insegurança

Retrato de Felipe Ricardo

Mente Insana

Veja como é interressante esta louca e trivial
Essencia humana, jamais sabe o que realmente
Quer ou simplesmente cai nos seus desejos mais
Insanos e crueis, pois somente assim saciamos
Os nossos desejos mais escondido e tenebrosos
Onde a cada louco segundo vai lacerando esta
Dolda e disforme espiral da mais complexa e terna
Consiencia triste que pouco a pouco morre e some

Não mais perfeita penumbra de dor e caos que assim
Se apresenta e devora nossas almas fazendo delas
Poucas palavras de odido e rancor, que mais uma
Vez nos faz cair, sofrer, amar, viver, chorar e morrer [...]
Vamos essencia que se diz forte e incisiva, onde da
Maneira mais futil rege os atos deste meu mundo que
Com tanto esmero criei e que agora vejo se repartir em
Luz e Silencio... Vamos me parta ao meio e assim me unte

No mais doce prazer de ser morto por tais palavras que
Assim profiro no leito de minha finita e eterna morte que
Junto com as velhas estrelas se faz prisão para esta novas
Flores que assim teimei em dar a vida sem dar importancia
Para que as guardavas, pois para o inferno aqueles que
Forma a escoria dos que antes matavam os meus futuros e
Nem sequer estendiam as mãos para lançar o derradeiro
E fulminante golpe da lança que que vive em meu peito [...]

Mas digo a eles e a ela que agora, que só agora, acordo para
Destruir e cunsumir as tristezas de quem tanto me fere e
Tentar me destrui, pois tais criaturas por mais baixas que sejam
Nem sequer a minha colera merecem, já que eu devorador de
Sonhos desejo apenas o meu alimento e saciar esta minha louca
Vontade de durmi e esqueçer estas loucas palavras que assim escrevo[...]

Retrato de Peter

A nossa era

Neste nosso planeta
Todo se transforma
Com rapidez de um cometa
Tudo se diz, logo se informa

As novas notícias correm
Os leitores são pouco informados
Os jornais preste a serem reformados
Pela nova comunicação que todos querem
A velocidade da internet
Faz com que toda a gente se conecte

O interesse sobrepõe a verdade
E muitos esquecem-se da realidade
Vivem entre o escândalo e banalidade
A tradição da informação
Agora está remetida a outra dimensão

A nova era da comunicação
É um novo negócio
Nesta idade da globalização
O jornalista é um sócio
A notícia é o seu produto
E a verdade o seu último reduto

Retrato de Graciele Gessner

Medos e Fobias. (Graciele_Gessner)




É quase impossível que alguém não tenha medo ou fobia de algo neste mundo transfigurado. Quando existe certo exagero nos sintomas já é doença e precisa ser tratado. É óbvio que muitos casos são causados por alguma inquietação, ou até da própria imaginação. Psicólogos e psiquiatras sabem bem como é isso. Muitos casos são tão graves que precisam de intervenção medicamentosa. Mas a pergunta que se faz necessária: porque sentimos medo ou fobia?

Ninguém nasce com o problema, pelo menos assim eu penso. Os medos e as fobias são circunstâncias da vida que levamos. Não temos proteção emocional para evitá-los. Somos atacados facilmente e dependendo da intensidade só tratando. A vida tem destes sentimentos, e como evitá-los?


06.02.2010

Escrito por Graciele Gessner.


*Se copiar, favor mencionar a devida autoria. Obrigada!

Retrato de Claudio fischer

Metade.

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Metade.

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Composição: Oswaldo Montenegro

Retrato de Claudio fischer

Poema 20. De Pablo Neruda.

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Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda

Retrato de Carmen Lúcia

Estratagemas (a vida em ão)

Perco o chão,
prendo a respiração,
ouço meu coração...
Vibro de emoção,
morro de paixão,
transbordo excitação...

Canto uma canção,
toco um violão...
Digo sim e não,
qualquer que seja a razão.
Fico na solidão,
só, na imensidão...

Grito um palavrão
em prol da libertação...
Saio da prisão;
o sol embaça a visão,
habituada à escuridão.

Olho pra multidão
andando sem direção...
Arrisco uma reflexão,
faço uma confissão,
entrego-me à oração,
me doo à conversão,
me agarro à religião
libero a devoção
sem noção ou pretensão...

Discuto a relação,
eterna procura de solução...
já tenho o não;
quem sabe um sim, então.
Por que não?

Procuro temas,
estratagemas,
cenas...
isentas ou não de problemas,
obscenas ou serenas,
profundas ou amenas...

Enfim, busco da vida
o poema.

Carmen Lúcia

Retrato de Sara Malheiros Ramos

Apenas Palavras!!!

Tento procurar palavras que possam me descrever novamente, o que sinto e o que deixo de sentir, algo que me perturba, que me amedronta e perguntas que eu mesma nem corro atrás.
A segurança e a insegurança percorrem meu dia e cada momento que passo com meus pensamentos, que fazem eu ficar triste e alegre e fazem-me despertar e dormir ao mesmo tempo.
.Os dias passam e pensamentos também, pensamentos grandes, pequenos, apenas pensamentos, podem ate ser perigosos ou bondosos, podem construir ou ate mesmo destruir.
Por isso vivo todos os dias sem saber mais o que me aguarda, só percebi que deveria viver tudo intensamente independente do ocorrido.
Percebi nesses últimos dias que a vida é instável que muda toda hora, mas ela só muda realmente quando você faz dela um desastre para você mesmo. Quando você faz questão de quebrar as regras que você mesmo impôs.
Isso aqui são apenas palavras misturadas, pelos pensamentos mais misturados ainda, vivo ultimamente um conflito dentro de mim mesmo, sem mais perguntas sem mais respostas, apenas confusa cada vez mais.
Apenas palavras só que a diferença é que elas são escritas.
E as faladas simplesmente voam ao vento e saem também dos pensamentos, são esquecidas assim como promessas que jamais são cumpridas como regras que foram feitas para serem quebradas, talvez para sempre te mostrar que a uma nova estrada.

Retrato de Jessik Vlinder

Sensibilidade

... Eu espero q o tempo caleje a sua sensibilidade, não demasiadamente para deixá-la cega diante dos detalhes essenciais da vida, mas suficiente para tornar suas emoções menos pesadas. É mto raro encontrar pessoas sensíveis e, particularmente, eu admiro mto as que são, mas quando esta se torna uma porta de entrada para as sensações, pode se tornar uma cruz...
Buscamos eternamente o equilíbrio não é minha amiga.

Para Faby
21 de Fevereiro de 2010
00:01 hs

Retrato de Evandro Machado Luciano

Jazidas Aluvionais

Um estampido acorda a madrugada
Predizendo na aurora, os homens do rei
Fardados, gritando: - Vigésima Brigada!
Trazendo nas mãos, o sangue da lei

Nos bolsos cheios de ouro
Choram anjinhos perdidos no céu
Nas patas vermelhas do pingo crioulo
A herança da triste ganância cruel

Mal sabem que a volta é mais curta
Para os que traçam intricados caminhos
Quando notarem a barba hirsuta
Estarão jazidos sob o ouro – sozinhos.

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