Eu jamais esqueço, mas odeio que quer me lembrar...
coisa que a vida me fez ter em comum com a parodia de ser um alguem simples é ter que suportar a agonia de jamais saber o motivo do que tento intensivamente esquecer...
Nunca pensei que as coisas uma dia pode-se chegar a ser um paradigma que eu mesmo criei e eu mesmo enrolei, teci e agora não imagino um motivo para ainda estar aqui olhando pra o céu de estrelas claras e onividentes que prevêem não meu futuro mas o passado que o tempo não nega e as opções que jamais fiz...
Saber que o tempo é amigo do meu pior inimigo e dono do relógio que rege minhas forças me faz pensar se eu controlo o que faço ou se faço o que penso ser correto sendo controlado, será tudo isso uma maquina que é movida pelo ,meu imenso desejo de acreditar que sou eu que manejo o chicote e não o burro que puxa a carroça...
Penso que penso e acho que o rumo da estrada sou eu que trilho mais a duvida que me rege é se o controle é meu ou se sou eu o controlado.
QUERO
Quero...
Uma nova esperança
Quero...
A alma de criança
Quero...
Um novo amanhecer
Quero...
Renascer!
Quero...
Voltar a sorrir
Quero...
Um novo porvir
Quero...
Iluminar... Sonhar
Por mim me apaixonar
Quero...
Desabrochar e me achar...
Reencontrar!
Quero...
Um novo caminho
Sem desalinho
Quero...
Prosseguir
Sem retroceder
Sem ceder...
Quero...
Encantar-me
Fascinar-me
Cantar... Dançar
Quero...
Avançar...
E novamente
Minha felicidade buscar...
Carmen Cecília
11/05/08
POESIA
JOANINHA VOA
EDIÇÃO
CARMEN CECILIA
MÚSICA
UN NOM D' UNE FEMME
Quando eu sonhava
Sempre que eu sonhava
Pensava ter teus sonhos
Nos meus!...
E no sonho
Eu via-te e sentia-te
E quando acordava
Tu estavas lá
Não eras uma imagem
Fugidia
Eu tocava-te
E alcançava-te
Sabia de prazer
E de dor
Agora desperta
Que vejo eu?
Raio incerto
Um trajecto
Descaminhado
Vagão descarrilhado
Imensa solidão
D´um pensamento
Atrofiado
Que nunca foi projectado
No tempo que era tempo
No tempo que era dado
Quando eu sonhava
Pensava que tínhamos
Os mesmos sonhos
Os dois!...
Rir Sem Limite. (vídeo poema)
.
.
.
Rir da vida insana.
Rir do que já foi...
Rir do que já poderia ter sido.
Rir do que a vida nos presenteia.
Rir do sol a cada alvorecer.
Rir da alma desnuda.
Rir do que nos parece sem noção.
Rir da liberdade camuflada.
Rir do conteúdo sem inspiração.
Rir do que a imagem tenta transparecer.
Rir do que muitos se fazem de cegos.
Rir da hipocrisia dos infelizes.
Rir, apenas rir sem limite,
Com a satisfação da missão cumprida.
Rir dos que pensam que sabem.
Rir do controle que nos aprisiona.
Rir da vida que escolhemos.
Rir do destino que cultivamos.
Apenas a vontade louca de rir.
Rir ao amar, ou pelo menos tentar.
Rir pelo que você conquista.
Rir e vibrar por tudo insignificante.
Ria desta vida maluca!
Graciele Gessner
.
.
.
Certamente rir é o melhor remédio!
Cura todos os males sem mistério
Cicatriza todas as feridas
E traz leveza a vida...
Deixa o mundo a florir...
E a paisagem vem colorir...
Leva as tristezas prá longe
E faz com que a vista se alongue...
É uma benção divina
Que beleza descortina
E a todos ilumina...
Rir com vontade...
Gargalhar de verdade...
Que grande felicidade!
CarmenCecilia
....VAZIO....
Que vazio é esse?
Que toma conta de mim
Sinto-me como um objeto sem valor
Jogado de lado sem nenhum sentimento ou dor
Nada me anima
Nada faz sentido
Nada mais me da prazer
Parece que não preciso viver
Como se o brilho saísse do meu olhar
Como uma luz que se apaga
Como uma flecha lançada
Não tenho vontade de mais nada
Talvez eu seja a pessoa errada
O problema e só meu
Devo seguir o destino que Deus me deu....
http://br.youtube.com/watch?v=D997Jw11qDo
Com seus nervos em frangalhos
Todas suas veias se incendeiam
O poeta está calado...assustado!
