ANJO
Anjo venha e me guarda
Não fique na retaguarda...
Livre me de maus fluidos
Do que não tem sentido...
Sentimentos em turbulência
E de qualquer má influencia
Venha e pouse sua mão...
Mesmo na contramão...
De todo o senão...
Diga não e dê-me a mão
Orienta meu coração...
Voe o mais alto possível
E me leve invisível...
Desse tudo que é instável
Carmen Cecília
DÉJÀ-VU
Às vezes fico a pensar...
Relembrar
Ecos...Crises...
Reprises
Você vem ...
E está tubo bem...
Nuvens de chumbo vem...
E o arco íris trás cores do além...
Não de cores vívidas...
Mas acinzentadas...
Por ti assinadas...
Que me deixam assim sobressaltada...
Pois tudo tem sabor...
De sobrepor...
O que já passou...
Esse déjà vu de saborear a dor...
Silencio...Estou aqui por amor...
Já estando...Questionando-me...
Essa sensação dupla impulsionando-me...
Que venha a tempestade!
Mas que seja única....
Sem túnica...
Encharque-me a alma...
Mas sobretudo me traga calma...
Pois nesse déjà-vu o que me desdobro...
É ser seu dobro..E é o que me cobro....
Você é o que procuro...
Meu porto seguro!
Carmen Cecilia
PESCADOR DE ILUSÕES
VOCÊ QUE EU JÁ NEM ENCONTRO MAIS...
VOCÊ QUE JÁ NÃO ME ATENDE MAIS...
VOCÊ...
VOCÊ QUE ME TRANSFORMOU NUM ZUMBI...
SE NEM SEI SE ESTOU AQUI OU AÍ...
OU SE PAIRO NO AR...COM MEUS LAMENTOS MEUS AIS..
QUE ME ENDOIDOU...
ME ENCONTROU PRA LOGO DEPOIS DESENCONTRAR..
PARA NO MEU CORAÇÃO ADENTRAR... E ME TENTAR...
ME FEZ CANTAR...
E DE NOVO SONHAR...
ME ACARICIAR...
ME AMAR...
PARA DEPOIS ME DEIXAR...
CADÊ SUA VOZ FALANDO BAIXINHO?
CADÊ AQUELE CARINHO.?
SE O PRANTO AGORA É MEU COMPANHEIRO...
ONDE AQUELE SEU JEITO MAROTO?
EM QUE EU FAZIA TANTO GOSTO...
OH! PAIXÃO TRAIÇOEIRA
VOCÊ ME ESCREVEU NA AREIA
EU QUE ME SENTIA SEREIA...LUA CHEIA
AGORA ME VEJO EM TEMPESTADE
EM QUE NUVENS ME ROUBARAM A CARA METADE...
BREU!
POIS ME LEVASTE TODA A LUZ QUE ME DEU!
FOSTE PESCADOR DE ILUSÕES...
E NEM ELA ME DEVOLVEU!!!
CARMEN CECILIA
Passe a régua
Nos vínculos
Nas inconseqüências...
Nas impossibilidades...
Faça regra...
De sentimentos generosos
Ousadias no seu cotidiano
Harmonia plena na vida
Passe a régua
Nas incertezas
Com destrezas
Sem afinidades...
Faça regra
Ao pensar e agir
Com carícias e sorrisos
Tesão e desejos
Passe a régua
Na esperança
Nos vales que prosperam
Sob os seios da eternidade...
Faça regra
De amar sem esperar
Doar para salvar
Compor para encantar
Passe a régua
Nas angustias
Das noites vazias
Nos desencantos
Que te enviam
Só agonias...
Faça regra
De mundos imaginários
Com a ternura d'alma...
Rebeldia às injustiças
Passe a régua
Nas impurezas
No dia fraco,
Na morte incerta
Entre o vago seio
Da sorte esperta
Faça regra
De ruptura ao pudorismo
Falso e superficial
Contra invasões da privacidade
Passe a régua
Nas lembranças
Nas compensações
Nas recompensas
Dos falsos dias...
Faça regra
Sem lambanças autoritárias
Que cerceiam a liberdade
Da doçura e da verdade
Passe a régua
Nos amores inacabados
Limpe o profundo vago
Com maestria...
Faça regra
Que acaba com as carências
Procurando a elegância...
Sensualidade estonteante
Passe a régua
No seu ser errante
Curta o poente
Com amor pulsante
Faça regra
Que destrua a intolerância
Na construção de afetos sadios
Para destruição das amarguras
Passe a régua
Nas dores
Arrume a casa com flores
Com volúpia de todas as cores
Faça regra
De buscar a beleza...
