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Foto de Joaninhavoa

Rochas

*
Rochas
*

«As rochas rugiam de fúria
das chicotadas do mar revolto

E uma e outra se seguiam
trespassadas pl`as espadas da luz
qu`agora aqueciam nos cascos
sons de cristais d`espumas
eriçadas
Vinde! Gritavam
com o corpo coberto de lâminas
armadas
Meio lado do mundo era vida
tábua rasa o outro meio
Tudo o resto era nada»

Joaninhavoa
(helenafarias)
27/04/2010

Foto de wilsonlucena

REFLITA COM A GRANDE POETISA

"Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser
Há-de ser luz do Sol em tardes quentes;
Nos olhos de água clara há-de trazer
As fúlgidas pupilas dos videntes!

Há-de ser seiva no botão repleto,
Voz no murmúrio do pequeno insecto,
Vento que enfurna as velas sobre os mastros!...

Há-de ser Outra e Outra num momento!
Força viva, brutal, em movimento,
Astro arrastando catadupas de astros!"

(FLORBELA ESPANCA)

WILSON LUCENA

Foto de wilsonlucena

MAIS UMA DO GRANDE FERNANDO PESSOA

Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenha.
Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore [?] e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.

Fernando Pessoa

Foto de Diario de uma bruxa

Pequenos gestos

"As vezes um belo sorriso... é uma enorme enganação."

"As vezes um leve suspiro... é o começo de uma grande paixão."

"As vezes uma simples lagrima... é o inicio de um grande desespero."

"As vezes em simples palavras... encontramos grandes emoções, e muitas vezes um grande amor."

POEMA AS BRUXAS

Foto de GEOVANEpe

O ULTIMO SUSPIRO DE UM GUERREIRO

Sonhos violentos me acordaram toda essa noite
O vento frio entrava pela fresta da porta e espalhava a terra do meu piso
Tento apreciar aquela que pode ser minha ultima noite
Abraço o calor da minha companhia que dorme e se desváia em lagrimas
Beijo aqueles que futuramente honrarão o meu nome
Nunca temi tanto o nascer do sol, mas ele é inevitável por hoje
Mas temo ainda mais a presença de estrangeiros sobre Minha terra que eis de defender
Sinto que o corpo esta pesado, assim como a minha cabeça
Pelas brechas das palhas um fio do sol me abençoa e me chama
Ergo-me com a obrigação de deitalos
Olho para aquele elmo que prende o livre arbítrio de muitas mentes
Visto aquela malha que cobre o coração de muitos reis
Sei que posso confiar no fio de minha espada e na resistência de meu escudo
A morte é certa assim queremos fazer da vida
A despedida e despeça
Fria...
Me junto aos milhões de compatriotas em uma grande marcha silenciosa
Um caminho cheio de rosas, mas que passam despercebidas
Esbarro meu escudo em uma lança tremula do meu companheiro de posição
Olhos lubrificados pelo medo
Os experientes se remediam
Os iniciantes vibram sem saber o que os aguardam
Chega à vista a ultima montanha
Sei que após ela terá outra, mas que no centro terá o pivô dos nossos medos
Chego ao cume e paro atrapalhando os irmãos que vem de trás
Eis que vejo o maior exercito de toda minha vida
Uma infantaria que poderia ela só nos devorar
Acompanhada de escudos impenetráveis, e infantaria leve e pesada
Ótima nação militar, péssima negociante
Paramos diante da aberração gananciosa dos homens que deseja o que não os pertences
Vejo que nenhum acordo foi tomado a não ser a rendição. Mas não a conhecemos
O silencio antes do gritos e de estourar os tímpanos
Ergo a cabeça e olho para a bandeira do meu país que tanto amo
O sol se esconde e da lugar para um chuva de flechas que dizima metade da nossa frente
O avanço é constante...
O sangue se mistura com lagrimas e gritos, o pedido de misericórdia não se ouve
Cavalos e homens disputam espaços violentamente, enquanto em um vestígio de luz observo as baixas da campanha e o avanço do inimigo
vi gigantes cair sobre mim e diante de mim
Sangue toma o lugar da água
Lanças tomam os das aves
Empadas o do abraço
Sinto-me leve e noto que já não tenho elmo e nem a malha intacta
Deito e sou pisoteado pelo cansaço e pela extinção da vida
Olho para o sol e observo que ele sorrir e me aplaude
Olho para meus irmãos avançando, e com a visão pela metade
Sigo olhando ate que paro diante da segunda montanha
Vejo a bandeira de meu país rasgada, mas erguida
Vitoria...
Vejo que a batalha valeu à pena
Livre
Posso da o ultimo sorriso e o ultimo suspiro...

