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Foto de Sérgio Carapeto

Sou aquele que morre

Sou aquele que morre,
Afogado em sonhos e desejos...
Amarguras e dores,
Pensamentos e loucuras,
Contemplam o meu ser!

Tudo o que sou,
Te pertence...

Se me chamarem louco,
Gritarei que sim!
Que sou louco,
E deus me fez assim!

Um louco em devaneio,
Que clama por ti:
Grita por entre as chamas do nevoeiro,
E sente o que senti!

Foto de Sérgio Carapeto

Hoje

Hoje vou fugir,
Mas não me vou esconder,
E quem se esta a rir,
Amo e quero esquecer.

Foto de Sérgio Carapeto

O que é o homem

O que é o pensamento,
Senão dor.
O que é o amor,
Senão uma flor murcha,
E sem cor.

O que é a morte,
Senão a desejamos?
O que é a vida,
Senão a amamos?

O que somos na verdade,
Se matamos,
E desejamos a maldade?

Porque procuramos o mal,
E não o bem?
O que é o homem racional,
Quando não ama ninguém?

Foto de Sérgio Carapeto

O que penso eu da vida

O que penso eu da vida?
O que penso eu do mundo?
Quando penso na vida,
Não penso no mundo!

Mas se eu parasse,
E talvez pensasse,
A vida não seria assim,
E talvez o mundo para mim,
Tão duro, cruel e impuro,
Não fosse assim.

Se tudo fosse bom,
E tudo o que é bom fosse melhor,
De que serviria a dor,
Quando existe o amor?

Foto de Sérgio Carapeto

Por entre as florestas virgens

Por entre as florestas virgens,
A vida caminha errante,
Desprovida de sentido,
Como era antes.

Sem sentido,
E sem razão,
Caminha o homem,
Preso as correntes,
Da sua própria destruição.

A caminho da morte,
Da cruz ou da salvação,
Encontra-se o homem,
Preso a destruição.

A destruição,
Errante e inconsciente,
Trava no homem,
O que o homem não sente.

Foto de Sérgio Carapeto

Quem me dera

Quem me dera estar lá fora,
A brincar e ser feliz.
Crer?
Quero ir-me embora.
Fazer?
Nunca o fiz!

E porque não o fiz?
Talvez assim seja feliz!

Foto de Sérgio Carapeto

O que é a poesia

O que é a poesia?
Senão sentimentos sem sentido,
Um verso escrito,
Pela mão do autor invicto.

O que é a poesia?
Senão versos de amor,
Levados pelo vento da manhã.
Escritos pela dor,
Este é o pecado do amor.

O que é a poesia?
Senão o pecado do sentimento,
E o sentir o que não se sente.
O coração não mente!
O coração só sente!

Foto de Sérgio Carapeto

O menino bem amado

Com o olhar fechado,
Jaz morto e abandonado,
Fitando lá longe o céu acabado.
(Esperam o regresso do menino bem amado).

Mas a vida pereceu,
Lá longe no plaino abandonado,
Enfrentou a solidão,
Mas caiu trespassado.

A guerra é cruel,
Essa não perdoa!
No amor,
Infiel!
E a vida dura,
Somente impura.

E a mente corrompida,
Nada mais é que obscura,
E o homem pervertido,
Nada mais é que a besta sadia,
Que a muito não procria.

Foto de Sérgio Carapeto

Correntes de aço

Com correntes de aço,
Prendo-me a ti,
Não te quero deixar,
Não desejo partir.

Com correntes de aço,
Prendo-me a ilusão,
De não te querer deixar,
Mas já não sinto o coração.

Com correntes de aço,
Vejo e revejo-me,
Sou eu a abandonar-te,
Creio?
Mas não quero acreditar!

Foto de Sérgio Carapeto

Oh Deusa

Oh Deusa de meus olhos,
Vestida pelo meu olhar,
Da terra de pequenos molhos,
Em que me anseio salvar.

Em ti guardo a esperança,
O amor de criança,
O amor que vive em mim,
Como a flor do teu jardim.

Pois a ti tanto quero amar,
Pois a ti tanto quero ter,
Perdoa o meu olhar,
Por tanto te querer.

Agora guia os meus passos,
No meio desta escuridão,
Ajuda-me a salvar,
Este pobre coração.

Agora só de ti quero,
É amar na luz,
E de ti espero,
O beijo que me seduz.

Da eterna esperança,
O amor de criança!

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