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Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Espelho - Poema Resposta ao poema "Simples Assim"

Esse poema resposta é de autoria de Nellyra

A loucura de nossos corpos
Ainda se estampa na cama desarrumada
No cheiro do cio, no desejo vadio
No prazer da lembrança, já tão desejada

Com lábios entreabertos
Qual menina serelepe num grito proclama
Sou teu homem, teu olhar espelha
O prazer que adivinha, já deitada na cama

Que frescura amiudaria o calor
Que inflama o desejo, nua, vadia
Minhas mãos, o toque, teu sexo já umido
Aceita o prazer, na alcova a magia

Nos tocamos... libertos no prazer
Bocas se abrem, olhos se fecham, a alma acalma
Sem limite, padrão, nem restrições
Descobrimos um mundo de luz e de paixões

Meu cheiro te marca o corpo com meu gosto
E tu me invades pronta para amar
Excitada, faminta, loba descontrolada
A mim entregas teu desejo, a gana de gostar

Devassa em cárcere de amor confesso
Qual Cleópatra, me faz teu César
Submissa e louca, sempre amada por mim
É..."Nosso amor é simples assim!"

Foto de Sonia Delsin

Plantando ( Crônica )

PLANTANDO

Hoje, bem cedo, me chegou uma lembrança.
Olhei a terra e recordei minha infância.
Recordei meu pai. Suas mãos calosas, suas vestimentas grosseiras e seus belos olhos.
Meu Deus! Eu guardo tudo isto.
A roça, o preparo da terra, as sementes lançadas ao solo.
Ele ia à frente, abria pequenas valas. Atrás íamos, a mana e eu.
As duas com um embornal cheio de sementes.
Ele nos dizia quantas devíamos jogar em cada buraco e tínhamos já o traquejo para cobrir com terra os grãos.
Era uma maneira peculiar de virar o pé e cobrir as sementes com terra fofinha.
Depois esperávamos que nascessem.
Fechei meus olhos e trouxe aos dias atuais a plantação, as folhas se erguendo, se esticando em busca da luz e rasgando a terra.
Os pés de milho, as folhas tão macias.
Parece que sou menina de novo e fico assistindo o milagre do grão.
Parece que ainda estou lá parada assistindo o desenvolver da plantação.
Estas recordações vêm me lembrar a trajetória de meu viver.
O que andei plantando pela vida afora.
Andei distribuindo palavras, poemas. Falando em prosa e verso.
Estive distribuindo o que tenho de melhor dentro de mim, que é a poesia.
Estive plantando, amando.
Estive vivendo intensamente e valorizando cada instante neste planeta.
Estive vivendo um constante semear de palavras bonitas, tocantes, emocionantes.
Descobri que todos nós nascemos com uma missão. A minha foi nascer poeta e contar da beleza, da tristeza, da alegria.
Um poeta nunca é de todo triste, nem de todo alegre, mas é encantado com a vida.

Foto de Osmar Fernandes

Vai repórter, vai...

Vai repórter, vai...

Vai repórter, vai...
Vai colher tuas notícias.
Vai... Informa ao povo
Os devaneios de tua geração.
Pega tua caneta, tua agenda,
E sem pena, reescreva
Novamente a história.

Vai repórter, vai...

Fala do planeta macaco;
Do planeta industrial;
Do planeta fracasso;
Do planeta digital.
Fala do planeta miserável da fome,
Da AIDS, do câncer;
Do proveta, do genoma e do clone.

Vai repórter, vai...
Informa ao planeta-homem, sem medo
De ser crucificado.
Fala da informatização, da globalização.
Mas, fala também da poluição, do analfabetismo;
Do buraco da camada de ozônio;
Das filas em hospitais; das favelas;
Dos sem-terras; dos sem-tetos e dos sem-comidas.

Não dá ouvidos às críticas.
Fala do perfil dos presídios, do desemprego,
Do racismo, do preconceito, Dos terroristas.
Fala dos políticos corruptos, Dos meninos de rua.
Dos sem-escolas, dos que cheiram cola.
Fala do meio-ambiente, das queimadas
E da loucura da destruição.

