tristeza

Gostar e ser gostar, mas não amado

Isso é diferente pra mim,
me rótulo era "Frieza"
só agora estou entendendo o que é este sentimento,
o mais puro e mais ignorante dele: "o Amor"
Tudo pra mim é novo e confuso agora,
sempre, sempre, sempre tivera sorte no amor,
e de repente tudo muda.
Pela primeira vez a Emoção anda tomando conta de mim,
um veneno que vai me desgastando por dentro.
Minha vontade é de provocá-lo, beijá-lo, abraçá-lo...
Mas a Pessoa sensível e carente que está dentro de mim,
está pronta pra despertar
e eu tenho medo, tenho medo do que possa acontecer
o desconhecido me maltrata,
mas o lucro é grande.
Seja ele como for
Porque eu gosto dele e ele gosta da minha pessoa
mas a minha dúvida é:
" Sou amada?"
O tempo é a resposta e a paciência também....
È o conselho que eu dou sempre, e não estou conseguindo seguir...

Retrato de Carmen Vervloet

Lamento

Esta tontura que de mim se apossou
Que gira mundo em pálidos matizes
Qual vinho tinto que ao destino embebedou
Quebrando a taça das minhas raízes.

Estilhaços pontiagudos espalhados no chão
Cortando a esperança envolta em mortalha
Ferindo de morte qualquer compreensão
Desfazendo laços com o fio da navalha.

Meu coração em três pedaços partido
Esvai-se em sangue de pungente dor
Dois pedaços morreram... o outro é ator!

O que me resta dessa vida sem sentido
A não ser um corpo que vivo agoniza,
Um lamento em versos de uma triste poetisa?!

Carmen Vervloet

Retrato de Carmen Vervloet

Catarse

Essa dor que machuca,
tira meu sono
me deixa em abandono
que me rouba a alegria
e realiza esta dolorida sangria
em meu coração...
Que não me deixa
realizar a libertação
desta tensão reprimida
em meu coração...
Pedaços de mim,
fragmentos de emoção
sepultados pra sempre
no meu coração.
Catarse que não realizo
porque a paz que preciso
nem ainda é embrião
que possa por fim
a esta terrível aflição!

Carmen Vervloet
.

Retrato de Felipe Ricardo

Mente Insana

Veja como é interressante esta louca e trivial
Essencia humana, jamais sabe o que realmente
Quer ou simplesmente cai nos seus desejos mais
Insanos e crueis, pois somente assim saciamos
Os nossos desejos mais escondido e tenebrosos
Onde a cada louco segundo vai lacerando esta
Dolda e disforme espiral da mais complexa e terna
Consiencia triste que pouco a pouco morre e some

Não mais perfeita penumbra de dor e caos que assim
Se apresenta e devora nossas almas fazendo delas
Poucas palavras de odido e rancor, que mais uma
Vez nos faz cair, sofrer, amar, viver, chorar e morrer [...]
Vamos essencia que se diz forte e incisiva, onde da
Maneira mais futil rege os atos deste meu mundo que
Com tanto esmero criei e que agora vejo se repartir em
Luz e Silencio... Vamos me parta ao meio e assim me unte

No mais doce prazer de ser morto por tais palavras que
Assim profiro no leito de minha finita e eterna morte que
Junto com as velhas estrelas se faz prisão para esta novas
Flores que assim teimei em dar a vida sem dar importancia
Para que as guardavas, pois para o inferno aqueles que
Forma a escoria dos que antes matavam os meus futuros e
Nem sequer estendiam as mãos para lançar o derradeiro
E fulminante golpe da lança que que vive em meu peito [...]

Mas digo a eles e a ela que agora, que só agora, acordo para
Destruir e cunsumir as tristezas de quem tanto me fere e
Tentar me destrui, pois tais criaturas por mais baixas que sejam
Nem sequer a minha colera merecem, já que eu devorador de
Sonhos desejo apenas o meu alimento e saciar esta minha louca
Vontade de durmi e esqueçer estas loucas palavras que assim escrevo[...]

Retrato de Graciele Gessner

Medos e Fobias. (Graciele_Gessner)




É quase impossível que alguém não tenha medo ou fobia de algo neste mundo transfigurado. Quando existe certo exagero nos sintomas já é doença e precisa ser tratado. É óbvio que muitos casos são causados por alguma inquietação, ou até da própria imaginação. Psicólogos e psiquiatras sabem bem como é isso. Muitos casos são tão graves que precisam de intervenção medicamentosa. Mas a pergunta que se faz necessária: porque sentimos medo ou fobia?

Ninguém nasce com o problema, pelo menos assim eu penso. Os medos e as fobias são circunstâncias da vida que levamos. Não temos proteção emocional para evitá-los. Somos atacados facilmente e dependendo da intensidade só tratando. A vida tem destes sentimentos, e como evitá-los?