Foto de Carmen Vervloet

Nas Asas da Imaginação

Se a realidade deixa espaço para a imaginação
por que não fazer nela uma bela viagem
deixar por alguns momentos a rígida razão
e partir para mundos
onde ninguém pede explicação?
Se num mesmo galho murcham algumas flores
e outras se transformam em deliciosos frutos
que me convidam a devorá-los
com suas instigantes cores
e seus deliciosos odores
por que a razão me obriga
pelas que morreram vestir luto?
Vejo o mundo com os olhos da razão
que enxerga apenas o visível
mas com a imaginação vejo o que todos vêem
e imagino o que ninguém viu...
Nas águas correntes de um rio
ouço meus sonhos num intenso assobio
flutuando... bailando... libertos...
sobre as águas do rio...
Invento um mundo particular
árvores frondosas onde cantam sabiás
uma rede tecida à mão
um canteiro de hortênsias enfeitando o rincão
meu amor de braços abertos
na certeza de que estou por perto.
E neste mundo rompo as trevas da escravidão
e nas asas da imaginação
pinto no céu um prata luar
e me atiro na vida com sede de amar!

Carmen Vervloet

Foto de Ayslan

Amor Indescritível

Meu amor... Venho buscando as palavras perfeitas à frase que complete o meu olhar o titulo que te faça sentir... O verdadeiro conto de amor que te faça fechar os olhos e sonhar. Dessa vez não posso falhar acertarei a direção das palavras farei rimar com as batidas do coração. Ah esse amor que faz as arvores balançarem, e nesta mesma brisa flechas acertarem os corações e neste momento de reflexão parasse as respirações e um som harmonioso das batidas dos corações apaixonados criam uma verdadeira orquestra de sentimentos, e ao fundo ouvisse um som mais alto e acelerado o som do seu coração batendo no meu lado esquerdo do peito.
Meu amor não importa a distancia o amor se comunica de formas mágicas, o torna inacreditável ate mesmo sobrenatural, nos dias de hoje é irracional, insano dizer que posso ouvir você de longe me dizer “Eu te amo” Nossa distancia hoje é de quatro dias meu coração nestas palavras por te clama nos soluços que seguram as lagrimas que se manifestam ao pronunciar na escrita muda e indescritível do amor a frase “Eu te amo Priscila”

Para: Priscila

Foto de Elias Akhenaton

EXPERIÊNCIAS D'ALMA


Tenho a Alma inquieta, sofrida
Pelo tempo de jornada, mas tenho
Consciência de que existe
Uma finalidade...
Faz parte de minha evolução
Vivenciar todas essas experiências
E um dia alcançar a plenitude da Felicidade!
Se não for aqui neste presente plano
Eu a alcançarei em outros, sim,
Pois acredito
Em outros mundos, em outros planos
De existência, assim como acredito
Na imortalidade D’Alma, alimentada
Com toda essa carga de aprendizagem
E, assim, florescida, possa saborear o mel
Da felicidade e caminhar
Em sua quietude,
Irradiando o perfume do Amor
E sua Luz!

