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Foto de Elias Akhenaton

MAGIA DO NATAL

Que a magia do natal, encante nossos
Corações, renovando e mantendo eternamente
Viva dentro de nós a chama da fé e da esperança...

Que possamos ser emanados por sentimentos
De Paz, Saúde, Amor e que nosso caminho seja
Iluminado com a Divina Luz
Do Mestre Jesus...

Que o ano de 2010 nos traga esperanças na
Concretização dos nossos sonhos e que a Paz
E o Amor sejam perenes em nossas vidas e no mundo.

Deus nos abençoe!

Feliz Natal!

Próspero Ano Novo! Feliz 2010!

Elias Akhenaton

* Meus agradecimentos a todos meus amigos poetas que com suas obras me presentearam durante este ano de 2009, encantando-me com leituras indeléveis ao meu coração. Igualmente, agradeço a todos meus leitores pela companhia e sobretudo pela lealdade, o meu muito obriGADU.
Estarei ausente esses dias, retornando no dia 05 de janeiro de 2010.

Abraço fraterno!

Foto de Metrílica

"Nosso Caminhar"

Pegadas na areia

Deixando pegadas na areia,
Assim quero caminhar,
Em passos leves e suaves,
Com nada a se preocupar.

Caminhando sobre a areia fina,
Pisando em delicados grãos,
Sentindo que abraçam meus pés,
Caminho delicadamente,

Quero caminhar em passos solitários,
Refletindo sobre a vida,
Como quem flutua com a brisa,
Caminhando na areia a passos leves

Olho para trás,
Vejo meus passos solitários,
Que deixei na fina areia,
Cujos grãos meus pés moldaram,

Ao olhar, se engana quem pensar,
Que meus solitários passos,
São sinônimos de abandono ou solidão,
Pois estou bem acompanhada, nesta minha caminhada

Acompanha-me em pensamento,
A cada passo, a cada movimento,
“Meu amor”, que por capricho do destino,
Não pode na mesma areia, suas pegadas deixar,

Impedido, de junto a mim caminhar,
Na fina e delicada areia,
Não pode o “Meu Anjo”,
Seus passos junto aos meus moldar!

"Poesía es lo imposible
hecho posible. Arpa
que tiene en vez de cuerdas
corazones y llamas.(...)
(...)Poesía es la vida
que cruzamos con ansia
esperando al que lleva
sin rumbo nuestra barca."
_Frederico Garcia Lorca_
"Prólogo_Poemas Soltos_1918"

By Metrílica ;-*_para Aníbal Minotaur_dezembro de 2009.

Foto de Saroski

Passagens...

Vivia no meu conto imaginário, de aventura e solidão,
Sonhava com aquela história de criança, onde reina o perdão,
Se vive de ternura, cumplicidade e compreensão...
E se aprende a dizer sim em vez de não.

Depois acordei, deparei-me com a realidade,
Deixei de sonhar e desejar,
Pois quando conheci a triste verdade,
Parei de acreditar...

Percorri o meu caminho, desapontada talvez,
Mas a sombra do meu sonho, me alertava...
Após aventuras e desventuras, decidi parar de vez...
Parar de procurar, de querer, de sofrer ao sonhar com quem não me amava...

Até que no meio da multidão te vi..
Nada desejei, nada procurei... Tudo temi..
Teu sorriso, teu calor, teu coração,
Ofereceram-me protecção, encheram-me de emoção...

Agora a teu lado, vivo o meu sonho de criança,
Encontrei a ternura, o amor e o perdão.
Aprendi a partilha, a cumplicidade e a esperança...
Agradeço-te por teres feito de mim. alguém que recuperou o seu coração...

Foto de lea mle

DOR

Está tudo acabado agora
Faltando o ar e você partindo
Essa verdade me leva à loucura
Sei que não pude curar a tua mágoa
Mas você se entregou a esta dor
Por favor, não feche os olhos
A morte deitada ao teu lado
Acenando sobre o fim
Então durma! Só assim a tua dor vai passar
Estou amarrado à vida que você abandonou

Foto de jessebarbosadeoliveira27

A RESIGNADA PRESENÇA DA CHAMA

Sobre a imensurável alameda da memória,
Os passos da voz prosseguem a sua inabalável jornada
Conforme não houvessem fugido da minha humilde enseada:

Eles agem como se convergissem
Sofregamente á foz dos meus escombros
Para acalentar-me a viscosidade do sonho.

Luto, afinal, para me libertar
Dos grilhões do transe. No
Entanto, a rijeza dos sortilégios
Que lhe afloram dos verbos e do basáltico corpo
Descerram-me a porta do perene gozo.

