paz

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

Perfume de mulher

No salão propagava
Aromas pelo ar
Numa adorável sensualidade

Entre tatos um convite a dançar...
Seu olfato a chamava como brasa
Sentindo uma agradável sensação

Nascida da pulsante emoção
Entram garbosos no salão
Estremecem com tamanha sedução

Toda entregue em suas mãos
Ele a protege...circula e rodopia
Pernas, braços, corpos entrelaçam

Rostos colados...devotados...na canção
Entre os acordes dos violinos
Piano e acordeom acompanham o tango

Que enternecem... movidos pela ação...
O espetáculo de beleza que se vê...
Naquele par a bailar na pureza de ser

Compasso, passo a passo alucinante
Fascinante, estonteante...explosão!
Em círculos, rodopios, lado ao lado

Com a agilidade nos braços
Colam os rostos, trançam as pernas...
O perfume que evapora na imaginação

Silêncio abafado nas mesas, cadeiras
Os olhares atentos brilham, sorriem...
É a magia da música...da musa portenha

Domínio pleno... do macho e fêmea
Adornados pelos passos
Ela vibra no toque dos ternos abraços

Cenário...imagens...momentos perfeitos
Nunca o amor dançou tanto e tanto...
O par viril é arte pura

São duas almas dançantes
Voando ritmadas delirantes
No ambiente ...pulsantes!

Em estado sutil de encantamento
Nessa noite dos mais elevados sonhos
Coroada com aplausos dos presentes

Aos dois bailarinos intensos e contagiantes

Hildebrando Menezes

Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2008
Código do texto: T992816
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdealegria/992816

Retrato de Cabral Compositor

Num Piscar de Olhos

Num Piscar de Olhos

Catou um monte de ideias
Saiu pelas ruas, viu arvores, esquinas e comercio
Muita gente em vestes
O calçamento, cores nos carros, nas casas, em tudo
Cheiro de café, de flores
Um grito, uma musica e o canto dos pássaros
Ruido de motores, uma velha varrendo a calçada, folhas secas caidas
Uma praça, uma torneira aberta
Um céu azul e nuvens brancas
Um varal com roupas ao vento
Um Sol, nem quente, nem morno
A alma e as batidas do coração
Uma oração na mente
Um sonho, uma vida em frente
Uma brisa leve
Um dia, um tempo nesse momento, na memória, na historia
Num piscar de olhos atentos
E as mãos em poesia

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

QUERO VOAR!

Não apenas um vôo qualquer...
Mas no colo de quem me quer
Que me trate com carinho

Que ria e chore comigo
E me diga...querido amigo...
Como é bom estar contigo

Me roce...coce minhas costas
Conte uma piada bem gostosa
Mostre que me ama no olhar...

Cative devagar... a minha vida
Eu também a chame: Querida!
Nossas entregas sejam sinceras

Longe...as saudades batam à porta...
Perto...não dê vontade de ir embora
Presença da paz a qualquer hora

Ao pensar em falar uma palavra...
Nem precise ela sair da boca
Apareça logo... no teu ouvido

Que nossos silêncios gritem
No mais sutil entendimento...
Sem nenhum constrangimento

Nossas almas dancem ao vento...
Plumas leves de contentamento
Saboreando os belos momentos

Na riqueza da maior simplicidade
Mãos namorando... de felicidade
Gestos fartos, ternos e fraternos

Vivendo na terra... o paraíso...
Sem os sustos...os sobreavisos
As neuras das inúteis brigas

Só os leves, deliciosos e suaves ciúmes...
Confiança, sem cobranças e queixumes
Será que é sonhar muito querer assim?

São apenas uns pensamentos, meu amor!
Para a gente refletir... sem sentir dor...
E quem sabe a gente não consegue?

Só nos custa...tentar...alçar esse vôo

Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2008
Código do texto: T991545
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdepaz/991545

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

Seo Bastião...