Meio trôpego... meio baratinado
Está entorpecido...pobre coitado!
Sonhava, aspirava, ansiava,
Desenhava, previa, queria,
Desejava, rascunhava, antevia
Pelo amor da sua triste vida
E como versou enlouquecido...
Seus gritos, sussurros, murmúrios
Palavras com e sem sentido...incontido!
E distraído...sem nenhum alarido...
Pela milimétrica fresta... ela entrou!
E o atingiu bem no alvo
Ele baqueou e quedou...
Seu coração irrequieto...pulou!
Num acelerado movimento pendular
Ritmo ensandecido da paixão a pulsar
Agora cambaleia como ébrio louco
Anestesiado...atingido...pelo torpedo!
Está invadido por imagens e sons
Sonhos e realidade se misturam...
No vazio...no conteúdo...da sua poesia
Nos impulsos...desse susto...fantasia
Projeta seu mais alto vôo ao paraíso...
Onde a terá em seus braços cansados
Àquela amada por tanto tempo sonhada
Cantada e decantada pela estrada...
Nas suas caminhadas...nas disparadas
Almejando a felicidade como morada
E tudo agora como num passe de mágica
Se aquieta à sua volta...como reviravolta
Porque ela acenou... chegou! Sim! Ela mesmo!
A sua doce poetisa... sua eterna namorada.
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 27/04/2008
Código do texto: T964075
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/964075
ANJO
Anjo venha e me guarda
Não fique na retaguarda...
Livre me de maus fluidos
Do que não tem sentido...
Sentimentos em turbulência
E de qualquer má influencia
Venha e pouse sua mão...
Mesmo na contramão...
De todo o senão...
Diga não e dê-me a mão
Orienta meu coração...
Voe o mais alto possível
E me leve invisível...
Desse tudo que é instável
Carmen Cecília
DESSA VEZ GANHEI A EDIÇÃO DESSE MEU POEMA DA MINHA QUERIDA AMIGA ROSANA!
ESSE AMOR
Esse amor
Que me corrói... Dói-me
Consome-me
Quando você some...
Que me vira do avesso
E me tira do sério
Esse amor mistério...
Esse amor sincero...
Esse amor desamor!
Que flui sem controle
E me deixa mole
E não tem o que console
Que me comprometo e prometo
Deixa-me completo e incompleto
Meu afeto
Meu desafeto!
Que me tira do prumo
Deixando-me sem rumo
A vontade escorregadia
E de mim fez moradia
Arrebata-me...
Mata-me
E num segundo
Faz girar o mundo
Deixa-me inerte e sem norte!
Despedaça-me. Ameaça!
E com uma mordaça
Sou caçador e caça
Ah! Esse amor
Devora-me... Arvora-se!
Fascina-me e alucina-me
Esse facínora.
Que de mim se assenhora
Mas que quando vai embora
Deixa-me assim
Sem saber mais de mim!
CARMEN CECILIA
PALAVRAS
Palavras...
Soletradas...
Desencontradas
Encantadas.
Sem sentido
Coloridas
De emoção
E comoção
Do coração
E da razão
Mescladas
Infladas
E aladas...
Vislumbram
Vibram
Consoantes
E vogais insinuantes
Num vai e vem
Incessante
Mudam
Permutam
O som...
Ecoam
Buscam
Rebuscam
Sonhos
Entremeados
De achados
E significados
Palavras semeadas
Germinam
Conjugam verbos
Advérbios...
A rotina
E o mistério...
Idéias... Ideais...
Sem iguais
Um universo
Inverso...
Em prosa
E verso..
Palavras
Apenas palavras...
Carmen Cecília
DÉJÀ-VU
Às vezes fico a pensar...
Relembrar
Ecos...Crises...
Reprises
Você vem ...
E está tubo bem...
Nuvens de chumbo vem...
E o arco íris trás cores do além...
Não de cores vívidas...
Mas acinzentadas...
Por ti assinadas...
Que me deixam assim sobressaltada...
Pois tudo tem sabor...
De sobrepor...
O que já passou...
Esse déjà vu de saborear a dor...
Silencio...Estou aqui por amor...
Já estando...Questionando-me...
Essa sensação dupla impulsionando-me...
Que venha a tempestade!
Mas que seja única....
Sem túnica...
Encharque-me a alma...
Mas sobretudo me traga calma...
Pois nesse déjà-vu o que me desdobro...
É ser seu dobro..E é o que me cobro....
Você é o que procuro...
Meu porto seguro!
Carmen Cecilia
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