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Foto de Sonia Delsin

MINHA LENDA

MINHA LENDA

Olho a bela blusa.
De renda.
Me recorda minha lenda.
É tão leve.
Tão breve.
Tudo que esta lenda me faz é me dar paz.
É do meu amor que estou contando.
Estou me acostumando.
A viver metade do tempo aqui entre os humanos e outra metade com os meus fantasmas.
Minhas lembranças.
Não falo do hoje, do ontem.
Falo de tempos imemoráveis.
Falo de um tempo que está no mais íntimo de meu ser guardado.
Falo de um remoto passado.

Foto de Sonia Delsin

VENHA, MEU AMADO

VENHA, MEU AMADO

Venha trançar meus cabelos, meu amado.
Esqueça o passado.
Não ande com passo contado.
Abra os braços, aspire, suspire.
Tome consciência de tuas asas.
Voe.
Sobrevoe.
Este mundo é tão grande. Imenso.
E pequeno pra que não se arrisca a voar.
Ele se restringe ao tamanho do teu pensar.

Foto de Ricky Bar

Lágrima Escorre

Quero você mulher
Tocando minha alma
Entrando pela minha tela
Invadindo meus sonhos
Possuindo-me inteiro
Mente e corpo
Realizando todos os desejos
Levando-me ao puro êxtase
Da conjunção carnal
Do prazer total
Quero sentir teus braços
Envolvidos em meus abraços,
Teus lábios molhados
Calados rompendo de mim o silêncio
Nada dizendo
Apenas os olhos sangrando
E de mim gemidos arrancando
Olhando a invasão do meu membro
E louca sobre ele gritando
Como o mar na praia avançando
E quando a lágrima escorrer
Será o nosso gozo chegando!

http://www.luso-poemas.net

Foto de Anselmo

ENDEREÇO

Nasci na avenida Dom Pedro Segundo.
No tempo que a rua era de areia
De dia, com o sol que tudo clareia
A hora era onze e meia
Não sei lhes precisar o segundo.

Nasci na avenida Dom Pedro Segundo.
Eram três as crianças na casa
A mais velha, que mal andava
Um pequeno, que ainda mamava
E eu, que era o segundo.

Nasci na avenida Dom Pedro segundo.
De taipa era a morada
O pai, pra ganhar a vida, viajava
A mãe, enamorada, deixou os filhos na cunhada
E fugiu com um segundo.

Nasci na avenida Dom Pedro Segundo.
Hoje pr’aquelas bandas
Mora quem já partiu deste mundo
Tomara que demore bastante
Pra eu ter que ocupar meu lugar naquele endereço.

Foto de Anselmo

ESSÊNCIA CAIPIRA

Eu adoro música! Tanto faz o gênero.
Pode ser: Samba, MPB, Bossa Nova, Música Clássica... Não importa..
Eu ouço qualquer uma... Ou melhor: todas.
Tenho discos de cantos Gregorianos... É Divino! Sem querer fazer trocadilho.
Minha alma se aquieta quando ouço.
Mas nasci e cresci no interior de São Paulo;
Passei a primeira infância ouvindo histórias de amores imperfeitos,
“Causos” de caçadas de onça e de pescarias espetaculares
Onde se dizia que o rio tem tal curva em razão da força que se fez para tirar o peixe da água..
É!
Isso tudo sempre dito por um par de vozes cantando em harmonia perfeita
Com o tinido de um instrumento de dez cordas afinado com esmero e ponteado com primor
Que só não era superior ao encanto das batidas das palmas das mãos e das botinas dos catireiros
Que sapateando sobre o tablado maravilhavam a todos que ali assistiam, a tudo, em total silêncio.
Sim! Pois fazer barulho significaria quebrar toda aquela consonância,
Aquela sucessão agradável de sons.
Eu cresci e mudei dali.
Andei por ai. Conheci lugares... Campos... Cidades...
Mas aqueles sons me acompanharam. Ainda estão comigo.
Aquelas batidas ainda ecoam dentro dos meus ouvidos. Não saíram de mim!
Quando ouço o pontear de uma viola meus passos se recusam a ir adiante.
Parece que se embaralham. Não atendem ao meu comando.
Imprimo ordem e não sou obedecido...
Então eu cedo.
Cedo e fico ali... Ouvindo... Relembrando... Cantarolando...
Cantarolando e relembrando coisas que a criança gravou na minha alma;
Coisas boas que a criança ajuntou para construir a minha essência.
Portanto não esperem mais do que isso de mim...
Minha alma é sertaneja.
Minha essência é caipira.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"DINHEIRO PODRE"