Vai repórter, vai...

Reedita outra vez a verdade.
Fala dos dez mandamentos, e
Dos ensinamentos de Jesus Cristo.
Fala do apocalipse... Do pecado e do castigo.
Fala, também, dos falsos profetas.
Jesus nos deu este sinal de alerta!

Vai repórter, vai... Escreva agora,
Antes que seja tarde demais.

(respeite o direito autoral...)

Foto de pttuii

Comoção

e eu que me comovo,
só por ver homens bons
de insulto a reconhecerem
impropérios como ajustes,...

como um escuro mais profundo
de se comer na noite em que
a vida desfaz o que se desfez
e desconjunta o que perfaz somas
desnecessárias,...

e eu que me comovo de mais
quando um zangão pousa
no ombro do velho que vive
de repreensões,...

o tal senhor do café que
quando aparenta desmotivação
prende-te com resguardos
de ódio,...

a tal criatura desprezível,
a que nunca primou por
simpáticos redondéis de
criatividade,
e de repente,
bolsa amor....

e eu eu que me comovo
simplesmente por respirar,
desnatada conferência de
tropismos contrários ao
sentir de solavancos feito,...

e eu que me comovo,
por o que resta do lúpen,
pelo que fica
da chuva práxica....

Foto de caetano trindade

Interpretation do poema de Manuel Bandeira In: “vou me embora para Parságada”

Interpretation do poema de Manuel Bandeira In: “vou me embora para Parságada”.

A minha irmã Lé,

“Depois que a dor, depois que a desventura”.
caiu sobre o meu peito angustiado,
sempre te vi, solicita, a meu lado,
cheia de amor e cheia de ternura.

È que em teu coração inda perdura,
entre doces lembranças conservada,
aquele afeto simples e sagrada
de nossa infância, ó meiga criatura.

Por isso aqui minha`lma te abençoa;
tu foste à voz compadecida e boa
que no meu desalento me susteve

por isso eu te amo, e, na miséria minha,
suplico aos céus que a mão de Deus que te leve
E te faca feliz, minha irmãzinha ».

Foto de Osmar Fernandes

Promessa é dívida (Sexta-feira treze no cemitério...)

Promessa é dívida
(Sexta-feira treze no cemitério...)

