Hoje estou tão carente
me sentindo solitário
Precisando de um carinho
querendo um abraço gostoso
alguém que me conforte
um corpo quente
junto do meu...
Preciso de uma amiga
uma amante que me dê prazer
só esta noite gelada
na qual me sinto desamparado
que saiba como sou
e que beije minha boca
Toque de leve meus lábios
Desperte meu desejo adormecido
e que acaricie minha pele com emoção
Transforma minha tristeza em tesão
Beijos carinhosos,
carinhos audaciosos,
vão teu corpo excitando,
e ao prazer te levando...
Aos poucos vou me entregando
ao prazer de ser todo teu
nem que seja só por essa noite
Entregando-se assim,
levo-te a um prazer sem fim...
seja como for...
mesmo que dure somente esta noite.
(Fouquet, 30 de julho de 2010)
É amor,
É magia...
Paz que me acalma,
Luz que me guia,
Sol que beija minha pele
deito-me na areia branca,
Deixo meu rastro
passas das minhas pegadas
Me contagio com você
espírito de uma mulher
que sonhei algum dia
Um amor que sempre quis...
Caminhando ao meu lado
Nas noites quentes
nos dias gelados
Ao amanhecer,
Ou...até na madrugada
dum dia qualquer
Sempre estarei presente
ao teu lado
neste longo e belo caminho
estando um junto ao outro
numa caminhada eternizada
com aquele sentimento
compartilhados por eu e você
A música toca...
ecoa em nossa alma
a mais doce melodia de amor
É o amor,
Feito canção...como cantiga
antiga...pura poesia...
silenciando nossas almas
compartilhando nossa vontade
nossos desejo mais intensos
Mesmo que foi um sonho
rápido e verdadeiro
foi magia...encantamento...
fantasia nossa
Feito magia verdadeira
feitiço do amor...
(Fouquet, 29 de julho de 2010)
O sorriso mostra o interior,
é o reflexo da alma...
sorrir não é só aparência
é transmitir a felicidade verdadeira
Ser feliz não é somente financeira
sorrir é mostrar que a vida é muito mais
O amor habita
mora...está guardado na minha alegria
Ser feliz
me satisfaz...aquece a alma
transpira num sorriso feliz
O sorriso é muito mais
é o reflexo da minha alma
habita e me faz sorrir
me satisfaz me dando alegria
Sorrir me faz forte...
alegre, sonhador,
Romântico, carinhoso, vivo, amoroso...
Ah... Como é gostoso ser harmonioso,
Deixar de ser aquele sofredor
que lamenta as pequenas coisas
e esquece que existem histórias piores
Tenho saúde...
não sofro de nenhum mal
Tenho amigos verdadeiros
alguns são colegas
mas há respeito mútuo
Num mundo que não perfeito
Sou imensamente feliz...
Dia e noite, noite e dia, haja sol ou chuva,
Alimentando a alma com as mais belas palavras
Aqueço minha alma
com a beleza...
com o lado gostoso da vida...
viver é tudo...sorrir
é estar feliz de alma
é sorrir com corpo e alma.
(Fouquet, 29 de julho de 2010)
Rua do Porto...
Reduto dos desencontros,
úmida, sombria e torta,
ancoradouro dos confrontos,
vazia de janelas e portas
onde o silêncio deixa uma fresta
e seu eco recua diante dela.
Rua do Porto...
Lugar de almas atravancadas,
sem calçadas, esburacada,
onde o sol se esqueceu de entrar,
onde a lua jamais vai brilhar
e as manhãs já não querem acordar.
Rua do Porto...
Onde a noite aporta sem lua
E um tapete umidificado de limbo
mofa a ilusão da chegada e da espera
de transeuntes que passaram por ela
ludibriados buscando quimeras...
Rua do Porto...
Beco onde a vida se infiltra
a procura de um brilho oculto
que lhe passe a ilusão de luar
ou revele nos recônditos dos seus vultos
uma alma de luz a brilhar...
_Carmen Lúcia_
Continuei minha jornada,
Qual cavaleiro, procurando a donzela amada,
Procurei e procurei... A natureza é minha testemunha,
Mas apenas encontrei, sinal de coisa nenhuma...
Pelo horizonte das memorias, te procurei,
Por entre o vale de alegrias e tristezas,
Nadei no rio de lágrimas que chorei,
Lavei-me de todas as impurezas.
Perguntei por ti aos pássaros e ao vento,
Um sinal de ti, era o que desejava...
Procurava por algum alento,
Mas, os pássaros nada me diziam... e o vento apenas soprava...