Verdureiro...É o rei da feira
Abre a boca e solta a fera
Cantarola com suas caçarolas
Cantigas para vender calçolas

Faz de tudo para ganhar uns trocos...
Sua goela é poderosa...como soco!
Ao soltar a sua voz forte e estridente
Alegra a garotada...risos nos dentes

Tem uma dúzia de filhos dependentes
Que vivem sempre magrelos e doentes
Mas Seo Bastião não amolece, não!
Vai à luta e grita com todo seu pulmão.

É da sua labuta...do seu suor que ganha o pão.
Não se importa com as chacotas, nem lorotas...
Dos ricaços das cidades...faz até troça...
O que importa e o conforta é a tralha

Planta, colhe e vende a sua verdura
No seu 'carrinho quitanda'...vida dura!
Lá vai Seo Bastião com seu bocão
Se alguém rir dele...coça os 'culhão'

Ah! Seo Bastião o que seria da emoção...
Se não fosse o seu enorme vozeirão?
Nesse mundo tão perverso e desigual
Onde todos se calam...não lhe dão a mão?

Chova ou faça sol... tem que vender a sua fruta
Faltam-lhes outras rendas...além dessa quitanda
A vida lhe foi injusta...sem estudo...nem conteúdo
Só lhe restou botar a boca no mundo

Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T991403
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/991403

Retrato de Hildebrando Souza Menezes Filho

Entre os cafunés...

Teus versos tão bonitos
Burilados, bafejados, sussurrados
Entraram em meus ouvidos...

Como sopro de uma brisa
Acalentando veias e ossos
Fiquei em estado de encanto...

Como se as palavras roçassem
Dos pés à cabeça... tocassem!
Em carícias suaves e delicadas

Inebriado estou... como gato afagado
Rosnando...espreguiçado pra todo lado
Meio tonto...’troncho’... abobalhado

Pêlos eriçados entre bocejos
Foram letras repletas de beijos
Solfejos de mil desejos

Que do sol... à lua...tudo brilhou!
Nuvens sorriram...gotas de orvalho caíram
Flores abriram e pássaros cantaram

Tudo verteu fantasia e poesia...
A noite se fez dia de alegrias
Árvores, montanhas, planícies

Paisagens, cidades, miragens
Orquestras tocaram sinfonias
Queixos caíram...bocas se abriram

Sentindo...inalando o teu perfume
Multicores desenharam esplendores
Colorindo, esculpindo os amores

Esquecidos dos queixumes e dores
Descobertos os caminhos e veios
Fulgurando horizontes distantes

Saciando a saudade das ausências
Lambidas as emoções e carências
Embebido no suco da fruta e da labuta

Degustadas as sanhas e suas manhas
Que gotejaram de minhas pálpebras
Da abelha... mel escorrido das favas...

Adocicaram meus lábios salgados
Dinamitando todos os meus enfados...
Fazendo o vulcão interior cuspir lavras

No carinhoso ensandecido movimento
Realizando sonhos...matando lamentos
Que sentimento gostoso e sem protocolo

Planastes... da tua alma... à tiracolo...
Agora já posso alçar vôo neste solo
Embevecido ao encontro do teu colo

Sem teias de aranha no sótão...
E nem o veneno das lágrimas
Adormeço em teus braços...

Já pulsando o enlaço dos abraços

Hildebrando Menezes

Obs: Inspirado no vídeo ‘Cafunés’ da Enise
http://www.youtube.com/watch?v=4i88NQ-yFgo
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 14/05/2008
Código do texto: T988668
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/988668

Retrato de CarmenCecilia

QUERO

QUERO

Quero...
Uma nova esperança
Quero...
A alma de criança
Quero...
Um novo amanhecer
Quero...
Renascer!
Quero...
Voltar a sorrir
Quero...
Um novo porvir
Quero...
Iluminar... Sonhar
Por mim me apaixonar
Quero...
Desabrochar e me achar...
Reencontrar!
Quero...
Um novo caminho
Sem desalinho
Quero...
Prosseguir
Sem retroceder
Sem ceder...
Quero...
Encantar-me
Fascinar-me
Cantar... Dançar
Quero...
Avançar...
E novamente
Minha felicidade buscar...