Era meia-noite, sexta-feira treze. A noite estava escura e sem estrelas. O portão do cemitério estava lacrado. E Wilson e Eliezer, com as velas nas mãos, pensavam que pecados haviam cometido para estarem ali, naquele lugar.
Medroso, desconfiado e já arrependido, Eliezer, gaguejando, disse ao amigo:
— Sinto-me pesando uma tonelada e meia. Esse negócio de pagar promessa é bobagem. Já passamos de ano mesmo! Vamos embora, cara?!
— Não! Nós fizemos uma promessa e vamos pagá-la, custe o custar! Prometemos acender três velas no cruzeiro da igrejinha do cemitério e vamos cumprir o nosso juramento à Nossa Senhora. Lembre-se de que estávamos praticamente reprovados.
— Ah, mano, pelo amor de Deus! Vamos para casa! Estou com muito medo de entrar lá dentro. Alguma coisa me diz que isso não vai dar certo. Nossa Senhora vai entender, afinal como vamos entrar se o portão está lacrado com cadeado?
— Vamos pular o muro!!
— Pular o muro?! Você endoideceu, está maluco!
— Maluco! Maluco eu vou ficar se você começar a me irritar com esse papo. Pegue aquele pau ali e coloque-o, em pé, encostado no muro.
Ao encostar o toco junto ao muro do cemitério, as luzes todas se apagaram. Eliezer deu um grito... e pulou, abraçando o amigo:
— Não falei? Não falei? Vamos sumir daqui!
Wilson, corajoso, do signo de Leão, teimoso feito uma mula, respondeu-lhe:
— Se você repetir essa conversa mais uma vez vou amarrá-lo aqui neste portão e vou deixá-lo aí sozinho a noite inteira.
— Se você fizer isso comigo pode encomendar meu caixão, porque só de pensar nisso já começo a morrer agora.
Depois de tanta lengalenga saltaram o muro... Do local onde estavam até o cruzeiro tinha mais ou menos trezentos metros.
Eliezer quis segurar na mão do amigo, mas Wilson não o deixou. Começaram então a andar a passos lentos. Os dois, uniformizados, vestidos de camisa branca e calça azul, pareciam fantasmas... A cada tumba que passavam, Eliezer tremia e enrijecia todo o corpo, batia o queixo, dando a impressão de estar com a febre malária.
Dentro da igrejinha do cemitério um velhinho cochilava tranqüilamente. Jamais concordara com os filhos em morar num asilo. Por esse motivo, e sem ter onde morar, abrigava-se ali.
De repente, Eliezer tropeçou num túmulo e gritou:
— Valha-me Deus!!!
Wilson, imediatamente, tapou-lhe a boca e disse:
— Cala-te, infeliz, aqui é um lugar sagrado!
— Então não me solta, não me solta! Deixa eu segurar na sua mão?
E continuaram em busca do lugar sacrossanto.
O velhinho, seu Mané, como era conhecido, levou um susto com o grito. Nunca ouvira nada igual antes. Ficou agonizado e começou a tremer de medo e a pensar: “Meu Deus, o que foi isso?!”. Levantou-se do chão, olhou pela fresta da janela, e viu um vulto vindo em sua direção.
Eliezer teve uma idéia fascinante e falou baixinho no ouvido do amigo:
— Mano, nós somos dois idiotas, mesmo!
— Por quê?
— Vamos acender as velas, rapaz!
Alegre com a idéia, pegou o fósforo... Mas Wilson, mesmo tenso, lembrou-se de que a promessa era acender as velas no cruzeiro, não no trajeto do cemitério, e retrucou:
— Não faça isso! Se acendê-las agora quebrará a promessa. Não acenda as velas de jeito nenhum. Se fizer isso vou amarrá-lo aqui neste túmulo.
Seu Mané pegou seu rosário e começou a rezar... Apavorado, pegou um lençol branco e se enrolou, tentando se proteger. Mas, de olho arregalado pela fresta, imaginou:
“Meu Deus! Hoje é sexta-feira treze. Dia das bruxas! Dia de fazer despacho, macumba... Estão vindo me pegar”.
Os dois amigos estavam a dez metros da igrejinha. Seu Mané, vendo a aproximação fantasmagórica em sua direção, sentiu o seu coração disparar e soltou um Pum... O desgraçado soltou barro por todo lado, tinha mesmo defecado; mas o medo do fantasma foi tão grande que nem sentiu o mau cheiro, nem se deu conta de sua obra-prima. Não pensou duas vezes, abriu a porta da capelinha e saiu em disparada...
Os dois amigos, vendo esse fantasma desabar na frente deles, gritaram:
— Meu Deus!!!
