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Foto de Thyta2000

No silencio de uma vida

No silencio de uma vida
By Thyta

O silêncio faz quedar a minha mente
Emoções intensas... Vividas...
Acumulo emaranhado de encanto
Num espaço da memória.

Silencio provocador,
Delirante, embriagador
Alimento de essência audaz.
Que a chama não apaga.

Sensações sentidas,
Desvairada de uma só vida
Expressadas numa folha de papel
Indizível solidão.

Nostalgia complexa
Tem-se tudo nesta cadencia
Onde duas almas se encontram
No silencio de uma vida.

Foto de LLY

A Saudade

A saudade me leva a ilusão de ter você aqui.
Ilusão doce como algodão doce.
Teu aroma doce como uma pétala de rosa.
O gosto de tua saliva em minha pele.
Posso imaginar, pensar, amar e gozar...
Não é difícil te chatear, de dizer sim e te amar.
Não é fácil dizer não, ir embora e chorar.
Digo que sinto saudades e que te amo e algo mais.
Tu diz que sou especial e coisa e tal.
Fico observando teu sorriso adocicado e tua voz, por
Segundos, minutos...
Áurea singela de menino levado,
Corpo, mente de homem com um Q diferente

Foto de Edevânio

UM NOVO MUNDO NO CAMINHO DAS ÍNDIAS

Edevânio Francisconi Arceno

AUPEX-UNIASSELVI

Estamos impressionados com os avanços tecnológicos, então indagamos onde o Homem vai parar? Acreditamos que a pergunta razoável seria: Onde o Homem quer parar? Dizemos isso porque cada dia mais limites são superados e quem afirmar categoricamente que a morte é o limite para o Homem, corre o risco mais tarde ser reconhecido como o Idiota que limitou a Humanidade. Entenderemos melhor estas afirmações se voltarmos no tempo para analisar as atitudes e estratégias adotadas pelo Homem diante das adversidades.

A convivência em grupo nasceu da necessidade de proteção, em virtude dos predadores. Através desta relação em sociedade, compreenderam que a união não só poderia deixá-los mais fortes tanto para defender-se como para atacar, tornando-se assim também predadores. Quando o Homem conseguiu impor sua superioridade diante das demais espécies, sentiu necessidade da disputa entre si, para descobrir quem é mais sábio ou forte. Desde então a força e o intelecto vem ditando regras entre a humanidade, no intuito de descobrir quem é o mais poderoso. Com o advento da escrita, todas as estratégias adotadas pelo intelecto e as proezas realizadas através da força, foram sendo registradas, propiciando ao Homem, aquilo que conceituamos progresso.

O Homem se organizou em Estado, após viver anos como sociedade tribal, ainda que existam sociedades tribais semelhantes, o Homem evoluiu, e quando a extensão territorial tentou-lhe impor limites, ele se lançou ao mar. Não demorou muito para perceber que o mar era uma grande oportunidade de ampliar seus poderes, com terras e povos a serem conquistados.

Deste modo os Fenícios, iniciaram aquilo que seria denominado de “Comércio Marítimo”. Segundo a Ilíada de Homero, as rotas comerciais do mediterrâneo foi o verdadeiro motivo de Agamenon ter unido toda a Grécia para lutar contra Tróia do rei Príamo, e não a desonra de Menelau, em virtude da paixão “avassaladora” de Paris e Helena. Por que tanto interesse de Agamenon e tantos outros, em monopolizar as navegações? A resposta parece obvia! Poder, isto mesmo, quem dominasse os mares e as rotas comerciais teriam mais poder sobre os demais. A soberania grega não levaria muito tempo, pois como todo império que se levanta, um dia cai, e assim tem sido durante toda a História.

No período medieval, outros povos dominariam o mediterrâneo, mas nenhum foi tão importante quanto às cidades italianas de Veneza e Gênova, que se transformaram nos centros comerciais mais ricos da Europa. Serviam de ponte entre os consumidores ocidentais e os produtores do oriente. Em virtude dos impostos aduaneiros, as mercadorias eram acrescidas de muitos juros. Depois da tomada de Constantinopla pelos turco-otomanos, sérias restrições foram impostas ao comércio no mediterrâneo, o que fez encarecer ainda mais as mercadorias. Para uma Europa Feudal, em fase de transição, a situação ficou calamitosa, em virtude da escassez do ouro e demais metais preciosos, o que dificultou ainda mais o comércio. A única alternativa era tentar uma rota comercial alternativa. Mas quem poderia aventurar-se em busca de uma nova rota em meio ao caos urbano, escassez de moedas, êxodo rural e uma eterna queda de braço entre nobres e burgueses?

Este era o Cenário em quase toda a Europa, com exceção de um pequeno país banhado pelo oceano atlântico, que recentemente havia conquistado sua independência e a consolidando com a histórica “Revolução de Avis”, que conduziu ao trono de Portugal D. João I. Este governante conseguiu unir os interesses dos Burgueses e a maioria dos nobres, com total apoio do povo. Isto fez de Portugal, o primeiro Estado nacional da Europa, dando-lhe estabilidade política e econômica necessária para dar inicio a Expansão Marítima, em busca de uma rota alternativa rumo às Índias.

