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Foto de Sonia Delsin

O CALOR DE OUTRO CORPO...

O CALOR DE OUTRO CORPO...

Meu coração era um cavalo no peito quando acordei.
Um cavalo selvagem a correr, a correr...
Me perguntei: em busca do quê?
Por que este bater acelerado num coração tão magoado?
Minhas mãos em meu corpo começaram a caminhar.
Eram outras que eu me punha a imaginar.
Eram uns dedos marotos que vinham meus cabelos acariciar.
Uma boca bonita que a minha vinha beijar.
E palavras de amor em meu ouvido alguém vinha falar.
Eu podia sonhar...
E asas à imaginação resolvi dar.
A madrugada tão fria chegava a me assustar.
As lembranças podiam me bastar?
Se eu fizesse menção de me levantar a magia por certo ia acabar.
Então resolvi lá ficar.
Na cama solitária continuei a divagar.
Deixei minha alma viajar.
Mas meu corpo começou a cobrar.
Queria o calor que um outro corpo podia me ofertar.
Comecei a chorar.
De solidão... Dessa vida fora da realidade.
E até de saudade...

Foto de Sonia Delsin

ROSA RUBRA ENCANTADA

ROSA RUBRA ENCANTADA

A flor lhe apareceu numa manhã esplêndida.
Mas aquela rosa rubra sangrava.
A mulher percebeu a dor da rosa, pois que tudo ela tudo notava.

Conheceu o sofrer da flor e reconheceu o seu no jardim que morria dentro de si.
Passava por um triste momento.
Tudo era sofrimento.

E a flor ali... embaixo do sol. Da chuva.
Resistindo à tempestade.
A mulher era só dor.
Vivia embaixo da iniqüidade.

A rosa apesar de ferida era só beleza e simplicidade.

E a mulher observava que sua rosa rubra a cada dia se transformava.
Por magia, sabe-se lá porque, uma borboleta ela se tornava.
E seus canteiros ela visitava.

Isto a fez despertar por inteiro.
Pela beleza da flor dolorida que já então estava transformada.
Pela sua vida que julgava acabada.

O tempo ia assim passando.
Muito ia se revelando...

Um belo dia a bela mulher descobriu que jardins renascem... reflorescem.
Despertou do pesadelo que quase a matou.
E a um sonho todo novo ela se agarrou.

Tentou segurar a borboleta.
Mas borboletas são sonhos...
A borboleta que tanto a encantou...voou.
Só que riquezas infindas ela lhe deixou.

Foto de Sonia Delsin

NO MEU PEITO

NO MEU PEITO

Trago dentro do meu peito um vaso de flores.
Flores do campo.
Lindas. Suaves.
Delicadas.
Tenho também uma árvore gigantesca no meu coração.
Nela se abrigam pássaros.
Trago no meu peito uma borboleta que voa, revoa.
Que quando pousa quase de dor me arrebenta.
Não tem coração que agüenta.

Foto de Sonia Delsin

ETERNAMENTE OCASO

ETERNAMENTE OCASO

Se por acaso fosse eternamente ocaso.
Se por acaso.
Se o sol vermelho jamais se enterrasse no horizonte.
Se nos meus olhos se imobilizasse uma lágrima.
Se por acaso...

Faço duma tarde o retrato do fim da humanidade.
Tremo.
Tremo.
É verdade.

Foto de Sonia Delsin

LONGE ESTÁS

LONGE ESTÁS

Abri todas as estradas para que tu pudesses chegar.
Mostrei atalhos.
Picadas encantadas.
Sonhando com meus beijos tu podias facilmente me alcançar.
E fiquei a te esperar.
Fiquei tanto tempo que já nem sabia o que pensar.
Quais estradas tu escolhestes pra caminhar?
Tão longe do meu amar...

Foto de Sonia Delsin

RENASÇO

RENASÇO

A cada dia que nasce renasço pra vida.
Sorrio para as borboletas.
Para os colibris.
Sorrio para cada pessoa que cruza o meu caminho.
Por tudo que me rodeia eu sinto um intenso carinho.
Redescobri dentro de meu coração a paixão e a loucura que é viver...

Foto de Sonia Delsin

SOU MAIS LEVE QUE A BRISA

SOU MAIS LEVE QUE A BRISA

Sou leve.
Levíssima.
Flutuo no ar.
Não queira me alcançar.
Melhor me admirar.
E sonhar...

Foto de Sonia Delsin

ERGUI UM CASTELO PRO MEU REI

ERGUI UM CASTELO PRO MEU REI

Ergui numa noite um castelo.
Tão belo.
Tão belo.
Caprichei nos vitrais.
Como nas catedrais.
Tão louca fui que pedi tapetes vermelhos.
Pra tu pisares.
E pedi cadeiras lindíssimas pra tu sentares.
Caprichei nos jardins, nos pomares.
A propriedade toda era de um esmero.
Tu me dizias...
Te quero, te quero.
Construí um castelo pro meu rei.
Das ruínas deles o que fiz?
Nem eu sei.

Foto de Sonia Delsin

DE SONHOS, DE DESEJOS...

DE SONHOS, DE DESEJOS...

É como uma oração que faço.
Peço teu abraço.
Crio um laço.
Com tua imagem guardada.
Pra sempre guardada.
De sonhos, de desejos...
De beijos.
De jardins encantados.
Nós dois enamorados.
Uma lua imensa fazendo toda a diferença.
Quantas vezes vôo e revôo neste jardim.
Pouso numa flor como borboleta.
Abandono a flor.
Busco outra.
Beijo-a, beijo-a.
E deixo bailando o jardim.
Sei que voltarei tantas vezes.
Tantas outras vezes as flores visitarei.
E visitarei dois amantes que continuam se beijando num banco grosseiro.
Ali mora o amor verdadeiro.

Foto de Sonia Delsin

ETERNAMENTE MENINA

ETERNAMENTE MENINA

Eu nunca cresci.
Não.
Eu não permiti.
Os anos vieram, passaram...
Mas não deixei que meu coração menina mudasse.
Conservo toda a leveza da criança.
Nunca perco a esperança.
E tenho uns olhos que tocam as pessoas.
São sonhadores, voadores.
São olhos que alcançam paraísos.
Olhos que não se delimitam.
Vão além, mui além.
Sou sim uma menina que fascina pela leveza.
No pomar da vida sou uma fruta que se conserva sempre fresca.
Como o se o orvalho de cada manhã me renovasse.
Como se o tempo nem passasse.
Comigo brincasse.

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