Hoje estou tão carente
me sentindo solitário
Precisando de um carinho
querendo um abraço gostoso
alguém que me conforte
um corpo quente
junto do meu...
Preciso de uma amiga
uma amante que me dê prazer
só esta noite gelada
na qual me sinto desamparado
que saiba como sou
e que beije minha boca
Toque de leve meus lábios
Desperte meu desejo adormecido
e que acaricie minha pele com emoção
Transforma minha tristeza em tesão
Beijos carinhosos,
carinhos audaciosos,
vão teu corpo excitando,
e ao prazer te levando...
Aos poucos vou me entregando
ao prazer de ser todo teu
nem que seja só por essa noite
Entregando-se assim,
levo-te a um prazer sem fim...
seja como for...
mesmo que dure somente esta noite.
(Fouquet, 30 de julho de 2010)
Perdoe-me por decepcionar-te assim
por um instante esqueci
que ainda não consigo amar
esqueci-me nem a mim mesmo
consigo amar verdadeiramente
Não é falta de vontade
é falta de amor próprio...
Perdoe-me por não ter te compreendido
por um instante divaguei
pensei que conseguiria superar
aquele amor que me deixou marcas
que não sai da minha cabeça
e que assombra minha caminhada
Não consigo explicar
sinto-me com medo...receio
para amar alguém novamente
Perdoe-me pela frieza
como tratei nossa relação
foi rápida...passageira...
mas meu coração anda fragilizado
parece estar ocupado
com a falta de um amor verdadeiro
Falhei com você...
mas o que posso fazer
se nem consigo amar a mim mesmo
Perdoe-me se fiz-te pensar
que te queria amar realmente
ou se apenas queria matar minhas carências
meu desejos de homem...
vontade de ser humano carente
estou carente de carinhos...
Perdoe-me ainda, por amar outra pessoa,
E num momento confuso com esse amor,
Causei-te imensurável dor.
Mas só quem ama como eu amei
sabe quão dificil é esquecer
o amor que tinha pela outra pessoa.
Pedir-te perdão uma vez mais...
só me resta implorar-te
ajoelha-me aos teus pés
e me desculpar só mais uma vez.
(Fouquet, 30 de julho de 2010)
_Sempre!
Rua do Porto...
Reduto dos desencontros,
úmida, sombria e torta,
ancoradouro dos confrontos,
vazia de janelas e portas
onde o silêncio deixa uma fresta
e seu eco recua diante dela.
Rua do Porto...
Lugar de almas atravancadas,
sem calçadas, esburacada,
onde o sol se esqueceu de entrar,
onde a lua jamais vai brilhar
e as manhãs já não querem acordar.
Rua do Porto...
Onde a noite aporta sem lua
E um tapete umidificado de limbo
mofa a ilusão da chegada e da espera
de transeuntes que passaram por ela
ludibriados buscando quimeras...
Rua do Porto...
Beco onde a vida se infiltra
a procura de um brilho oculto
que lhe passe a ilusão de luar
ou revele nos recônditos dos seus vultos
uma alma de luz a brilhar...
_Carmen Lúcia_
Num canto da sala rabisco um poema...
Fala de flores, matizes e cores,
ignora as dores,
realça os amores...
Leveza nos versos,
suavidade no tema...
A televisão enfoca terrível cena...
a morte do filho da Cissa...
a quem à assista
não há quem resista
à imagem da dor...
Desligo a TV,
não há como conter
o que está a ocorrer,
nem como avaliar
uma dor tão doída
que no peito se loca
pra nunca sair.
Fico a imaginar
a perda de um filho
ceifado do seio
do amor, do convívio,
como se vida
fosse um brinquedo
pra se descartar...
E em seu lugar
fica o peito rasgado,
rosto desfigurado,
expressão inefável,
o retrato da dor.
E a imagem se amplia
na tela da vida,
são tantas as Cissas
que engolem esse fel...
Entro em parafuso,
pensamento confuso...
Entre poema e comoção
não sei se apelo
à razão ou à emoção.
Meus versos distorço
e forço a razão
a se sensibilizar,
pois meu coração
solidário à emoção
quer agora chorar.
_Carmen Lúcia_ :(
Destruído...
é assim que me sinto
Derrotado...
é assim que me vejo
Desprezado...
é assim que me considero
Lutei tanto, cedi tanto, briguei tanto
e no fim...me dei mal
Dizem que a esperança é a ultima que morre,
mas a minha,
já foi sepultada faz tempo!
Meu amor me desprezou
depois que perdi meu emprego
mas muito antes meu negócio não vingou
O que me movia era o amor,
que cego me impulsionava ,
insistente, resistente...
me mantinha ligado no mundo
Fechei os olhos pra razão e segui adiante,
pisando firme em seu solo arido.
Mesmo assim a fé em meu amor me levava a
ultrapassar os limites da minha força.
Tanto empenho,
tanta emoção,
tanto sentimento...
não serviu para nada
foi jogado fora como lixo,
sendo desprezado e
deixado na beira de uma estrada qualquer.
Agora... sozinho e ferido,
mal consigo carregar no peito
uma certeza...
que meu amor por você
foi verdadeiro...,
tentei de tudo...
e você me descartou...
como um nada...como papel velho...
por isso estou assim
Destruído...derrotado e desprezado.