O pioneirismo em navegar em mares nunca d’antes navegados, era antes de tudo uma prova de coragem e do espírito aventureiro deste povo.Pois a navegação em águas desconhecidas eram povoadas de crenças e lendas medievais sobre fabulosos monstros marinhos.Além disto, haviam registros escritos pelo navegador italiano Marco Pólo, com histórias e personagens pra lá de fantásticos. D. Henrique, o terceiro filho de D. João I, fundou a “Escola de Sagres”, onde reuniu a experiência marítima italiana, a ciência herdada dos árabes ao espírito aventureiro do povo português. A primeira investida Lusitana foi à conquista de Ceuta, cidade do norte da África, que era uma importante rota comercial, que mais tarde perdeu seu valor, em virtude da mudança de rota por parte das caravanas árabes.

Depois de Ceuta, foi a vez da Ilha da madeira, em seguida o arquipélago de Açores, e a cada expedição, mais informações eram mapeadas. Após várias tentativas, o navegador Gil Eanes ultrapassa o Cabo Bojador, um obstáculo à pretensão portuguesa de chegar às Índias. Junto com a gloriosa vitória pelo seu feito, Gil Eanes desembarca em Portugal com a embarcação cheia de negros, para serem vendidos como escravos, tornando-se uma mercadoria muito lucrativa.

Bartolomeu Dias traz para Portugal, a travessia do Cabo da Tormenta, que para o Rei, nada mais é que a Boa Esperança, de que a Índia está próxima. Instituindo Feitorias e demarcando o litoral africano para a glória de Portugal, Vasco da Gama chega com sua expedição a Calicute. Apesar de não ter êxito no contato diplomático com o Rajá (Governante) daquela cidade Indiana, Vasco da Gama oficializa a abertura de uma rota alternativa às Especiarias. Veja a narração de um trecho do poema “Os Lusíadas”, de Camões ao avistar Calicute:

Já a manhã clara dava nos outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da celsa gávea os marinheiros
Enxergavam terra alta, pela proa.
Já fora de tormentas e dos primeiros
Mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto melindano:
-Terra é de Calicute, se não me engano;
(RODRIGUE, apud Camões. p.103)

Nos relatos registrados no diário de bordo, Vasco da Gama faz menção de que ao afastar-se da costa africana em direção ao leste, percebeu a presença de aves, o que dava indícios da existência de terra não distante dali. (SOUZA; SAYÃO, apud Bueno, p.26)

No dia 08 de março de 1500, a maior e mais poderosa frota de Portugal, comandada pelo jovem fidalgo Pedro Álvares Cabral, composta por mais de 1.500 homens distribuídos nas dez naus e três caravelas, saiu em direção à Índia. Cabral afastou-se em direção leste da rota demarcada por Vasco da Gama. A mudança de itinerário causa polêmica até hoje, afinal, esta mudança foi proposital ou casual? Se foi prevista ou não, se houve tempestade ou não, estas respostas ficaram para sempre no campo das especulações, até que o Homem crie uma “Máquina do Tempo”e retorne até 22 de abril de 1500, dia que Cabral avista a Ilha de Vera Cruz, o nosso Brasil! Dez dias depois, ele retoma sua rota para a Índia, onde fez acordos comerciais muito lucrativos para Portugal e o Mundo.

Logo o pioneirismo português, faria seguidores. Os Espanhóis chegaram a América, sob o comando de Cristóvão Colombo, pois assim como Vasco da Gama, procurava um caminho alternativo para as Índias. Em seguida foram os Ingleses, Franceses, Flamengos e Holandeses. Ao dominar águas estranhas surgiram novas terras, que também foram dominadas, muitos mitos foram colocados abaixo e um novo mundo se formou.

Há muitas terras ainda a serem conquistadas, afinal a nossa Via Láctea, é apenas uma entre muitas, há ainda vários planetas a serem explorados e também novos povos ou seres a serem encontrados. Analisando o retrospecto do Homem, você dúvida que isto acontecerá?

REFERÊNCIAS

RODRIGUE, Joelza Ester. A História em Documento. 6ª Série. São Paulo. Ftd, 2006.

SOUZA, Evandro André; SAYÃO Thiago Juliano. História do Brasil Colonial. Indaial: ASSELVI, 2007.

Foto de luiz antonio

“A tua voz”

Encontrei em tua voz, a paz a beleza a leveza e a sensatez que todos buscam e poucos encontrão.
Apaixonei-me intensamente por uma voz do outro lado da linha por uma fotografia que me persegue em meus sonhos e por doces palavras com letras picantes.
Vejo-me perdido sem você procuro uma saída mais tudo que vejo são vielas sem fim, mais no fundo vejo tua imagem e ouço tua voz me guiando me mostrando o caminho.
Queria poder te ver não só em meus sonhos mais todos os dias, dormir ao teu lado acordar com teu sorriso me dizendo bom dia!
Dormir de conchinha sentindo teu cheiro o calor do teu corpo e me perguntando como passei tanto tempo sem você.
Nada na vida e por acaso tudo tem sem tempo e propósito quando pensamos já ter passado por tudo na vida somos surpreendidos por um novo aprendizado inesperado, que nos faz sentir-se frágil.
Acredito no destino e confio na maneira em que ele trabalha e fico na expectativa para q o acaso nos faça seguir um só caminho.