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

http://www.myspace.com/nirvanapoetico
• http://twitter.com/jessebarbosa27

Foto de Arnoldo Pimentel Filho

SONETO DA DISTÂNCIA

A distância não me impedirá de te amar
Porque é nela que me alimento
É nela que sinto seu paladar
É ela que acalma meu sofrimento

É a distância que me faz sonhar
Sonhar com o dia que olharei nos seus olhos
Que não resistirei seu encanto
Que enxugará o meu pranto

É na distância que te amo tanto
Que sinto o perfume da sua flor
Que demonstro todo meu amor

É a distância que diz que um dia vou ter você
Que num dia de sol acabará minha solidão
Num dia em que sol tocar seus cabelos terei seu coração

Foto de Sergio Bispo de Oliveira

Como eu te vejo....

Como eu te vejo...

Eu quero dizer
em poucas palavras
como eu te vejo....

Olho dentro de mim
e vejo flores num campo lindo
onde a calma e a paz estão cada dia mais
fortalecidos...

Vejo nesse meu interior
que o sol brilha e a sombra que
as belas árvores me oferecem
me faz descansar de forma tranqüila

Breve vem a noite...
E vejo que dentro mim
algumas estrelas que brilham
como se fosse o seu olhar

Essa luz que ilumina meu caminho
que me faz decidir
que me faz ajudar, me doar, sorrir e chorar
são oriundas dessas estrelas que brilham

E quando vem o sono
Já bem a noite, quase à meia noite
Deito em uma cama...sozinho....
Apago a luz e vejo as estrelas sorrirem para mim...

Ao passar das horas as estrelas desaparecem...
Começo a sonhar algo que quase sempre não me lembro
Mas a sensação que me passa que alguém me abraça
O tempo passa....e breve é o amanhecer...

Olho para dentro de mim...
E me sinto confortado...
pois mesmo que você não está lá...
Você me fez sonhar....

Me fez sorrir,
Me deu carinho....e emprestou-me a sua imagem
Para que eu pudesse guardar dentro de mim
Aqui...do lado esquerdo do meu peito...

É assim...que eu te vejo.

Autor: Sergio Bispo de Oliveira
Mestre de cerimônias, Contador especialista e professor
sbispol@hotmail.com

Foto de Dennel

Eu bem sei, bem sei, terminou

Eu bem sei, bem sei
Que não mais verei seu rosto lindo
Teu sorriso, tua face iluminando
Fazendo-te semelhante a anjo

Eu bem sei, bem sei
Que o tempo não regressa
Que não disponho do perdão
Que tanto almejo, desejo

Eu bem sei, bem sei, acabou
Que nossas horas de riso, de amor
De intimidade, de tanto querer
Coisas do passado, presente me faz sofrer

Eu bem sei, bem sei
O quanto lhe quis, amei, me entreguei
Mas também sei as desventuras que passei
Do quanto inseguro me sentia

E assim, dia-a-dia te perdia
De ciúmes me consumia
A razão desvanecia, não te compreendia

Tuas palavras não aceitava
Ciúmes, insegurança, de tudo desconfiava
Nosso amor perdia-se, acabava

Bem sei, que depois de tanto tempo vivido
Boas lembranças guardo comigo
O Passado não volta, sou passaro ferido

Foto de jessebarbosadeoliveira27

PLEONASMO DO POEMA-POESIA

O Poema é uma centelha
Concomitantemente
Conclamada e errática.

O Poema é a equação
Que habita o cérebro
Da nossa dualidade:
Pavimenta a alameda da emoção e da racionalidade.

O Poema é uma enigmática areia movediça:
Rebenta prenhe ou órfão de um intento
E trilha vias do alcácer das viroses dos abstratos, concretos tormentos
(sejam os frívolos dissabores, seja a dantesca
luminescência da bruma do quase aniquilamento),
Antes de se transmudar em monumento
Á Lógica, ao tornado dos vulcânicos sentimentos
Ou ao maremoto dos libertários devaneios.

O Poema é a aquarela
De um premeditado
Ou inesperado Estalo:

Nasce no córtex,
Navegando pelo
Oceano de teias e correntes da mente

Para, em seguida, desaguar sobre
O espaço vazio como palavra:
Quer Verso insalubre, amarelo, hospitalar, alegria flagelada;
Quer jucunda ventania, Poesia em estado de Graça!

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

http://www.myspace.com/nirvanapoetico
• http://twitter.com/jessebarbosa27

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