Eliezer desmaiou ali mesmo. Wilson se escondeu próximo a uma tumba. Seu Mané, coitado, caiu desfalecido sobre uma sepultura. Wilson começou a rezar:
— Minha Nossa Senhora, tende piedade de mim e do meu amigo. A senhora sabe o que viemos fazer aqui. Imploro-lhe, por todos os santos que não deixe meu maninho morrer, é muito medroso.
E em seguida começou a rezar o terço...
Nossa Senhora, ouvindo suas preces, fê-lo dormir.
No dia seguinte, o sol já acordado... Como de costume, o coveiro veio zelar o cemitério. Ao se deparar com um corpo estendido ao chão, levou um susto: “O que é isto, meu Deus?! Mesmo acostumado a lidar com defuntos, suas pernas tremeram, mas, como era corajoso, tocou no corpo, que se mexeu e resmungou estranhamente... O coveiro exclamou:
— Credo em Cruz, minha Nossa Senhora!
O corpo perguntou-lhe:
— Aqui é o céu? O senhor é São Pedro?
— Que São Pedro! O senhor está doido? Quem diabos é você, afinal?
— Virgem Maria! Acho que vim para o inferno. E o senhor, então, só pode ser o Capeta, o Cão!
— Não! Aqui não é o inferno, nem sou o Diabo! Aqui é o cemitério da cidade, você não está vendo, seu idiota?
Somente aí se deu conta de que estava realmente na terra e insistiu:
— Então, quem é o senhor?
— Sou o coveiro.
— Então eu morri mesmo! E o senhor vai me sepultar. Valha-me meu Padim Ciço!
— Não, seu imbecil! Você não está morto! Morto não fala, não respira. Quem é você, rapaz? Como é seu nome?
Eliezer respirou fundo, já se acalmando, respondeu:
— Eu sou Eliezer! Sou estudante! O senhor viu meu amigo?
— Que amigo?
— O senhor não conhece o Wilson, o fotógrafo?
— Todo mundo o conhece, e eu também.
— Então! Ele veio comigo. E quero saber dele!
Eliezer, já de pé, viu um corpo estendido mais adiante e, de supetão, gritou:
— Olha, olha lá, seu coveiro! Eu não lhe falei que ele veio comigo?
Correram até o corpo e, ao chegarem bem próximos, Eliezer, assustado e confuso, não entendeu nada e falou para o coveiro:
— Esta coisa gorda e “cagada” não é o Wilson.
O coveiro ficou de cabelos em pé. Desenrolou o lençol e viu que era um senhor idoso. Acordou-o e indagou:
— O que o senhor está fazendo aqui, todo podre desse jeito?
Ainda meio perturbado, este lhe respondeu:
— Sei lá, moço! Eu estava aqui, dormindo no meu cantinho, quando vi uma assombração querendo me pegar. Saí correndo e caí.. É tudo que me lembro.
O velhinho tomou banho numa torneira ao lado da capelinha... O coveiro, ainda nervoso, continuou interrogando-o:
— Em que cantinho você estava dormindo?
— Na capelinha.
— Ah! Então você é o fantasma do cemitério? Seu safado! Seu velho caduco!!!
— Não, senhor! Pode parar com isso! Respeite-me. Apenas não tenho para onde ir. Ninguém me aceita, nem mesmo meus filhos, que trabalhei tanto para criá-los. Agora não venha o senhor me dizer essas asneiras, não! Nunca assustei ninguém, nem tive essa intenção.
Eliezer procurava o seu amigo, e de repente gritou:
— Seu coveiro! Hei! Hei! Aqui está o Wilson, o meu amigo. Eu não lhe disse que ele tinha vindo comigo?! Venha ver, corre! Corre!
E de fato lá estava ele, ainda dormindo, estendido ao chão. Os dois chegaram bem próximos dele e o seu Mané gritou:
— Sangue de Cristo tem poder!!!
Wilson acordou agoniado e, assustado, falou:
— Eliezer, cadê as velas?
— Estão aqui.
— Vamos pagar logo nossa promessa!
Seu Mané e o coveiro fizeram as pazes e seguiram com os dois amigos até o cruzeiro. Acenderam as velas e fizeram orações agradecendo à Nossa Senhora por terem passado de ano. Depois, foram até a casa do coveiro, tomaram o café da manhã e contaram-lhe toda a história...
Seu Mané prometeu para o coveiro que iria procurar o asilo dos velhos naquele dia mesmo.
O coveiro conta esta história para todo mundo até hoje.
Os dois amigos ficaram felizes, e nunca mais brincaram com o estudo. Passaram a ser os alunos mais estudiosos do colégio. E para todo mundo Wilson alertava:
— Promessa é coisa séria. Só prometa uma que possa cumprir, por que promessa é dívida.

