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Foto de gilsanjes

ROSAS E ESPINHOS

Vejam só o resultado
De um peito sufocado
De um pisão no calcanhar.
Isso sim é naufragar
Afogar-se em desalinho
Entre rosas e espinhos.

A alma tem o poder
De não deixar esquecer
As chagas de uma paixão.
Transforma o coração
Em um mar de negra cor
Onde navega o amor.

Insana é a magia
Robusta a autofagia
No desejo universal.
Há de ser meu bem vital
Toda dor ou alegria
No esparzir da nostalgia.

Meu regaço bem sereno
Meu querer é bem pequeno
Em vista do navegar.
Navegar é resultado
De um peito sufocado
De um pisão no calcanhar.

Foto de gilsanjes

TRANSMUTAÇÃO

TRANSMULTAÇÃO

No portal das íris nua
Grita a realidade
A utopia é insana
Sem qualquer salubridade
A magia do eclipse
Reflete o apocalipse
No seio da humanidade
Certa vez eu naveguei
No espaço sideral
Desbravei seus quatro cantos
Com encanto sem igual
Eu vi a beleza nua
Das estrelas, sol e lua,
Em seu recanto natural
Vi o martelo de Deus
Orbitar sem direção
Eu vi a terra girando
Rumo a sua destruição
Um quilômetro por ano
Ela esta adentrando
Em um fótons cinturão
Sentimento consternado
Inspirou-me a vir embora
Cruzei a atmosfera
No esparzir de nova aurora
Degustei amargo fado
Por ver o ozônio aviltado
Rasgado de fora a fora.
Alegrou-me estar em casa
No colírio de Cabral
Mas as coisas por aqui
Não estavam em seu normal
A Amazônia quem diria
Secou da noite pro dia
Chão talhado no portal
As quatro estações do ano
Sofreram transmutação
O Outono e a primavera
Vem com forte inversão
Tudo esta desordenado
Sorri o inverno ensolarado
Choram procelas no verão
Na aldeia de tupi
Grita a evolução
O cocar de belas penas
Foi escalpelado á mão
Tupi tem computador
Tem diploma de doutor
Fala em inglês e alemão
Busquei novos arreboes
Vislumbrei o oriente
Vi de perto o anti cristo,
Em trajes de presidente
Em seu olhar o ódio insano
Um coração leviano
Ganância rangendo os dentes
Cojitou a guerra santa
Com o dedo no botão
Augivas e tomarróqs
Beijaram aquele chão
Mas a velha “raposama”
Não se deixou por a mão.
Tio Sam inconformado
Pulou pro outro quintal
Cobiçou o ouro negro
Em sua fonte natural
Sadan foi nocauteado
O Iraque detonado
Na maior cara de pau
A justiça é soberana
Não deixou a desejar
A fogo e ferro quente
Veio a ira de Alá
Todo o mal que semeou
A América ruminou
Câmi-casi estava lá
Acolheu-me o desespero
Lamentei por ter nascido
Sou somente um grão de areia
Nessa terra sem abrigo
Penso que a Divindade
Ver da glória a humanidade
Com olhar arrependido.

Foto de Carmen Lúcia

"Liberdade...ainda que tardia..."

Vago sem sentir o chão...
Estranha sensação...
Já posso voar?
Pra onde? Qual horizonte?
Ainda não sei...
Há muito o que desbravar.
Mundo sem fim...
Sem rédeas, sem lei...
Giro em torno de mim;
Vagarosamente, timidamente,
ao som de alaridos fantasmas,
apagando marcas de contundentes amarras.

É preciso conquistar meu espaço...
Me perco, me acho, me refaço;
alargo caminhos que traço
pra que não estreitem meus sentimentos
e neles transitem livres os pensamentos.

Liberto a liberdade
incrustada em meu âmago;
empoeirada, amedrontada,
escondida em minha verdade,
ameaçada anos a fio,
recuada aos desafios
de viver, renascer ...e ser.

Feito ave fora do cativeiro
alço vôo, embora rasteiro.
Solo, único, primeiro...
Rodeio e volto ao mesmo lugar;
Quero me redescobrir antes de partir.
Revelar o meu sentir...
Certificar-me de que não vou cair.