(Fouquet, 26 de julho de 2010)
Encontro-me...
nas profundezas do meu ser
desta forma afloram sentimentos
transbordam minhas sensíveis essências
puras emoções que transparecem
límpidas palavras da minh'alma
intensas palavras
que falam e transmitem
a minha vontade...
os meus desejos mais profundos
meu ser se expõem ao mundo
o que meu coração
meus sentimentos transpiram
exalam pelos poros
a vontade de amar
a necessidade do contato
a troca de esperanças
onde a alma comunica-se com outras
o abraço entre seres viventes
entre seres humanos
verdadeiros...intensos na busca
É nas palavras que me encontro
que me confronto,
e outras vezes me perco
ou até me encontro nos sonhos
nas palavras que brotam
florescem da alma do poeta
todo poeta é errante
peregrino das palavras
caminhante nas letras
em folhas brancas transformam
exalam as mais belas poesias
fragmentos de vidas vividas
sentimento de momentos passados
momentos transcritos
pelos escritores...poetas...
seres pensantes...humanos espíritos
seres humanos.
(Fouquet, 21 de julho de 2010)
Precisa-se
De pessoas que questionem, não só contestem, mas pela necessidade intima de só aplicar as melhores idéias que mostrem sua face serena de parceiros legais, sem se mostrar superiores nem inferiores, mas ... iguais.
Precisa-se
De pessoas ávidas por conhecimento, que desejam aprender e que se orgulhem de absorver o novo, o atual , pessoas com coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados, sem medo de errar.
Precisa-se
De pessoas que construam suas equipes e porque não sua familia e se integrem nelas, que não tomem para si o poder, mas saibam compartilhá-lo, pessoas que não se empolguem com seu próprio brilho, mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto na empresa e na familia.
Precisa-se
De pessoas que enxerguem as árvores mas que também prestem atenção na magia da floresta, que tenham a percepção do todo e da parte. Seres humanos justos, que inspirem confiança e demonstrem confiança nos parceiros, com amores e amigos estimulando-os, energizando-os, sem receio que lhe façam sombra e sim se orgulhando deles.
Precisa-se
De pessoas que criem em torno de si um ambiente de entusiasmo, de liberdade, de responsabilidade, de determinação, de respeito e de amizade, nunca esquecendo de alegria e confiança entre pares, entre seres humanos iguais, semelhantes em muitas coisas.
Precisa-se
Cada vez mais de pessoas que não vivam somente pelo dinheiro, que não foquem suas vidas em aparências, que amem a sua vida e a vida alheia, que não matem as pessoas apenas pelo fato delas atrapalharem o seu caminho, de pessoas cada vez mais humana, cada vez mais verdadeiras, que queira viver realmente, que tenham alma, que tenham vida interior, que não tenham vergonha de serem elas mesmas, que brinquem e que levem a vida de bem com ela.
Precisa-se
De crianças que respeitem os adultos, que ouçam o que eles tem a ensinar, mesmo que seja uma simples palavra ou até mesmo um velho ensinamento, tudo é valido nesta vida, tudo nos ajuda a crescer, a ver o mundo com outros olhos, que todos respeitem a todos sem competição. Competir é muito bom, faz bem ao nosso ego
mas a vida não é feita só de vitórias é feita de tropeços também. Tantos tropeçam, mas não param, erguem a cabeça, levantam seguindo em frente.
Precisa-se
Simplesmente precisa-se de tudo em nossa vida, mas principalmente de amor no coração.
(Fouquet, 8 de julho de 2010)
O que posso fazer
Se meu sorriso desaparece
Se meus olhos entristecem
Só consigo pensar em você
Me perco dentro de mim
Nos vestígios de boas lembranças
Procurando refazer alianças
De um amor que já teve fim
Meu coração quer se iludir
Mas fujo para razão da mente
Lutando em mim mesma bravamente
Para que essas loucuras parem de insistir
Porque agora uma recaída?
Realmente não precisava voltar
Esta vontade louca de estar
Em teus abraços acolhida
Por favor não me persiga
Com essa presença desleal
Como um vício irresistivelmente letal
Despertando essa paixão proibida
Foge de mim, desapareça
Preciso ter essa ferida sanada
Não posso deixar que teu torpor me invada
Vai antes que minha alma pereça
Aos olhos da noite
tudo pode acontecer...
Em tua penumbra
trancado qual tumba
um grito se cala,
a dor não se abala.
Aos olhos da noite
procuro esquecer
olhos que me olharam,
lábios que me beijaram,
amores que me amaram
e que deixei esvaecer...
Aos olhos da noite
eu tento esconder
o que me consome e me faz sofrer.
A sombra da noite é minha amiga,
na noite escura encontro guarida.
O abraço da noite é o meu acalanto,
é voz que me embala, suave é teu canto...
noite sem lua, tão nua na rua,
despida de afeto, de vida que é tua.
Escondo a nudez envolta em teu manto
enxugo meu pranto, me aqueço em ti...
Aos olhos da noite
sombria, orgia
vazia de lua, de sonho,
de encanto,
magia...
(Carmen Lúcia)
20/06/2007
Como protagonista
executei o meu papel,
dei o melhor de mim,
mais do que podia...
Mais do que se exigia
e fui extremamente fiel
não sei se a mim mesma
ou à história que revivia.
Nunca uma encenação saíra tão perfeita...
Nenhuma cena precisou ser refeita,
não foi difícil encenar aquele amor,
mas foi difícil encarar de novo a dor.
Saí de cena...
(saí mesmo?)
Agora o impossível,
separar a história, a atriz,
da vida verdadeira,
da vida que restou,
da cena derradeira...
Confusa, já nem sei o que é real
...ou irreal...
Saio do palco, perco o chão,
sobra emoção...
E continuo contracenando com a ilusão.
Carmen Lúcia
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