(Respeite o direito autoral...)

Foto de Kiss_Kiss

Quero

Quero me jogar em seus
Braços e ser seu desejo realizado
Quero caminhar ao teu lado à todo instante
Quero ser sua amada sua amante
Quero ouvir sua voz nem que seja por telefone

Foto de Manu Hawk

Mágoa

Você chegou com a noite,
e com ela se foi...
Deixou uma saudade de algo
sonhado, mas nunca tocado;
desejado, mas não esperado;
vivido, mas não realizado.
Você despertou emoções fortes,
guiou-me por caminhos confusos,
entre a raiva, amizade, paixão, e tesão.
Hoje dói quando penso em você,
embora exista tanto carinho,
sei que não tenho o mesmo.
Sinto sua raiva, indiferença,
toda mágoa que causei,
por ter sido, talvez, sincera
ou inconsequente.
Você é muito querido,
está guardado aqui dentro,
mesmo achando que nada significou.

(por Manu Hawk - 10/11/2008)

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Respeitem os Direitos Autorais. Incentivemos a divulgação com autoria. É um direito do criador que se dedicou a compor, e um dever do leitor que apreciou a obra. [MH]
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Imagem editada com esse poema:
http://2.bp.blogspot.com/_nBlU_bxmX1o/SRe4hXVzWcI/AAAAAAAAAK0/BVpdBNgT9JQ/s1600-h/magoa.jpg

http://manuhawk.blogspot.com/

Foto de Armando Tomaz

THIAGO TOMAZ, MEU FILHO AMADO ... TE AMO ...

NASCEU THIAGO TOMAZ;
UM ANJO QUE DEUS MANDOU LA DO CEU;
ALEGRIA DO ARMANDO TOMAZ, O PAI;
E ADORAÇÃO DA MARIA REGINA, A MÃE;

SÓ ALEGRIA DESCEU DO CÉU;
COMO DESCEU O THIAGO TOMAZ;
O NARIZ PODE SER DA MÃE;
MAS O ROSTINHO É DO PAI;

VEJO MUITA ALEGRIA NO ROSTO;
DA MAMÃE DO THIAGO TOMAZ;
ESPERAVA UM FILHO MUITO LINDO;
MAS O THIAGO JÁ É DEMAIS;

FELICIDADE É O QUE DESEJAMOS;
PARA NOS DOIS FRESQUINHOS PAPAIS;
E QUE DEUS TRAGA ALEGRIA NA VIDA;
PARA O NOSSO FILHO THIAGO TOMAZ

MAS NÃO PODEMOS NOS ESQUECER;
QUE ESSE ANJO FOI DEUS QUE FEZ GERAR;
COM A BELEZA DA MAMÃE;
E O JEITÃO DO PAPAI;

MAS ISSO ... SÓ DEUS É CAPAZ...

A M É M .....

Foto de pttuii

Sala de pânico

havia calor. Suores exasperados, frutos do pecado, e resolutas paragens cardíacas. Colhões aos montes, de homens esparramados, derreados, e solucionados em banho-maria de tesão. Ai gajas boas. Sovadas gajas boas, que se arrastam nas paredes meladas de seiva dos desesperados que as cobrem, e lhes chamam amor do meu sentir. Fruto do meu tesão. Fim dos meus dias em afinada melodia de querer mais que o querer alguma vez dará em entardecer romântico e melodioso.
Sois vitrais. Limpezas da égide humana de querer ser ainda mais suja, do que quando se arrasta no lúpen dos desejos escancarados e espapassados. Homenageiam-se poetas que morreram aflitos. Desesperados. Pedem-se contas à dívida de sorrisos que só estar aqui consubstancia, para não dever dois réis à morte que escancara a esquina onde vamos esparramar frustrações e por fim sorrir.
Deleitemo-nos com poetas, porque poesia somos nós de rastos e por terra com o sono que não nos deixam medir e gozar.
havia calor. Desfizemo-nos desta sala, congelando-a até ao próximo devir da criação.

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