Quando finalmente te consegui encontrar,
A alegria de ver a mulher amada... Depressa a perdi,
Disseste-me que já não era o teu cavaleiro,
E que não devia ter procurado por ti!
Voltar a perder-te, depois de te ter encontrado,
Não me parecia bem, senti-me amaldiçoado...
Quando finalmente me consegui encontrar,
Pensei... E porque não voltar a tentar...
Já não me sorris como sorrias,
Já não vejo nos teus olhos,aquela luz de antigamente,
Já não me dizes que sou a razão de todas as tuas alegrias,
Subitamente sinto-me carente...
Deixaste-me vadio,
Nunca me ensinas-te a viver sem ti...
Vieste num corropio,
E puseste em causa tudo o que vivi!
Como posso eu desaprender tudo o que aprendi,
Viver sem passado nem presente,
Esquecer que um dia te conheci,
E esquecer esse beijo ardente...
Que faço quando me cruzar contigo?
Finjo que não te conheço?
Finjo que sou teu amigo?
Porque amigo teu, eu não sou, reconheço...
Sou muito mais que isso,
Sou o que um dia te fez sentir amada,
Um dia fui o teu compromisso,
Quero o passado... Porque no presente não te sou nada!
Espero serenamente fluir-me a inspiração...
Então navego, trafego pra onde quero ir...
Pra onde me lança o mais etéreo pensamento,
bem longe, onde ninguém possa alcançar
ou nunca a asa da imaginação irá pousar.
Transito entre versos que escrevo...
Eles me levam pra onde bem almejo...
Pé ante pé, correndo, a flutuar
quando irrompe em minh’alma o vazio
e feito nuvem carregada necessita transbordar.
Só a inspiração me livra desse gerúndio infindo
que tende a eternizar as ações do dia a dia,
cotidiano insano a se infiltrar em meu espírito
que a divagar vagueia espalhando poesia,
concretizando em versos o inverso da utopia.
_ Carmen Lúcia _
"Encalço"
da quimera inflamada em rasante acto de te abster...
na excessiva orbe de lasca rarefeita
aplicada à inópia dos iníquos
dos quais rapinam gotas de orvalho despido
por sede vasta e banal,
o sentido desferido de conclusão aguerrida,
é meramente informal...
do perante...
na dilatada noite fria
e intensa
e extensa
na extinção exacta em raspa imprecisa,
adiada de (in)decisão,
adiada por sonhos descendentes...
dela...
a menina alva dos olhos cor-de-leite
a nutrir os meus quadros reparados
de apreensão adjunta
e abnegada...
meta recta...
na dimensão rompida do conflito retido em lúrido padecer...
à resistência...
pois eu preciso deixar-te intercorrer
nas esferas obliquas e traçadas ao avesso,
em único ângulo de luz fluente que te sobressai
luz incessante
ofuscante...
a tua...
e lá, somente...
na calada vazia
da noite mais fria
em estrada desfiada
e expelida,
e conferida,
às curvas inferiores, ora quais, aquiescidas,
encobrem...
a pena esquálida do amanhecer em aresta letrada do rumo lascivo te verter,
ascendente...
parte de mim que levaste embora contigo...
na ofensiva alva de poder aplacado
(aos retóricos abrigos acossados de meus brados...)
e,
de algures tão remotos quais estamos a reter o toque,
que completa...
na ordem escassa e de horas incertas,
a comparar
e disputar...
oq?
em guerra das asas declaradas,
o que vale em pote de ouro,
é o lacrar de causas,
ao evento aos teus olhos...
quais fitam o atroante pulsar de minha toda vida.
Como nau errante
navego nas ondas do teu corpo,
viajando de encontro ao por do sol.
Descobri cores fascinantes
E brisas de azul cintilante
Segui rumo ao norte,
para terras distantes
Onde as águas eram revoltas
E o cheiro de maresia se fazia sentir
A linha do horizonte
onde se uniam era visível,
Bem marcada!
Sem principio … sem fim.
Caminhei rumo ao infinito
Em águas de sonhos e emoções
encontrei sorrisos e olhares
e um porto seguro…
teus braços me receberam
com sorriso olhando fundo
profundamente avistando o teu brilho
um espelho que reflete
o verdadeiro reflexo da tua alma...
Minhas mãos finalmente encontram
o molde perfeito na tua pele
a minha pele também sentiu…
Sente…o aproximar das tuas mãos
o aproximar dos nosso corpos
espantando a solidão
aproximando nossa paixão.
(Fouquet, 23 de julho de 2010)
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