de ANACAROLINALOIRAMAR

**NOSSAS ALMAS**

Adormeci e nada mais fiz,
Apenas minha alma,
naõ se acalma ,por querer a matéria,
descançar, para outra alma encontrar.
Depois do sono profundo, minha alma
sai pelo mundo ao encontro daquela,
a outra alma que esta a me procurar.

Noite de lua cheia minha alma, vagueia
em noite de luar para tua alma
encontrar.
Sinto cheiro pelas ruas, não é da lua,
mas sim da alma tua.
Que exala com o brilho da lua.

Nossas almas se encontram,
Ha! como é poetico esse momento,
que faz de nós meras almas apaixonadas,
que saem dos seus casulos corpos, para
poderem se encontrar, ja que com os corpos,
a distância permance, e o corpo adormece
para minha alma a tua poder namorar.

Nossas almas são espiritos aventureiros,
que amam no anoitecer,e no amanhecer
volta para seus corpos,e quem sabe, quando
os corpos se tocarem se encontrarem,
e juntos ficarem,
mas dos corpos estão distantes.
por isso a alma fica velejante

Precisamos logo ver e com o corpo
comparecer eu e você e nossas almas,
para juntos permanecer,e não ficarmos
vagando pela noite esperando nossos
corpos adormecer,para nossas almas
se ver.

Vamos juntar o útil ao agradavél,
minha alma ao brilho da lua, todas
as noite encontra a tua.
Meu corpo precisa te ter, para
minha e tua alma,não correr o risco
de uma hora se esquecer.

Anna

12/05/08

Retrato de carlosmustang

SALVANDO BESOURO

Vem princesa,vem ser feliz
Com alguém que sempre te quis
Não é combinação, mas o amor
Esperado com paixão.

Se você acredita, de um sinal
Estou passando mal
Nessa indecisão, amorosa
De uma menina garbosa...

Olá MInas, meu coração
Esta caido, por essa paixão
E não adianta comandar...

O meu corpo te espera
Linda docê donzela
O meu sobrenome sobre o seu.

Retrato de Enise

Movimento

Mais um video que estava aqui guardadinho e foi feito quando eu comecei a me animar a fazer videos...
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