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Foto de Sonia Delsin

“Ainda não aprendi”

“Ainda não aprendi”

Aprendi tanta coisa nesta vida.
Tanta coisa aprendi.
Perguntaram-me um dia destes se te esqueci.
Eu menti.
Disse que apaguei tua imagem de minha retina.
Que meu coração não te guarda.
Mentiras.
Ainda guardo teus olhos, tuas mãos, teu sorriso...
Te esquecer é preciso.
Mas vá dizer isto à minha alma.
Esta tola alma apaixonada.
Mesmo chorando por dentro eu dou risada.
Levo a vida assim.
Andando nesta minha outra estrada.
Onde falta ainda... te esquecer.

Foto de Sonia Delsin

UMA ROSA ESQUECIDA

UMA ROSA ESQUECIDA

Ali ela chorava tão abandonada .
Chorava copiosamente.
Lágrimas caiam de suas pétalas abundantemente.
Quem visse poderia pensar que era só uma rosa orvalhada.
Que nada!
Eram lágrimas mesmo.
Daquelas que vem do fundo d'alma.
Rosa linda, esquecida.
Quem lhe feriu tanto? Foi a vida?

Foto de pttuii

Um homem contra o céu

disseram-lhe que
pequenas pedras de
toque eram
as estrelas do céu que
o queria matar todas as noites,
via sonhos desfeitos onde
apareciam pintados homens
indecisos,
e com tudo jogado na
defesa de um forte
revestido de brechas
tautológicas,
atirou ao infinito que
morrer,
é esperar sentado pela
deflorestação do lado de cá
da floresta de existir.....

Foto de pttuii

Interior I

Um crime poderá estar prestes a acontecer. Em princípio, não será uma coisa mediática. As coisas acontecerão porque, simplesmente, o epílogo terá de ser esse. O autor não deve ainda fazer prognósticos sobre o modus operandi do alegado homicídio, porque na prática ainda não estão reunidas as condições para descrever uma situação que constitui sempre o último recurso da demonstração da animalidade humana.

A sala onde se adivinha semelhante desfecho é esparsa. Pintada de um branco reflector, com uma génese criadora de epilepsia, não terá mais que 10 metros quadrados. Trata-se de uma repartição de atendimento público, situada numa localidade do interior do país.

São três e 15 da tarde, e lá fora venta como se esperava de um dia de início de ano. Chuva adivinha-se, mas por enquanto está contida por entre o negrume das nuvens agrupadas em posição ofensiva.
Uma senhora, dos seus 40 e poucos anos, impõe a si própria um regime de calma auto-inflingida. Poderá ter a ver com a fila de cidadãos que se acotovelam no parco e sufocante espaço.

Mas não é de descartar que a senhora esteja a braços com uma situação de violência psicológica de índole doméstica, já que segundo as pesquisas prévias a esta dissertação, a localidade em causa ocupa um lugar de destaque nas queixas policiais apresentadas por mulheres de meia idade.
Faltam menos de 48 horas para terminar o prazo burocrático de entrega dos impressos de cobrança do imposto sobre o rendimento do trabalho, e a ansiedade colectiva forma uma nuvem espessa, difícil de contentar, e ainda mais complicada de controlar. A uma supremacia de idosos, respondem dois jovens, aparentando uma vida com duas dezenas de anos.
O ar taciturno e irritado que demonstram, revela que estarão ali para fazer o 'português' recado a uma pessoa de família. Uma jovem contenta-se a tilintar o piercing que pende de duas narinas aquilinas, e com uns laivos judaicos. Uma gabardine preta, tão densamente negra que contrasta com o politicamente correcto ambiente, oculta um corpo que se auto-esconde de olhares reprovadores. A jovem mulher terá tentado fazer uma demonstração recente de independência perante os progenitores, uma vez que tem o cabelo quase rapado. Os olhares de reprovação que a cercam num ataque quase 'Juliocesariano', aparentemente não a incomodam. (continua)

Foto de Jonas Melo

Seria pecado

Seria pecado, amar-te esfomeado;
Lamber-te como um animal no cio;
Seria pecado, sugar-te, com a mais louca e divina paixão;
Beijar-te intensamente, com carinho e pura devoção;
Seria pecado, possuir-te com intenso e louco desejo;
Tentando alcançar, através do teu corpo a essência do prazer;
Seria pecado, sufocar-te de beijos, abraçar-te freneticamente;
Acariciando teu corpo, sentindo alucinadamente o pulsar do teu coração;
Seria pecado, envolver-te em meu carinho;
Usando meu corpo como manto para cobrir a tua “vergonha”;
Seria pecado, despir-te com minha boca,
Extraindo do teu corpo as sensações mais loucas, já vividas pelos mortais;
Seria pecado, ser tão pervertido, alucinado de desejo, por um amor não correspondido.
Seria pecado, deixar alguém assim enlouquecido, entre sussurros e gemidos,
Incendiado com um louco desejo abrasador,
Seria pecado, amar-te desse jeito e ser seu único e eterno amor.

Jonas Melo !!!

Foto de Luís César Padilha

Noites abismais

.
.
.
.
Estou triste,
fechado no círculo de mim
e não encontro a porta.
Estou assim,
sem entender por onde
a estrada corta.
Estou tal
qual no escuro intenso
quem encontra a fenda torta.

Sem perder de mim,
absorvo o inóspito,
para que, em uma curva qualquer,
eu permaneça nos trilhos.
E, com passos firmes,
entenda onde a estrada corta,
esfaqueie a fenda torta,
detone a desejada porta.

Foto de betatattoo

Segurança

Às vezes me pergunto, se de fato devemos acreditar em tudo que nos é dito.
Mesmo que sentem à nossa frente olhe em nossos olhos, pq sempre parece que as pessoas não agem conforme suas palavras?
Ainda acho que a melhor forma de se expressar sentimentos é em atitudes, palavras são boas claro de serem ouvidas, quem não gosta de uma palavra de carinho?...Mas atitudes que fazem de fato essas palavras terem valor.
Será insegurança o que sinto?
Ou deixei de confiar em sentimentos mesmo?
O que sei é que preciso de mais do que palavras para me provarem algo realmente concreto.
Ver para crer...

Foto de Luís César Padilha

Destino

.
.
.
.
Rios ao mar!
Corredeiras ao mar!
Enxurradas ao mar!
Mananciais ao mar!
Desaguadouros ao mar!

Toda água quer ser salgada...

Foto de Osmar Fernandes

Quem sabe?

Quem sabe amanhã de manhã
eu volte a sonhar...
Quem sabe logo depois
Eu volte a sorrir.
Se o meu livro não conspirar,
e o sopro não se perder,
o caminho é viver.
Quem sabe?
Não sei dar tempo ao tempo.
Não sei morrer por morrer.
Não sei essperar o vento passar.
Nem quero consagração.
Quem sabe o que será?
Espero sem esperar.
Não vivo por viver.
Preciso desvendar
o ponto de interrogação...
Quem sabe?
Se o sonho sonhado
já viveu.
Se a realidade molhada
não aconteceu.
Quem sabe?

Foto de Joaninhavoa

MINGUINHO!

*
MINGUINHO
*
*
Meu minguinho* despertou
me beijou! Beijou

Um dia
confronteio-o
- Agora ou nunca!

E entre a espada
e a parede
Minguinho, optou
Abriu a porta
E nunca mais me deixou!

*queridinho

Joaninhavoa
(helenafarias)
03/02/2009

Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2009
Código do texto: T1420286

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