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Foto de AndreiaCris

Sonhei

Esta noite tive um sonho…
Sonhei que tinha uma vida perfeita…
Sem quedas…Sem tristezas…Sem feridas…Sem desilusões

Sonhei que era rica…tão rica ao ponto de não ter que me preocupar com o que gastava

Sonhei que tinha amigos perfeitos…que nunca me desiludiam nem magoavam

Sonhei que tinha um namoro perfeito….sem discussões nem lágrimas

Sonhei que era perfeita….não magoava nem decepcionava ninguém

Acordei e….
Vi que continuava a haver quedas…tristezas…feridas…desilusões…
Tudo não passou de um sonho….
Não sou rica…não tenho amigos perfeitos…não tenho um namoro perfeita…e não sou perfeita

Mas não fiquei triste pois, podem crer, que sou….
Muito feliz, assim, com a minha vida imperfeita

Foto de janaina barbara

MALA SEM ALÇA

Um dia encontrei uma bolsinha
Era a mais despojada que já havia visto
Pensei por que não , toda mulher precisa
De uma bolsa.
Por um tempo eu me apeguei aquela bolsinha
Não sabia viver sem ela, ela combinava com tudo
Um dia quis caminhar e vi que a bolsinha não combinava, por isso não a levei.
Minha bolsinha ficou chateada, ressecou, ficou feia e desbotada
E com meu estilo em nada combinava... Então eu vi que a bolsinha
Era uma tremenda mala sem alça.

Foto de janaina barbara

mal humorada

HÁ tempos mudei o comportamento
Deixei de ser amável generosa
Não sou fácil, não confunda o sentimento
Ando pouco paciente, não ando rancorosa.

Tem tanta gente pegajosa e mal amada
Que acabei mal humorada.

Foto de janaina barbara

Você me imita em tudo.

Chega a cansar a beleza
Tamanha sua proeza em me imitar.
Chega a me dar ânsia
Náuseas, seus gestos são de extrema pobreza

Acha-se superior em tudo
Não tem senso do ridículo
Seu futuro é inserto, inseguro
Sua arrogância vai te levar ao tumulo

Sua amizade é duvidosa
Ninguém sabe o que pensas
Não sei se é pássaro o uma cobra venenosa
Não me leve a mau, isso não são ofensas

Seu espírito é pequeno,
Sua amizade não é doce é veneno e vagabundo
Não pode matar meu sonho sereno
Sua incapacidade te leva a me imitar em tudo.

Foto de Edson Passos oliveira

"A Luz Da Minha Mãe"

Meu primeiro dia de vida
Meu primeiro choro
Meu primeiro contato
Eu já sentia seu amor
Que me fez sentir amado
E protegido por você mamãe

O tempo passou, pouco a pouco
Você acompanhou meus passos
Meus risos, meus choros
E se alegrava com minhas alegrias
E se lamentava com meus fracassos

Sempre ofereceu sua palavra
Seu conforto, seu ombro amigo
No momento que mais prcisei
Você estava ali, bem perto
E o alicerce se fez

Aquele menino aprendeu, cresceu, caiu
Das voltas que o mundo dar
Eu chorei sua partida
A dor infinita
A chuva sobre meus olhos

Eu senti o escurecer
Um abismo sem fim
E uma luz que não chegava
Passo a passo seguir
Pra ver se achava a saída

Ao chegar perto da saída
Vi a luz da minha mãe
E a chuva que caia sobre meus olhos
Veio sobre a boca o sorriso
E a luz que eu procurava

Eu nunca a perdi
Pois ela estava dentro de mim
E essa luz eu a levo
Nos momentos de luz ou treva
Pois você mamãe é tudo isso pra mim.

Edson Dias

27/08/2009

21:41hs

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

EU E AS FLORES


♥♥

♥♥
EU E AS FLORES

Simples como uma flor.
Perfumada como a dama da noite.
Encantada como lírio do campo.
Brilhante como gira sol.

Linda como flores silvestres.
Branca como copa de leite.
Meiga como margarida.
Audaciosa , como crisântemo.

Delicada como a orquídea.
Feiticeira como as papoulas.
Embriagante e perigosa
Como as rosas;

Usa de seus espinhos para defender-se.
Mesmo assim todos a querem.

A FLOR DE LIS.

Foto de cafezambeze

PANDORO - INCULO E OS HOMENS LEÃO (UM CONTO AFRICANO)

PANDORO - INCULO E OS HOMENS LEÃO

NA SERRA DA MURRUMBALA, A NOITE NA PEQUENA ALDEIA SE AGITOU.
LUZES DE TOCHAS E CANDEEIROS SURGIRAM NA ESCURIDÃO,
ZANZANDO DE UM LADO PARA OUTRO, QUAL VAGA-LUMES.

O LEÃO BATERA NA PORTA!
ELE ARRANHARA A PORTA!
O LEÃO LEVARA A VELHA MULHER!

OS HOMENS SE REUNIRAM ARMADOS COM AS SUAS AZAGAIAS.
DE MANHÃ NÓS VAI E PEGA ELE! NÓS PEGA ELE!
NÃO! AGORA! TEM QUE SER AGORA!
GRITAVA, IMPLORAVA DESESPERADO INCULO, O FILHO DA VELHA SENHORA.
MAS A NOITE ESTAVA ESCURA COMO BREU...AMANHÃ NÓS VAI! INSISTIAM.

INCULO CHAMOU SEUS DOIS FILHOS.
NÓS VAI SÓZINHO! PEGA O CANHANGULO E AS AZAGAIAS!
INCULO E SEUS FILHOS SE EMBRENHARAM NA MATA QUE LOGO ENCOBRIU A
CHAMA DAS SUAS TOCHAS.