“DINHEIRO PODRE”

Por favor, troque pra mim, pelo amor de Deus, pegue este dinheiro e me de apenas um terço em créditos, estou com fome e não consigo comprar comida, meus filhos estão passando fome, me ajudem, esta bem, quatro por um, tenha pena tenho duas crianças, preciso levar leite e pão para casa!!!
Estamos em 2020, e este pedinte exibia dinheiro vivo nas mãos, mas não tinha sequer um centavo de crédito, no começo deste século nosso Pais passou por uma reformulação na sua área financeira e tributária que ficamos escravos de um sistema contábil totalmente fiscalizado pelo governo, já não existe mais caixa dois, tudo passa pela Secretaria da Fazenda, tudo que vendemos ou compramos tem que ser informado instantaneamente a Secretaria da Fazenda, quando vendemos algo ou prestamos algum serviço a alguém ou a alguma empresa, usamos um palm que debita da conta do comprador e credita na conta do vendedor, simultaneamente a Receita Federal contabiliza seu saldo, assim quando precisamos comprar algo temos que ter saldo em nossa conta, o dinheiro vivo passou a não ter valor, algumas pessoas ainda pagam com dinheiro vivo, mas declarados que estão guardados em casa, ai paga-se o vendedor e da mesma maneira debita do seu saldo, mesmo que este esteja em parte em seu poder e não de bancos, daí acontece que a corrupção praticamente foi extinta, os roubos são mais cibernéticos do que assaltos propriamente ditos, a inadimplência inexiste, e as falcatruas agora são tidas como lendas.
A classe política encolheu hoje por ironia os políticos são escolhidos por capacidade e varias são as vezes que os escolhidos não aceitam os cargos, pois os mesmos só recebem o que esta estipulado, acabou a corrupção.
O dinheiro podre aquele que os políticos,traficantes,ladrões,estelionatários do começo do século,
Guardavam em paraísos fiscais, já não servem para mais nada, é comum estarem colados em álbuns de recordação.
Propinas para guardas não existe mais, comissões por obras superfaturadas, jamais, hoje a maquina do governo aqui em nosso Pais emprega menos do que dez por cento que empregava a quinze anos atrás, sabe aquele negocio de colocar vários nomes para receber e dar um cala boca??? Acabou!!!
Tudo isso graças a um lunático que por volta de 2010 apresentou e pois em pratica um projeto do imposto único, onde todos cidadãos de 16 a 65 anos pagavam um imposto de 5% de seu faturamento, quem não trabalhava declarava um valor mínimo e também teria que viver com aquilo, não podendo comprar mais do que declarava receber, caiu todos os impostos de circulação de mercadorias de produção de serviços, todos os produtos ficaram isentos, mas todas as matérias primas foram taxadas em 5%, o combustível e o veiculo também em 5%, cigarros e bebidas 200%, em dois anos o Brasil acumulou um superávit jamais imaginado, o governo investiu em saúde e educação e foi adaptando seu programa e hoje temos o que se chama de decência no setor político, o povo tem acesso a Hospitais decentes e as escolas são de primeiro mundo, na época fizeram um calculo que apenas evitando os roubos dos políticos o Pais se equilibraria em quatro anos, a sonegação hoje é lenda, bens e serviços são vendidos e executados com a maior tranqüilidade, debito e credito funcionam muito bem, os Bancos estão ai mais para auxiliarem os investimentos do que para se servirem dos correntistas como no inicio do século, realmente o dinheiro não declarado ficou podre!!!

Foto de pttuii

Diamantes serão até para sempre

elas de nós polidos,
nós delas como
diamantes dos nossos olhos,
vós mirais o pouco pesar
que resta de não restar
mais que este sombreado
de frustração,
e eles acatam o
que o tempo os manda
urdir de todo este falatório secreto....

Foto de Lorena Luiza Fernandes

Bruta flor do querer.

