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Foto de F. M.

Venha se servir

Em meu castelo de areia,
aos meus inimigos lhes sirvo
à melhor de minhas iguarias:
"Astúcia acompanhada de vingança."

Mas hà o amor,
embaixo da mesa
esperando por migalhas.

Se alimentando
com farelos de vingança,
desnutrido e mal-tratado amor.

Porque não morres logo ?
Beba, amor maldito,
oferóz veneno que escorre
da boca dos inimigos.

Foto de F. M.

A verdade

Descúlpe meu conceito doidivano
de dizer que o errado
se faz presente
desde quando
você nasceu.

Descúlpe se o correto
foi eu quem fiz
em dizer que sua sociedade
com dez máscaras
está a te manipular.

Descúlpe por dar tiros de palavras ofensivas
direcionadas ao peito de sua alma
para que um dia você veja à realidade.

Descúlpe,
me desculpe
por eu existir.

Foto de F. M.

Vem viver comigo.

Eu não vivo comigo mesmo,
não convivo no mesmo espaço que vivo;

Eu moro em um liquidificador,
eu vivo revirando de um lado para o outro,
eu sou um pouco de nada que possa existir,
e sou tudo aquilo que já existiu,
uma batida mirabolante
rebolando de prazer, no eremítico espaço que vivo
um purgante jeito de ser.

Mas assim continuo vivendo
e vendo comigo morrer.

Foto de F. M.

O amante

O cotidiano infinito...
o intediante cotidiano infinito,
a vida mais bela
aos olhos de um mendigo,
o retrato falado
nada mais fala,
um insignificante Ser
que já se desbota e parte.

Mas qual parte ?
Que parte mais lhe dá prazer ?

Foto de F. M.

Te aclamo.

O mormaço que agonía minh'alma
é o mesmo que faz calar o coração,
numa manhã fria e abafada
de tédio e solidão,
que irrita os olhos
"descúlpa para chorar"
lágrimas oprimidas pelo meu eu vivo,
sem uma puta profana pra acasalar.

À cachaça quente e barata
com um cheiro podre
paira, paira e paira pelo ar.

E assim estamos todos
numa manhã de côma profundo,
e a puta que nem pariu
me acolhe entre suas pernas aconchegantes.

Foto de F. M.

Do eu vívo, ao místico.

Era uma calmaria relativa
à antecipação da morte,
era a vida,
engasgada
em um rálo de esgoto,
era um espirito
que me alertava,
enquanto ráios
ò que o parta
nos céus relampiava,
espíritos do Oeste,
Leste,
do Norte e do Sul,
decifrem os devaneios
deste menino azul,
de olhos castanhos,
descendente mongol
dos altos montes
do Oeste,
Leste,
do Norte e do Sul,
que cercam as belezas
exuberantes do rio Xingú.

Foto de F. M.

Anjo abandonado

Eu sou um anjo,
um anjo caído nessa terra
abandonado por Deus,
foi cortada minhas asas,
mas ainda sinto que posso voar,
voar, voar, voar.

Meu olhar triste e angelical
mas penetrante te fascina,
eu sei, e sempre saberei.

Meu corpo magro pela fome
que mata o Ser-Humano
envelheçe cada dia mais,
e sinto... concerteza sinto
todo o ódio que o Ser-Humano
sente entre sí.

A cada olha uma dor,
a cada dor um amor,
um amor adormecido
que irá acordar,
um dia.

E eu
Um anjo sem asas,
sem amor,
vagando solitário
à cantar músicas
que um dia aprendí nos céus,
clamo à Deus minha volta ao paraíso...
se é que ainda existe o paraíso.

Foto de F. M.

Enlouquecendo

Mais uma vez
uma noite sem tí,
por enquanto, eu acho,
e tu ó bela noite a me acompanhar,
só tu por algumas horas,
mas pelo que vejo até tu ó noite,
está triste,
pois não tardará a chorar
em meu humílde telhado,
não tardará em me banhar
com teu choro.

Só tu ó noite,
mas ainda sinto tua falta essa noite,
minha amada Marlize.

Foto de Carmen Vervloet

Um Ninho

Imagens passeiam em minha mente
Tal qual corrente veloz de um rio
Diante de um espelho... frente a frente
Sou pássaro triste que calou seu pio.

Embarco numa nau de lembranças
Sou ser ausente que nem mais existe
Busco pouco a pouco qualquer semelhança
Na perdida alegria que hoje é tão triste.

Misteriosos cântaros surgem do nada
Enfileirados vazios numa rua sem fim
E o poema fica estagnado em mim.

Minha alma em tristeza fragmentada
“Águas passadas não movem moinho”
Sou pássaro mudo que busca um ninho.

Carmen Vervloet

Foto de Sonia Delsin

À FLOR DA PELE

Calada.
Embaixo da lua suspiro.
O céu está tão estrelado.
Fico lembrando o passado...
Fico a pensar.
Nos dias distantes.
Quando eu me punha a admirar o luar.
Nos seus braços tão estreitada.
Parecia que o mundo dava uma parada.
Que o tempo estacionava.
Ó, naquele tempo você me amava!
E eu...
Eu lhe adorava.
Estou assim... a sentir à flor da pele sensações que o tempo guardou.
Tudo passou.
Tudo acabou.
Mas algo restou.
O que guardei.
Ó, como eu lhe amei!

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