Procuro me equilibrar
mantendo-me firme e calma;
livre das correntes da alma.
E corro atrás dos sonhos...
Dos que restaram...
Os que não foram tragados
pela voracidade do tempo
que cobre e descobre feridas...
Da vida...

Um sopro de vento
dissipa a poeira, revela o brilho
de quem se escondia...
Vazia, sombria.
“Liberdade...ainda que tardia...”

Carmen Lúcia

Foto de antonietamello

borboleta

hoje eu sofro, mas sei que isto ha de passar
e uma mulher forte irei me tornar.
pq nada que outra pessoa faça contra mim, vai
impedir o que sou e quero ser: FELIZ.
e isto é algo que só cabe a mim..

Foto de Enise

O QUE TE FAZ FELIZ?

PAGINA DO VIDEO NO YOUTUBE:http://www.youtube.com/watch?v=czTqVt7OFGY
http://blogdolilases.zip.net

Enise

Foto de Elias Akhenaton

Linda paisagem!


Meditemos sobre a linda paisagem da natureza
vamos enlevar nossa inspiração, nossa sensibilidade
ao firmamento cor de anil
que envolve a natureza primaveril!
Deixando fluir nossos pensamentos!
Deixando florir nobres sentimentos
dentro de nossos corações, na essência de nossa Alma!
Sentimentos puros como a florzinha rubra do amor
e gratidão ao Arquiteto Divino
pelo conjunto de suas maravilhosas obras!

Elias Akhenaton

Foto de gilsanjes

tributos

Pode o sol romper a noite
E a noite violar o dia.
Pode o mar talhar seu chão
E no sertão diluviar.
Pode enternecer-se a rocha
E solidificar-se a água.
Pode florestar-se o deserto
E desertar-se a densa flora.
Pode quebrar-se a ampulheta
E o tempo ensandecer-se.
Pode a eternidade
Reduzir-se a um segundo.
Pode tornar-se o mundo
Menor que um grão de areia.
Ainda assim, por toda a vida
Ecoara o meu grito.

“ EU TE AMO MÃE QUERIDA
MUITO ALEM DO INFINITO...”

Foto de gilsanjes

ampulhetacrônica

O começo ilude
O intervalo passa
O fim é trágico
Finalização
Dos tecidos da derme
Dos ossos ao cromatismo
Tudo se esvai
Mesmo o que parecia ser eterno
Do castanho ao musgo
Dos músculos a flacidez
Da altura ao encolhimento
Da voz a rouquidão
Mansa transformação
Que estraçalha o belo
Degenera o sentido
De um quarto
De uma cela
De um apartamento.
Só ou acompanhado
Todo começo ilude...

Foto de gilsanjes

AUTOFAGIA

Sentei-me a mesa
Fiquei analisando
Cada traço de meus movimentos
Foi ai que percebi
Como estou a mastigar revoltas
Soltas laudas de proteínas
No gosto da autofagia

Nos movimentos dos maxilares
Uma busca de minimizar
Os grandes delírios que engasgo
Na água que limpa os sujos
Estou observando
Cada reticulo endoplasmático
Como meus órgãos
Para gerar outros organismos.

Força latente nas veias
Os grãos dos sonhos
Distribuídos pelo corpo
Fico me olhando sentado
Um prato sobre a alma
Um corpo sobre a mesa
Dou-me um olhar irônico
Volto-me para meu corpo...

Foto de Joaninhavoa

ESTOU INDO

*
ESTOU INDO
*

Eu danço turvo no horizonte
Para lá do monte acobreado
Sem bordão e sem cajado
Voo num manto de leite
derramado

Sombras estendem as caudas
Afiadas
Muralhas suspensas
Saias de sedas roçam as coxas
encarniçadas

Brindam aos pares aos sons
das guitarras
Que gemem baixinho
Teu nome
E o nome dela

E o manto tão branco
de alvo linho
De altos e baixos
Murmura sozinho

Minh`ave onde estás
Indo?!

Joaninhavoa
(helenafarias)
31/07/2009

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