Quando eu não o tinha, o desejava tanto... No tempo em que a ilusão de o ter alimentava a esperança de poder passar noites à fio escrevendo confortavelmente sobre a minha cama, eu nutria um desejo tão grande de tê-lo... Consegui, comprei meu notebook e nunca escrevi nada em nenhuma madrugada solitária, nem em dias solitários, nem em tardes frias... Nada! Perdeu a graça. Odeio conseguir, mas adoro tanto desejar.
Minha vida é uma sucessão de grandes quereres e ilusões, que depois que viram aquisições perdem o brilho. Então, percebe-se que minha vida é bicromática, pintada vez de rosa purpurina, vez de branco chocho cheio de equilíbrio e paz.
Dia desses parei pra pensar se eu gosto mais do rosa purpurina da luta pela conquista, ou desse branco chocho que toma conta do depois, não soube decidir (grande novidade, nunca fui boa com decisões), superficialmente sempre exibi uma pose tão 'branca', uma vida tão equilibrada de moça certa e pra casar... Em contra partida, minhas pequenas atitudes sempre tentavam dar uma pincelada pink na minha vida enfiar aventura na minha rotina, pra ver se eu conseguia virar o jogo e só ser eu mesma... Nem muito pombinha da paz, nem muito rosa choque. Mas nunca consegui!
De certo nunca me conheci. Dia desses, outra vez, me peguei dizendo que mentia muito, será que eu sou mesmo dissimulada? Nunca tinha pensado a meu respeito dessa forma. Fui procurar no meu amigo fiel, o Aurélio, um esclarecimento, o que seria ao pé da letra dissimular? No Aurélio estava assim, Dissimular: Ocultar ou encobrir com astúcia (Ah, isso quem não faz? Não pode ser critério. Não tenho culpa de não gostar de tudo que eu penso e esconder partes, e mesmo que fosse um bom critério se eu me encobrisse com astúcia nunca teriam me chamado de dissimulada e eu não estaria aqui fazendo essa análise, 0 pra Lorena Capitu x 1 pra Lorena e só), não dar a perceber, calado ou simulando( É, nunca soube discutir, no fim eu sempre fico calada, mas é uma questão de passividade e falta de convicção nos meus ideais, Sou só a Lory, Cabou! Não simulo nada, só aceito novidades tranquilamente), não revelar seus sentimentos ou propósitos (E eu vou revelar pra quê? Tá, essa eu assumo, não gosto de sentimentos assim como não gosto de carne e mesmo não gostando eu como, mesmo não gostando de sentimentos, eu sinto, mesmo não gostando os escondo!). Sou sincera aos meus pensamentos momentâneos, sem analisar muito falo coisas, o exame vem depois e talvez as ideias mudem e é apenas isso não sou dissimulada, nem mentirosa. Parece-me que não adianta a simples Lorena será sempre a menina pacífica e passiva por fora, viciada em adrenalina e fortes emoções por dentro e uma coisa não exclui a outra. Por fim, se metade de mim for certeza o resto será dúvida. E quando meu corpo viver aventuras minha alma pedirá paz, se muito serena ela estiver implora por desassossego. Se eu conquisto meu desejo, já não o quero. Odeio conseguir, adoro desejar e sofro tanto por isso.

Foto de Lorena Luiza Fernandes

Insônia.