Foto de Graciele Gessner

Danada Saudade. (Graciele_Gessner)

Saudade de recordar.
Saudade de poetizar.
Saudade de me arriscar.

A saudade que sinto
É aquela capaz de me apaixonar.
Sou uma alma sequiosa em amar.

A saudade me renasceu.
A saudade transbordou, remexeu...
A saudade me revigorou.
A saudade me transformou.

A saudade guarda um segredo,
O que não pode ser revelado.
Um enigmático para ser adivinhado,
Um mistério muito conhecido.

Ah! Saudade!
Uma dissimulada felicidade.
Natural estado de qualidade
Própria de uma feminilidade.

19.02.2009

Escrito por Graciele Gessner.

*Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Mania de voce





Mania indecente de você
Me perco nos teus desejos
Sorrisos e beijos

Fusão de corpos em brasa
No breu da noite fria
Exposição...teu corpo, minha mania

Toques ... doce paixão sem fim
As digitais denunciam
Teu passeio louco em mim

Essa mania de você
Acende a fogueira
Teu corpo é lenha na lareira

Encanto, sabor e tentação
Boca atrevida,língua sem pudor
Mania de você...mania do teu amor

Foto de eda

"Socorro"

(P/ O concurso)("Dizendo que te amo")

"Socorro"

"Socorro estou desesperada, pois o meu coração está pegando fogo,
e se agravando ardendo em paixão...
"Está chama nem o bombeiro consegue apagar, essa paixão é traçoeira,
e me domina, com um toque de olhar.
"O unico remédio é viver está paixão, curtindo cada istante, cada momento,
amando e sentindo o prazer de conpartilhar as emoções, alegrias, tristeza, para assim,
valorizar um ao outro e diariamente ter a capacidade de ouvir e dizer:
"Eu te amo"
"E tenho orgulho de dizer que você é um pedaço de mim.
"E sem você jamais consegueria viver.
"Meu eterno amor"
"Te amo"

Autora:Eda.S.L.M.S.

Foto de Carmen Lúcia

Não digas nada!

Não digas mais nada!
Teus olhos já disseram tudo.
Mudos, fizeram-me entender
o que tuas palavras sonoras
foram incapazes de dizer...
Perderam a força, a elocução
e na indecisão mudaram de rumo,
acovardaram-se perante a missão.
Nelas eu não iria acreditar.
Não me atingiriam tão fortemente
quanto teu olhar...
Esse sim, calou-me fundo...
Tiro certeiro, profundo,
que me fez cambalear,
perder o chão, rodar o mundo,
chorar.

Como descrer da crueza de um olhar?

Final inconsolável para quem ama
e se vê inesperadamente só,
sem mesmo o consolo da ilusão,
tendo a presença constante da solidão.
Dor inigualável ao ver fragmentados
os sonhos,
outrora tão sonhados...
Agora, farrapos atirados ao chão.

E os próximos passos
tornar-se-ão pesados, drásticos...
Deixar o tempo passar, tentar esquecer.
Tempo que não passa....
Teima em retroceder!
Achar motivo pra sorrir...
Como? Se a razão de meu riso
não está mais aqui?

Viver por viver...
Ou sobreviver.
É o que tento; o meu intento.
Sentindo na alma um frio gelado;
o coração pulsando fraco...
Vivendo dias sempre iguais,
que projetam no ar
um quê de "nunca mais..."

(Carmen Lúcia)

Foto de Joaninhavoa

Por Amor...

*

Por Amor...
*

Por amor
Eu sopro as feridas
Para te aliviar
Nas demandas contínuas
Desta vida

Por amor
Eu viro biscoito
Para você mordiscar
Abro alas com asas
E subo ao altar
Aí! Componho
Meu véu
Para me inusitar

Por amor
Eu sei! Vou te beijar
E as águas do mar
Vão te abraçar
Nas margens do rio “Tua”
Para me interpelar
E me ajoelhar

Na reza
Contínua deste meu arfar
Na trégua em léguas
Desmultiplicar
Em castas “Odes”
Por amor! Amar
Amar.

Joaninhavoa
(helenafarias)
19/02/2009

Publicado no Recanto das Letras em 20/02/2009
Código do texto:T1434486

Foto de Joaninhavoa

Eterno Vagabundo!

*
Eterno Vagabundo!

Quando você não está
a dor contagia todo meu ser
Espalha brisas rama destalada
folha de Tobaco d`imudecer
paira no ar desejo de sniff
Do pó que deixaste ao partir
Aguentar a pedrada
De um golpe de uma navalhada
Num espaço de um segundo
Viro espectro! Cambaleio
Sem freio
Sou um eterno
Vagabundo!

Joaninhavoa
(helenafarias)
19/02/2009

Publicado no Recanto das Letras em 19/02/2009
Código do texto:T1434486

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