Carmen Cecília
11/05/08

Retrato de CarmenCecilia

MÃE...DOAÇÃO DA VIDA ( VÍDEO POEMA)

HILDE QUERIDO AMIGO!

Aqui vai um presente por esse dia especial...

Teu poema tá lindo e como uma das suas primeiras amigas de orkut, acompanhei você e tua dor em relação a Dona Aida tua mãe...

Sei como é dificil ver nossa mãe sofrendo a cada dia...

E você continua magnânimo em teus sentimentos depois da perda dela, homenageando todas as mães e a tua agora em oração.

Beijos

Carmen Cecilia

MÃE…DOAÇÃO DA VIDA

POESIA
HILDEBRANDO MENEZES

EDIÇÃO
CARMEN CECILIA

MÚSICA
AVE MARIA

INTERPRETAÇÃO
ROBERTO CARLOS & PAVAROTTI ( DUETO)


Retrato de Enise

Movimento

Mais um video que estava aqui guardadinho e foi feito quando eu comecei a me animar a fazer videos...
.


Retrato de CarmenCecilia

VÍDEO POEMA MÃE

VÍDEO POEMA MÃE

POESIA
CARMEN CECILIA

EDIÇÃO
CARMEN CECILIA

MÚSICA
AVE MARIA DE SCHUBERT

INTERPRETAÇÃO
ANDRÉ RIEU


Mãe!

Reverenciamos todas as mães em orações...
E a homenageamos em todos os lugares...
Senhora de todos os lares
Por tudo que somam e representam...
Do teu ventre a vida...
Do teu seio o alimento...
A seu faminto rebento...
No teu colo abrigo a todo o momento...
Mãe... sinônimo de amor...
Que sempre busca o melhor...
Mãe ...esposa , amante, amiga, profissional...
Seja o que for. Está sempre ao nosso redor!
E o mundo fica sempre em flor...
Pois pra tudo dá cor e sabor...
Mãe ...Mulher instinto ...Labirinto...
Mulher absinto!
Ah...mulher!
Todo teu ser...
É um constante bem querer...
E em ti está todo o poder!
Coração de mãe...
Genuína doação...
Eis me aqui pedindo sua benção...
Pela sua eterna dedicação...
Aceita aqui os beijos mãe...
Daquela que foi moldada por ti...
E por ti se sente guardada
E eternamente amada...

Carmen Cecília

Retrato de DRESS

JÓ 38 *~

1 DEPOIS disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo:
2 Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
3 Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás.
4 Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.
5 Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
6 Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina,
7 Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?
8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre;
9 Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa?
10 Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,
11 E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas?
12 Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar;
13 Para que pegasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela;
14 E se transformasse como o barro sob o selo, e se pusessem como vestidos;
15 E dos ímpios se desvie a sua luz, e o braço altivo se quebrante;
16 Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?
17 Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte?
18 Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto.
19 Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar;
20 Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa?
21 De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias!
22 Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva,
23 Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
24 Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?
25 Quem abriu para a inundação um leito, e um caminho para os relâmpagos dos trovões,
26 Para chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há homem;
27 Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva?
28 A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?
29 De que ventre procedeu o gelo? E quem gerou a geada do céu?
30 Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela.
31 Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion?
32 Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos?
33 Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra?
34 Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
35 Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?
36 Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento?
37 Quem numerará as nuvens com sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os esvaziará,
38 Quando se funde o pó numa massa, e se apegam os torrões uns aos outros?
39 Porventura caçarás tu presa para a leoa, ou saciarás a fome dos filhos dos leões,
40 Quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas?
41 Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?

Conteúdo sindicado