Envelhecer perturba, ainda mais pra quem já era velha por dentro. Além das dores que vêm, surgem as responsabilidades que antes eram zero e agora tendem ao infinito, as preocupações que rendem aquelas ruguinhas e o fato de saber que tudo isso só vai é piorar com o passar do tempo. Estou cansada só de imaginar (cansar... já é coisa de gente velha). Insônia, outro sintoma agudo que chegou com a idade, no relógio são 23:26 há essa hora eu já deveria estar no sétimo sono, sonhando com um belo príncipe encantado, nosso casamento e filhos, minha carreira bem-sucedida e meu guarda-roupa chiquérrimo repleto de peças brancas! Entretanto, estou plantada na minha cama, depois de uma tarde inteira de pensamentos malvados a meu respeito, acordadíssima dialogando com a minha decadência. Me deparo com a página daquela velha colega de escola, paro pra dar uma bela analisada, típico de mim - típico de gente que não tem mais o que fazer de madrugada, tipo dormir. Ela não está com essas olheiras de gente que como eu, que mesmo sem conseguir dormir tem acordar seis da matina pra enfrentar um dia inteiro de ocupações, ela não, ela acorda tarde, toma aquele sol e depois está pronta para aproveitar seu dia, de ócio, é claro. Ela está sempre estampando um emoticon de coração no nome, um arzinho juvenil de gente que ainda não sabe o que ser gente. E o que mais surpreende, a menina sempre está namorando, exibindo fotos e mais fotos com seu grande amor - que é atualizado com frequência. Os caras nunca são bonitos, eu concordo que isso não é preciso, mas visivelmente são o par perfeito, fúteis e despreocupados com a vida. Eu que leio, viajo, estudo, escrevo tinha tudo pra acrescentar encanto na vida de alguém, opto pela solidão. E às vezes, depois que a madrugada arrasta o cansaço e ninguém mais pode me julgar só eu, tenho um pouco de inveja da minha ex colega de classe que não tem medo de ser boba e infantil aproveitando as paixonites que surgem e não tendo vergonha de mostrar. Pior do que envelhecer é sentir que por dentro tanta coisa já morreu em função da vida adequada a uma rotina maçante. As risadas altas foram substituídas, por sorrisos contidos que é pra não chamar muita atenção, as brincadeiras inocentes já não são naturais, é tudo impregnado de duplo sentido e eu nunca fui boa em captar coisas no ar, smiles nos nicks são impossíveis, me permitir um romancezinho juvenil? Só no dia que chover canivete. Deixei meu lado infantil morrer pra me encontrar e foi aí que eu me perdi.

Foto de Lorena Luiza Fernandes

Blá, blá, blasé.

Ai de mim, ai do meu coração. Dói tudo por dentro. Dor de cabeça, dor nas costas. Claro, ninguém me mandou querer carregar a solidão do mundo nos ombros. Incomoda tanto ser só, e apelidar essa falta de companhia de liberdade. Como se adiantasse alguma coisa mudar o nome... Ainda assim permanece a falta de alguém. Sinto saudade das coisas que nunca vivi, sinto vontades que não quero ter.
Quero ter um companheiro... Que me preencha o corpo e a alma que sacie o todo de mim, porque se fosse só pelo fato de dizer que existe alguém comigo, já teria sanado essa ferida que aparece todo mês no meu coração, mas eu não quero alguém pra exibir, nem só pra fazer passeios bobos de mãos dadas. Quero um baita de um alguém, pra pôr cor na minha vida e não um simples acompanhante. Queria fazer do meu corpo uma morada pra enclausurar a pessoa amada, fazer da minha alegria motivo de comemoração e da minha tristeza desculpa pra conseguir um cantinho num ombro largo.
Estou há tanto tempo só, tenho tantos amigos e vivo só, tenho tantos amores e estou sempre sozinha! Andando só e sem querer chegar. Indo pro além do horizonte, pra parar no além do além, no fim do mundo, dentro do meu pensamento. Pra tentar exercer a minha solidão com plenitude, porém sempre tem alguém pra me inspirar e me fazer pensar que este ermo dentro de mim logo vai passar é culpa da minha essência que é tão rara, me fazem acreditar que não sou só, sou diferente, especial e para que eu ache a minha companhia exata vou precisar esperar, me pergunto o que fazer com tanta coisa dentro de mim querendo ser passada adiante e não pode, porque estou na maior parte do meu tempo só, o que faço com isso? Onde guardo? E quem disse que eu quero esperar? Agora volto a ter vontade de não ser só, contudo não sei viver em conjunto, o melhor seria fugir e se eu fosse pra algum lugar que não pertencesse a ninguém, onde não hajam pessoas pra eu querer sentir, sem olhares pra ter vontade de desvendar, sem essas tentações querendo me acompanhar, seria menos cruel, mas não posso ir, se eu fui a escolhida pra ser só, assim liberta como eu diria, vou fazer bem direitinho, vivendo no meio de gente e pertencendo somente a mim vestindo uma máscara, fingindo ser tão completa e cheia de liberdade, feliz e contente de ser eu a minha única companheira.
Não adianta mesmo fugir, não nasci para ser de alguém, não fui a escolhida para entregar meu coração. Quando eu nasci Deus não disse 'desce e arrasa', ele lascou uma afirmativa mais pra 'Vai, minha filha, ser esquerda na vida!'. E eu vou.

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