Fugaz dos sonhos presentes
No uso do talento constante
Poeticamente amantes...
Réguas e regras vencidas
Degustem o sabor seco e suave
Do néctar vinho da vida!
Enise/Hilde
Veja o poema editado em vídeo
http://br.youtube.com/watch?v=5gDYp4xHUBo
Nós! Os humanos... desumanos...
temos atração pela água do mar.
Talvez porque lá está a nossa origem...
ou porque somos formados 90% d'água.
Na bolsa amniótica há essa semelhança química.
Um magnetismo oceânico, navegador. "Maritimico"...
Dizem que a terra é a mãe. O mar será o pai?
Seríamos filhos dessa conjugação: Terra e mar?
Se isso é verdade por que então tanto abandono...
Vemos multidões que se reúnem, não para preservar.
Mas para depredar o nosso próprio berço. Por que?
De um lado florestas queimando. No outro a poluição...
Tudo aflorando, matando, corrompendo, dizimando.
Quando a água acabar e o solo rachar? O que vai restar?
O calor irá nos cozinhar... com os raios dos céus. Matar!
Há que se formar mutirões para nossa vida melhorar.
Que tal começar agora? Vamos plantar a cons-ciência?
Um verso aqui outro acolá. Um lixo aqui outro ali...
Vamos enterrar as milhões de sacolas de plásticos...
que poluem as nossas águas, os nossos mares?
Eles formam a trilha fatal que matam a flora e a fauna...
Os objetos são largados na costa e as marés os carregam
No mar... as tartarugas, os golfinhos engolem os plásticos
pensando que são alimentos...e morrem!
Esses abomináveis dejetos navegam dezenas de anos...
arrastados pelos ventos...são instrumentos de destruição.
Como se parecem com as medusas... são ingeridos.
Tristeza! Este é o retrato da devastação da natureza.
A falta de capacidade dos "animais", dos peixes, de imaginar
que nós os "humanos" sejamos capazes de tamanha proeza...
acabar com a fonte da nossa própria vida. Seremos vítimas!
A tampa e a sacola plástica permanecerá por séculos...
Pesquisadores provaram que estes produtos tóxicos são
encontrados nos estômagos de filhotes de albatrozes...
então... na próxima vez que você for à uma praia, não jogue!
Faça a sua parte. Recolha! É a sua praia! Seu mar! Seu mundo!
Reúna seus amigos e façam gincanas para ver quem consegue...
juntar mais desses objetos e dar a eles um destino mais nobre.
Fazendo assim... iremos dar uma aula inesquecível de ecologia.
Devolvendo uma vida sadia para nossa triste, abandonada natureza.
" Não se pode defender o que não se ama, e, não se pode amar
o que não se conhece". Conheça e ame. Papai do Céu agradece!
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 13/12/2007
Código do texto: T776126
Fonte da Vida!
Nasce, escorre,
alimenta e morre.
Renasce, goteja,
oxigena e vive.
Deságua das nuvens...
dos olhos, das lágrimas,
das mágoas, das chuvas,
das plantas, dos poros.
Jorra da terra...encanta!
Escassa...rarefeita...perfeita!
Afoga, afaga, desafoga,
lava, mata a sede.
É a maior parte do teu corpo.
Está presente...impulsionando
Pulsando à natureza. A proteja!
Nos seus mananciais...substanciais.
Não lance produtos químicos nela.
Lixo...dejetos...plásticos...eles matam...
Não incendeiem também a mata...
Cuidem melhor das florestas...encostas...
Córregos...Lagos...cascatas...reservatórios
Dos seus riachos...veios...poços e rios...
A vida dos peixes...das plantas...da terra...
da flora...da fauna...de todas as espécies
Dependem do nosso carinho e proteção
Na sua ausência o mundo implode...explode!
Ela é a seiva da vida...bendita!
Pura, santa, dadivosa na essência.
Benfazeja, soberana, protetora...
Todos os dias está em nossas casas
Quente, ao natural ou gelada...é amada!
Nada se compara à sua força...
É o maior dos nossos tesouros
Mais até que o diamante e o ouro.
Siim! Estou falando dela mesmo...
Da ÁGUA!
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 19/02/2008
Código do texto: T866590
Veja os poemas em vídeo
http://br.youtube.com/watch?v=s_XdnxVPL-Q
Só se for pra se perder!
Já gritei que te quero...
Até em videopoema confesso!