Elias Akhenaton

Foto de Zagalo Marcador

Viajar, conhecer, aprender a amar os outros

O dia em que conheci Manel, o matador
Embora resida em Lisboa e cá tenha as minhas raízes, cedo comecei a criar condições que me permitesse trabalhar e viajar, sem que uma não se oposesse à outra. Foi assim que desde os meus sete anos comecei a conher outros muitos, para além da meis dúzia de casas que compunham a minha rua.
O episódio que agora me apetece contar, o dia em que conheci Manel; profissão: matador... de pessoas.
António era um industrial agro. No Mato Grosso, Estado brasileiro de grande potencial económico, tinha 30.000 cabeças de boi; distribuia o combustível pelos restantes fazendeiros, pois também era representante da Petrobrás.
Homem bom, benemérito por convicção, era com frequência que ajudava os seus iguais. Prosperou devido ao seu trabalho sério mas árduo. um dia Manel deu-lhe seis tiros na cabeça e enviou-o para um outro mundo,
por enquanto desconhecido.
Numa das minhas viajens ao interior do Brasil, contaram-me esta história. A minha curiosidade levou-me a descobrir em que prisão se encontrava Manel e falar com ele.
Havia perguntas que qualquer pessoa normal gostaria de encontar respostas: conhia a vítima? razões do acto? entre outras.
Cerca de 1,75m e 75Kgs; cabelo loiro encaracolado; olhos azuis, rosto um pouco sardento, mas um sorriso permanente. Simpático e de conversa fácil.
"seu nome é Manel?"
"é mesmo!" respondeu sorrindo
"você está aqui a cumprir 30 anos de cadeia, porque matou António"
"hé... matei mesmo. Com primeiro tiro, caíu logo, mas dei-lhe mais cinco para ter certeza que não cobrava mais dívida aos outros fazendeiros"
"como assim, você conhecia António?"
"não, não conhecia. Eu sou de S. Luís do Marahão e um homem foi-me lá contratar, trou-me no camião dele e quando pessamos nas bomba de combustivel dele, indicou-me qual era. No dia seguinte demanhã, fui lá a pé e matei ele com a pistola do homem que me contratou"
"mas você fez mil quilómetros para vir aqui a Vila Rica matar um homem que não conhecia?"
"é verdade eu sou matador; mato tudo que me pagam"
"quanto você recebeu para matar António"
"200 reais"
"e já os recebeu"
"não porque a polícia apanhou-me quando eu ia a correr depois de matar ele"
"e vai um dia receber esse dinheiro?"
"não sei, mas vou matar o homem que me trouxe da minha terra. Foi ele que telefonou à polícia que António foi morto por mim e foi testemunhar no tribunal"
"essa profissão é muito perigosa e você é um doente que precisa ser tratado"
"Já fui tratado: meu avô era matador; meu pai era matador; eu sou matador"
"e você não quer aprender outra profissão"
"quero sim, logo que eu mate o homem que me truxe para aqui"
"Você tem ideia do sofrimento da família do homem que você matou?"
"sei sim, já mataram meus dois irmãos, meu pai, meu avô e o meu amigo Toga.
"e..."
"isso passa, como não dinheiro agente faz tudo!"
Podia continuar a conversa, por mais tempo, mas para mim chegou. Conheci um homem que não tem valores; desconhece sentimento de culpa; vive um mundo que as autoridades não conseguem controlar, mas julgo pertencer a todos a ciação de oportunidades de formação através de creches ou outras, para todas as crianças brasileiras que são colocadas no mundo sem qualquer culpa, mas passam a ser culpadas dos crimes que cometem quando crecerem.
Isto não acontece só no Brasil, há mais noutros paises da América Latina, em África e na Ásia. Como poderemos contribuir? Não tenho resposta. Se alguém a encontrar, partilhe-a connosco.
Zagalo

Foto de Joaninhavoa

O Verbo...

*
O Verbo...
*

«Eu preciso lhe dizer
lhe contar e lhe mostrar
o que das janelas alcanço
pr`além do mar...
Solarengas a olhar o luar
regelado me convida a entrar
no imaginário encantado
do templo sagrado
no fundo do mar

Eu preciso lhe dizer
lhe contar e lhe mostrar
o que das janelas alcanço
pr`além do mar...
Portas se abrem por abrir
na cauda barrenta sempre a zenir
Conspiram deuses do espaço
à terra no fundo do mar...

Eu preciso lhe dizer
lhe contar e lhe mostrar
o que das janelas alcanço
pr`além do mar...
Ou voam num tempo
onde o espírito da cor dum poente
é o verbo...»

Joaninhavoa
(helenafarias)
25/04/2010

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