06.02.2010

Escrito por Graciele Gessner.


*Se copiar, favor mencionar a devida autoria. Obrigada!

Retrato de lea mle

Gente grande no amor

Muito bom ler seu e-mail... e sabe por quê?
Em vários momentos me questionei sobre os motivos da nossa história.
Culpei, me culpei, culpei o destino, a vida, a situação em si... mas isso simplesmente passou sem uma resposta clara, objetiva, que me deixasse tranquilo... em paz...
Sempre existiu a névoa, a dúvida que pairava.
Se alguém não tem capacidade de amar, de dar tudo de si e até de se superar se for preciso, então para que insistir num relacionamento?
Se não tem coragem de arriscar, de tentar mais uma vez, de apostar todas as suas fichas e descobrir na prática que amar vale a pena, para que insistir nessa mania de empatar o coração alheio?
As pessoas têm pensado demais... É ótimo pensar, sim!
Mas o mundo está carecendo de sentimentos.
É preciso sentir para dar significado a esta escolha: amar.
Porque sem significados não há foco, não há comprometimento, as pessoas entram pela metade.
Vão, mas não vão.
Querem, mas fingem que não querem.
Algumas ainda fazem pior, não querem, mas fingem que querem.
Porque acham que é melhor estar numa relação ruim do que sozinhas.
Olha... sinceramente?
Tudo isso é uma grande estupidez e tem nos custado muito caro.
É preciso amadurecer e só há uma maneira de tornar isso possível.
Sendo corajoso o bastante para se comprometer.
Nós precisamos crescer, virar “gente grande” no amor.
E isso passa pela sinceridade, honestidade conosco e depois com o outro.
Afinal este é o maior objetivo das relações? Facilitar o processo de amadurecimento pessoal percorrendo o caminho da evolução, afim de mostrar que é possível sair do lugar de gente imatura para conquistar o amor de gente grande.
Você perceberá que pode ser “pequeno no amor” agora e “grande” amanhã... ou vice-versa.
O tamanho do coração é determinado por sua profundidade e também pela sua ética no exercício de amar.
O grau de maturidade para se relacionar, por sua vez, é medido pela capacidade de se vincular, de criar laços.
Terminar e começar relacionamentos indefinidamente, sem procurar aprender com os erros e reconhecer os acertos, sem compreender que são nossas atitudes que provocam os resultados e as condições em que vivemos, não faz sentido.
Não nos conduz à tão desejada felicidade no amor.
A vida não nos brinda somente com situações fáceis até para que possamos perceber que são as extremidades de cada sentimento que nos dão a verdadeira noção de quem somos.
É o modo como absorvemos cada experiência e cada sentimento vividos que molda nosso processo de amadurecimento. E é exatamente por isso que um relacionamento é sempre uma possibilidade de aprendizagem.
Toda vez que você se permite experimentar, que você se disponibiliza ao outro, amando-o com tudo o que você é, com toda a grandeza que lhe cabe, estará crescendo... Isso é amadurecer: estar inserido na vida!
Sentir e viver com intensidade o que se sente!
Porque definitivamente não há processo nem caminho sem decepções, desilusões, desencontros e frustrações.
Assim como não há possibilidade de evolução se não tivermos a capacidade de nos sentirmos preenchidos, privilegiados, esperançosos e amados.
Eu me senti assim durante grande parte do tempo que estive com você... e te agradeço por esses momentos que nunca deixaram meu coração... aprendi muito sim, lutei, chorei... e me orgulho imensamente por ser essa pessoa até hoje.
Eu não mudei... e sei que estou nom caminho certo...
E mais: É essencial mergulhar de cabeça, viajar de alma no amor, acolhendo suas dificuldades, respeitando o seu ritmo, admitindo que você tem limitações e, sobretudo, compreendendo que o outro também as tem.
Que haja em suas atitudes, sempre que possível, a conduta de quem deseja abandonar o modo imaturo com que vem se relacionando.
Que haja a disposição necessária para ocupar o seu verdadeiro lugar: o de gente grande no amor, tão grande quanto você possa se tornar.

Retrato de Carmen Lúcia

Uma Maria entre tantas... (Homenagem às Mulheres)

(Poesia já postada ha tempos atrás.)

"Na favela era ela
quem descia a ladeira
a semana inteira.
Uma trouxa na mão,
lavava contente
as roupas com sabão
na bica, de contramão.

Em seu ventre levava
o filho que esperava
o que mais desejava
e a fazia sorrir...

Sentiu dores...
Chegara a hora
de seu filho nascer.
Deitou-se num colchãozinho
num cantinho, no chão.
Ajeitou-se sozinha...
Enfim, era Maria,
nada tinha a temer
mas sim a agradecer
pelo sonho realizado...

