Esperei o silêncio se pronunciar,
as últimas notas musicais se apagarem,
as falas se amortecerem e aos poucos
se esvaírem pelos arrabaldes...
O assovio do vento foi se enfraquecendo
e o tempo ininterrupto ficou ali prostrado.
A última sombra saída dos patamares
no vácuo se escondeu perdendo-se pelos lugares...
A lua não se manifestou, e solidária,
se fez meia, fino anel de prata,
estrelas apagaram suas luzes
deixando o breu da noite ocultá-las...
Um uivo abafado por não ver a lua
aquietou-se na penumbra da rua...
Agora era silêncio, escuridão e mais nada.
Assim quis permanecer...
Início da madrugada...
Nenhum ruído a comprometer,
nenhuma luz a me acender
e eu ali calada...
Momento propício
para um diálogo destoado
em que o silêncio fala por si mesmo
e o pensamento, um eco lá de dentro...
É um choro convulsivo rebuscando a camuflagem,
é o encontro de dois eus discutindo seus disfarces...
O eu que sou, sufocando a espontaneidade ,
o eu que não sou, dissimulando minha imagem.
_Carmen Lúcia _
Ficamos indignados
o que estão fazendo no senado?
Veja a nossa lei é ultrapassada
e não percebemos
esses politicos fazendo nada.
A não ser criando leis ignorantes
que nada vai nos beneficiar
querem até incluir alegria na constituição
só para nos enganar.
Queremos ser tratados dignamente
e ter leis que nos beneficiam realmente.
Politicos ganhando absurdos
quando são eleitos
ficam cegos e mudos.
Enquanto nós trabalhadores
ganhamos de 1 a 2 salarios minimos para sobreviver
vemos nosso dinheiro sendo desviados
e são noticiados no jornal, na internet e na tv.
Tantos impostos absurdos para pagar
pagamos tantos tributos
mas nada fazem para melhorar.
Só vejo falar de educação e segurança
mas nossa educação é uma porcaria
além de muitas escolas não ter aulas
os professores ganham mixaria.
Criam um exame qualquer
até vazam resultados
e não é para ficar revoltado?
Mas uma época eleição
tem tantas propostas
que tomara que sejam cumpridas
pois a violencia ja levou muitas vidas.
Que infelizmente essas pessoas
não vão voltar
mas vão ser apenas numeros
nessas tantas estatisticas.
Estamos cansados de ver sempre
a mesma monotomia
as mesmas noticias todo dia.
Mas seriam diferentes
se escolhemos conscientes
aqueles que vão lutar por nós realmente.
O presidente manda tanto
que os deputados, senadores ganhadores o triplo do seu salario
muitos devem estar em Brasilia
rindo e nos chamando de otario.
Infelizmente essa é a realidade
o Brasil é bom pra viver
mas sua lei
só benefica quem estar no poder.
Estou de volta...
ao meu reino encantado,
na relva molhada,
da chuva fina,
que trás na umidade do dia,
rotina, dor e tristeza.
Vem de encontro a minha solidão,
contraste profundo,
coração moribundo,
destino traçado,
de vidas que se cruzaram
na alma,
na mente,
sem ser presente.
Vivi no passado,
um mundo acordado,
que embalado no sono,
foi só abandono.
Meus olhos se perdem,
na imensidão do verde,
que como moldura,
reproduz tua face,
traduz teu riso,
tua forma quase mágica,
de existir.
Não é sombra opaca,
nem é vulto do destino,
é teu corpo traçado,
o peito tatuado,
que habita o sonho meu,
que é muito mais forte...
que eu.
Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados
Não digas mais nada...
Teus olhos já disseram tudo.
Mudos, fizeram-me entender
o que tuas palavras sonoras
foram incapazes de dizer...
Perderam a força, a elocução
e na indecisão mudaram de rumo,
acovardaram-se perante a missão.
Nelas eu não iria acreditar.
Não me atingiriam tão fortemente
quanto teu olhar...
Esse sim, calou-me fundo...
Tiro certeiro, profundo,
que me fez cambalear,
perder o chão, rodar o mundo,
chorar.
Como descrer da crueza de um olhar?
Final inconsolável para quem ama
e se vê inesperadamente só,
sem mesmo o consolo da ilusão,
tendo a presença constante da solidão.
Dor inigualável ao ver fragmentados
os sonhos,
outrora tão sonhados...
Agora, farrapos atirados ao chão.
E os próximos passos
tornar-se-ão pesados, drásticos...
Deixar o tempo passar, tentar esquecer.
Tempo que não passa....
Teima em retroceder.
Achar motivo pra sorrir...
Como? Se a razão de meu riso
não está mais aqui?
Viver por viver...
Ou sobreviver.
É o que tento, o meu intento.
Sentindo na alma um frio gelado;
o coração pulsando fraco...
Vivendo dias sempre iguais,
que projetam no ar
um quê de "nunca mais..."
(Carmen Lúcia)
Carmen Lúcia Carvalho de Souza
19/02/2009
És uma pagina do meu livro
que quero rasgar...
quero poder esquecer
O capitulo da minha vida
que quero apagar
Dei tudo o que tinha para dar
Entreguei-me simplesmente para te amar
E tu só soubes-te magoar
Por tudo o que foi dito
me acabei a chorar
sofro até hoje
o pior foi a forma
que me deixaste...