E você?! Diz que não gosta de joguinhos...
Mas insistes em me negar os teus carinhos
Que só quer ser mais uma de minhas amigas
Me maltrata e me deixa à mingua
Que já tens outro em tua vida...
E que se eu quiser é assim!
Então já sei...não terei o teu sim!
Não aceitou o meu grito. Preferiu o bandido.
Está bem...Não vou mais além...Não convém!
Ficarei na saudade...dos nossos corpos nús.
Dos beijos...abraços...das volúpias incontidas.
Se bem me lembro...você com o meu 'membro'...
Gemendo e querendo... ele dentro de ti...faminta!
Não mintas mais pra ti mesma e nem me desmintas.
Haverás de lembrar àqueles indeléveis momentos
Quando estiveres nos braços dele...
Cuidado! Não murmures mais o meu nome
Na hora do gozo...dos teus impulsivos aiiiis
Eles poderão ser fatais... na tua vida de atriz
Poderá ser cruel... seres chamada de meretriz
E apesar de tudo, torço aqui para seres feliz!
Daqui pra frente o melhor é eu me calar!
Farei de conta que não se passou comigo
Outros braços quentes servirão de abrigo
Só me restas pedir que retires as máscaras
Tapeando o poder com o teu falso querer
Sei que perderás o valor...sofrerás horrores
Segurando as aparências e demências
Negando a ti mesma a doce sapiência...
De esperar e viver um grande amor.
E aqui me desligo da dor aparente
Vou em frente...tentar viver contente
Porque sei que haverei de encontrar
Quem comigo queira ficar e namorar...
Longe das armadilhas e dos disfarces
Conjugando...arrepiando e vibrando...
Sentindo e amando...SEMPRE!
Hildebrando Menezes
Navegando Amor
Publicado no Recanto das Letras em 30/03/2008
Código do texto: T923470
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdetristeza/923470
Por fim apercebi-me
Que para ti não signifiquei nada
Que sou apenas "mais uma"
Mais uma namorada
Agora sei, infelizmente agora
Que foste o maior erro que cometi
Nunca me devia ter deixado levar na tua conversa
Nunca me devia ter entregue a ti
Mas agora não há nada a fazer
Mas nunca te vou perdoar
Para mim acabaste de morrer
Agora só te consigo odiar
Quando penso em ti
Penso como te pude amar
Quando olho para ti
Só me consegues repugnar
Mas morreste para mim
Agora só te vou ignorar
Esta é a ultima vez que escrevo sobre ti
Agora só te consigo odiar...
É triste quando tudo acaba
E apercebemo-nos que foi uma ilusão
Que afinal foi um erro
Termos entregue o coração
Coração este que foi enganado
Um coração traído
Um coração desfeito
Um coração perdido
Não há nada a fazer
O erro está cometido
Mas o coração não vai voltar a ser enganado
Isso está prometido
Engenhos e esquemas
Palavras doces de falsidade
Sorriso de engano
Pensamentos de infidelidade
Nunca ninguem muda
Isso é algo provado
Pois quem engana uma vez
Engana duas e três
Agora fica um coração duro como rocha
Em que mais ninguem vai entrar
Vai ficar frio como o gelo
Um coração capaz de se vingar
Porquê apenas, nao feri-lo apenas
Com a ponta de uma pena
Doravante...só traições e desprezo
Num tão lindo começo
Pegou seu coração de unicórnio
Embrulhou-o em papél disformio
Sorriu e fechou os olhos
E o chutou pra todos verem
E o pobre conteúdo ali guardado
Não valeu nada, a minima estima
E na calçada ficou jogado
Pobre moribundo mortal , não confie mais
O seu uníco e pobre tesouro
De sorrir só, voltado ao sol !
Você me pergunta...
Existe amor impossível...
Eu te respondo... Claro que sim...
Quantas pessoas casadas há anos...
De repente apaixonam-se por outra...
Estas pessoas muitas vezes são as pessoas certas na hora errada...
Quantas vezes já escutamos alguém falar que ama o primo...
O tio... O patrão... O cunhado... Enfim um amigo...
Quantas incertezas surgem...
Como sofrem calados... Sem ter ninguém para dividir...
Pensam na família... Na sociedade... Se vale a pena investir neste amor...
Ai vem a hipócrisia... Porque estas pessoas fazem todos pensar que são felizes...
Mas só eles sabem o quanto dói o coração...
A frustração de se ter um amor impossível...
Por não ter coragem de assumir.
Autora Sonia Dias Freitas
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