E os anos se passaram,
a criança cresceu...
Os trabalhos dobraram...
Pra ver o filho criado
tinha que haver sacrifício,
renúncia e dedicação...

E assim ela o fez...

Revirou-se ao avesso
pra lhe dar educação...
Mas como toda Maria,
consigo trazia triste sina;
o pior aconteceu...

Na favela anoitecia,
(ou seria em todo lugar?)
Hora da Ave- Maria!
Trouxeram seu filho querido
num lençol branco manchado
de sangue derramado,
onde jazia, sem vida,
vítima de bala perdida
que encontrou seu coração...

Hoje Maria ainda chora...
A saudade jamais vai embora
e em seu peito mora...

Ah! Saudade!
“É o revés do parto...
é arrumar o quarto,
pro filho que já morreu...”

E espera que chegue a hora
de tê-lo de novo em seus braços...
Sonho que nunca descreu.

*trecho de Chico Buarque

(Carmen Lúcia)

Retrato de Carmen Vervloet

Maria deTal (Homagem a tantas Marias)

Molhada em lágrimas subiu o morro
Olhou pro céu, contou as estrelas
Não se atreveu a pedir socorro
Escondeu as mazelas, tentou esquecê-las

Guardou sua fome em segredo
Descansou sob um florido arvoredo
Estonteada qual louco bêbado
Vomitou na terra a bílis do medo...

Saiu em busca de alimento para a cria
Estendeu a mão implorando esmola
Seu corpo fraco por migalhas vendia...
Sofria tal qual tangida viola...

Salvar os filhos seu desejo ardente
Colheu migalhas na tosca sacola
E alimentou a cria pálida e doente
Maltrapilha, faminta e sem escola...

Entregou pra Deus a sua sina
E tombou ao som de triste toada
Deixando a cria desamparada.

Seu nome apenas Maria de tal
Sem CPF e desempregada
Negou-lhe a vida o fundamental...

Carmen Vervloet

Retrato de Metrílica

Me diz? Por que levastes o filho? (Reflexão)

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Me diz? Por que levastes o filho?

Por quê?...

"Por quê? Por que não levas a miiiimmmmm!!!!"
Grita aos prantos, a mãe, no leito de morte!
daquele que carregou no ventre...
daquele que um dia foi seu rebento...
daquele que segurou um dia em teus braços...
daquele que a fez um dia, chorar de alegria...
daquele que alimentou de si!

choros e murmúrios...lamentações...
Por quê?
Por que levaste tão bela criança? ainda nos seu primeiro ano de vida?
sequer sabia o que sentia... pobre criaturinha,
choraste sob tortuosa dor,
sequer tinha conhecimento do que acontecia ao seu redor,
anjinho, não sabia das dores do mundo,

Me diz? Por que levastes o filho?

Deste tamanha sabedoria ao pai, progenitor...
O dom da medicina,
Por quê?
Por que infectaste o filho com um enigma... incurável?
quatro anos de vida! dois de sofrimentos...
por que o fizeste sofrer... e morrer nos braços de seu pai?
pai, que sob sombras e fantasmas perguntava-se, lamentava-se a todo momento.."o que fiz de errado?, porque não salvei meu filho?"

Por quê?

Me diz? Por que levastes os filhos?
Deste cinco filhos a esta mulher!
Por que o arrebatamento de dois? de forma tão sofrida!
doenças, incuráveis, tratadas em vão!
duas vezes!!! amputastes esta mulher!
por duas vezes!
Por que tanto sofrimento a estas criaturas?
um, na flor da idade! seis anos de vida...três de sofrimentos...
o outro, aos treze...após sofrer seis meses...
pragas, doenças incuráveis!!!

Me diz? Por que levastes o filho?
Este,orgulho dos pais! acabara de formar-se!
vida, sonhos! longo caminho!
arrebatado! fria e violentamente!
25 anos! tragédia! morte imediata...

Por que levastes os filhos?!
Para deixar na terra estas mulheres... mães despedaçadas!
corpos por instantes sem alma! corações dilacerados...
continuam suas vidas! mesmo que aleijadas!
Hoje, as que não são viúvas, estão divorciadas...
porque aqueles que foram "pais", daqueles arrebatados, não resistiram à dor!
abandonaram o "passado", esconderam-se em falsa alegria!
que sigam então as MÃES!
PORQUE NA DOR, OS FILHOS, SOMENTE A ELAS PERTENCEM!
lembranças...de alegrias...desde o útero...ao sentir um coração!
nascimento...choro de felicidade...
amor incondicional...
morte...dor...ETERNA SAUDADE...

NASCESTES?!
estás então entregues ao mundo...
boa sorte!
não poderás jamais, voltar ao ventre de sua mãe...

Reflexões by Metrílica + (em homenagem às minhas amigas CPR, MOLF, AR, NALM...mães)

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