Uma mensagem pura
uma só frase deixada
no meu celular
Estamos na fase da verdade
Quero acabar com esta realidade
Nem para isso tens qualidade
Quis ter o mundo na minha mão
Acabou tudo por ser ilusão
Para ti nao passava de uma diversão
éramos unidos..assim achava
tínhamos compartilhado momentos
até mesmo dias...meses
anos das nossas vidas
Para mim eras as verdadeira paixão
Um sonho nunca realizado
Nem o destino estava cruzado
Vivo sofrendo ainda hoje
mesmo depois de um ano
mas meu coração continua ferido.
Pensei que seria mais fácil
mas me enganei...
te amei muito mais que jamais imaginei
Quis ver tudo renascer
Queria um dia poder vencer
Quando me tocavas só pensava em te ter
É tudo tão complicado de entender
Eu sempre disse que ia perder
Quero conseguir esquecer
Mas ao mesmo tempo quero-te ter
Irei sempre dizer
Eu serei feliz até morrer.
(Fouquet, 2 de agosto de 2010)
Eu quis fazer poemas
poesias, contos e reflexões
Para cantar meus sentimentos
nas mais belas rimas de amor
rimas de dor...e esperança...
Revelando aos quatro ventos
O quanto anseio amar
o tempo que quero viver
Um repertório cheio de versos
Que brotam todos os dias da alma,
e que me trazem muita calma
o tempo passou e mesmo assim
ainda estou por aqui
Esperando...olhando para os lados
procurando encontrar meu caminho
quero amar loucamente
desvendando sussurros teus
gemidos, prantos...
Este amor de sonhos tantos,
Amor secreto,
amor não-revelado…
teus encantos me iludem,
sufocando meus desejos
Quis compensar minhas mágoas
Com versos apaixonados,
Meus sonhos se transformam em prosa
Sonhando que me ouvirás.
Derramando meus sentimentos
deixados há alguns passos atrás
a paixão jorra do meu peito,
Delírio que não tem jeito:
sem um amor para dividir
sou paciente...espero
um dia poder te encontrar
olhando fundo nos teus olhos
e ao invés de escrever-te
dizer-te pessoalmente
sussurrando no teu ouvido
os versos...mais puros
a poesia...mais singela
O prazer e a alegria,
Saboreando as palavras
Como um belo prato cheio,
por enquanto em meus sonhos saboreio
Teu beijo que desejo.
Mas os versos impotentes
Me saem como canção,
transbordam do coração
direto para as minhas mãos
que escrevem...transcrevem...
todas as palavras...e sentimentos
nas mais belas...
nas mais intensas poesias
recheadas de dor...
amor e sentimentos
Só um poema romântico,
Meus lamentos… nada mais…
são fonte do meu alento
são amparo do meu viver.
(Fouquet, 1 de agosto de 2010)
Vivo?
Resisto...
Já vivi antes dos vendavais
sob brancas nuvens clareando meus quintais.
Agora sobrevivo...
Após a devastação de sentimentos e raízes
plantados dentro de mim,
do extermínio de flores e matizes,
essências a compor meu ar, agora rarefeito,
fincando marcas indeléveis
do mau tempo...em meu peito.
Hoje simplesmente existo.
Ou inexisto?
_Carmen Lúcia_
És meu vício
minha eternidade velada
és formada das mais belas passagens
mas também de tristes momentos
Desde o primeiro dia
quando vim ao mundo
me acompanhas
dás a mim um sentido
sopras no meu ouvido
indicas que caminho devo seguir
o que devo fazer
de que forma posso prolongar
és companheira inseparável
está comigo todos os dias
em noites mal dormidas
Em dias especiais
naqueles que uma lágrima rola de felicidade
e até mesmo num dia de profunda tristeza
faz-me acreditar que és longa
que tens encantos...
recheada de natureza...
do perfume mais doce
e também dos cheiros mais marcantes
ruins...deliciosos...
todas as fragrâncias...
és reverenciada por poucos
criticada por muitos
Teu nome é chamado: VIDA!!!
(Fouquet, 31 de julho de 2010)
Eu não tenho piedade
Nem benevolência
Porém, tenho paciência
E respeito
Talvez seja um defeito
Ou mera conveniência
Para quem pensa
Desse jeito
Não desejo amizade
Peço apenas simpatia
Não suporto alegria
De um tolo satisfeito
Sei que não tenho o direito
No entanto deveria
Não sou de filantropia
Mas sou franco e verdadeiro.
É inevitável que preciso mudar...
Livrar-me das normas que engoli
com a garganta seca de ansiedade...
De tabus apregoados, em mim tatuados
bradando aos meus ouvidos, atrocidades.
Liberar desejos engavetados, lacrados,
que eu repudiei de maneira hipócrita,
com a vontade louca de ceder,
me envolver, te devolver...
ainda que presa a preconceitos
que me impediam de viver,querer, sentir prazer...
Quero afastar a hipocrisia de meus atos
e renascer como renasce uma flor
cultivada por anseios
e fazer parte de teus devaneios
agora tão meus,
mantidos em segredo
pra revelar quando chegar a hora.
Agora.
Talvez não seja tarde demais...
Não vais embora!Verás do que sou capaz!
Desfaz tuas malas, crê que eu mudei...
O medo já não há...de me entregar, me libertar...
E meus pudores, herança de ancestrais,
crendices abissais... não os carrego mais...
Recriarei meus sonhos e alçaremos voos
até alcançarmos a plenitude desse nosso amor
vitimado por um passado que abominei!
Fica!O tempo te dirá como mudei!
(Carmen Lúcia)
Carmen Lúcia Carvalho de Souza
15/10/2007
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