DEVAGAR, ATENTOS A UM RAMO QUEBRADO, UMA PEDRA VIRADA, UM FARRAPO
DA CAPULANA DA SUA MÃE...
HAVIA UMA TRILHA RECENTE SIM, MAS DE LEÃO?
INCULO ACREDITAVA EM FANTASMAS, MAS ERA A SUA MÃE E NÃO SERIA
FANTASMA OU O TEMÍVEL PANDORO QUE O FARIAM PARAR.

HORAS DE AGONIA SE PASSARAM. INCULO, NÃO SÓ DE NOME, TEMIA O PIOR.
NA SUA MENTE SE FORMAVA UMA IMAGEM DE HORROR. OS HOMENS LEÃO!
GENTE QUE COMIA GENTE. ELE JÁ OUVIRA FALAR E NÃO ACREDITARA.

JÁ RAIAVA O DIA, QUANDO ELE FINALMENTE OS AVISTOU NUMA PEQUENA CLAREIRA.
ERAM CINCO, OS DESALMADOS REUNIDOS À VOLTA DOS RESTOS DE UMA FOGUEIRA.

O CORPO DESCARNADO DE SUA MÃE, JAZIA ABANDONADO PERTO DELES.
INCULO SOFOCOU O CHORO. CHAMOU SEUS FILHOS E TIROU-LHES
DA MÃO O VELHO CANHANGULO. A ARMA ESTAVA PRONTA.
MIRANDO CUIDADOSAMENTE, ELE DISPAROU UMA CHUVA DE
METRALHA NOS FAMIGERADOS BANDIDOS.
DE PRONTO, ELE E SEUS FILHOS SE LEVANTARAM URRANDO E
ARREMESSANDO SUAS AZAGAIAS.
OS COVARDES HOMENS LEÃO, FORAM TRUCIDADOS SEM PIEDADE.

ENTÃO, INCULO CHOROU COMO UMA CRIANÇA.

RECOLHEU CARINHOSAMENTE OS RESTOS MORTAIS DE SUA MÃE
E VOLTOU PARA A ALDEIA. NÃO FALOU COM NINGUÉM.
NO MESMO DIA, ENTERROU SUA VELHA MÃE E FOI EMBORA COM
TODA A SUA FAMÍLIA. DO INCULO, NINGUÉM MAIS NA ALDEIA FALOU.
A VERGONHA QUE SENTIAM OS IMPEDIA.

NOTAS:
PANDORO = LEÃO
INCULO = GRANDE
AZAGAIA = ARMA DE ARREMESSO
CANHANGULO = ARMA DE FOGO DE CARREGAR PELA BOCA, NORMALMENTE DE GRANDES DIMENSÕES
CAPULANA = PANOS COLORIDOS QUE AS MULHERES ENROLAVAM NO CORPO À LAIA DE VESTIMENTA

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

VOCÊ FOI UM ENGANO

***
**
***
**
***
O pior dos meus enganos;
Foi permitir você fazer parte dos meus planos.
Fui enganada também pela paixão.
Que vendou os olhos.
E não deixou que eu percebesse
Suas verdadeiras intenções.
Permiti-me aprisionar neste falso amor.
Com esperança de dias de amor intensos.
Vivendo as mais tórridas histórias de amor.
Como fui ingênua e tola.
Doando o meu mundo simples e certo.
Por uma fantasia ilusória que vive com você.
Me doei, me entreguei, me lancei.
Apostei todas as cartas em você.
Sei que não mais adianta reclamar.
Mas a dor vem em meu coração como lança.
Abre uma ferida e sangra até a alma.
Suas promessas foram bem vindas.
Pena que da sua parte não foram cumpridas.
Acreditei em teu falso amor.
Como me enganei...!
Como não notei a tua diferença.
Como pude me permitir a isso.
Dias permaneceu ausente.
Não mandava noticias nenhum sinal.
Depois com sopro do vento sumiu.
Deixando desaparecer meus sonhos.
Deixando que eu me sinta enganada.
Penso que você não foi sonho.
Sonhos não trazem magoas.
Pesadelos trazem sombras e enganos.

A FLOR DE LIS.

Foto de Izaura N. Soares

Perdendo-se nas lembranças

Perdendo-se nas lembranças
Izaura N. Soares

Hoje a tarde está silenciosa, calma,
Apenas a água da cachoeira que cai
Lindamente em forma de véu
é que faz o seu barulho habitual.
Lá fora os pássaros presos gorjeiam
em seus ninhos contemplando a beleza
que para eles, vem do céu.
Com meus pensamentos,
os delírios se apresentam ardentes
cheios de saudades, de lembranças
Que me perco ao lembrar-me
do quanto amei do quanto esperei.
Hoje, só restam passagens
de um momento feliz
de um tempo que foi crucial,
para viver plenamente este amor.
E este amor não me deixa esquecer
o quanto você é importante.
Não se esqueça, que a aurora
do dia anda sempre junta
com a brisa do amanhecer!

27/08/2009

Foto de Paulo Gondim

Desolação

DESOLAÇÃO
Paulo Gondim
25/08/09

Relâmpago de fogo numa noite fria
Corta o céu num estrondo surdo
Num eco que se esvai e fica mudo
Num clarão intenso, imenso
Enche os bosques, as montanhas
Num tremor sinistro, esquisito
Que remove o íntimo das entranhas

E no furor da tempestade, o rasgo
Da pedra que rola do penhasco
Na corrente bruta, nefasta
De força incontida, sem medida
Que tudo à sua frente arrasta

No final das águas, o desprezo
De tudo o que foi vida e sucumbiu
À desmedida luta sem vitória
A desolação, visão inglória
Tudo virou lama, barro só
O orgulho debelou-se
E o homem volta ao pó

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