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Foto de Sonia Delsin

POETAS ADORMECIDOS...

POETAS ADORMECIDOS...

Nas minhas ruas secretas
dormem poetas...
Eles despertam quando
nasce a lua...
A verdade
nua e crua.
E choram baixinho
com medo de acordar a humanidade
que adormece embalada no sonho.

Foto de Sonia Delsin

MEU MENINO

MEU MENINO

Pequeno ainda você
vivia,
a me fazer mil perguntas
num só
dia.

Como toda criança
faz.
Você queria saber
demais.

Meu menino, quando você sorria.
Eu me comovia.

Mas como sofria tanto.
Me punha em pranto.

Você chorava
e eu o consolava.

Você me olhava
e eu me emocionava.

Você me amava.
Eu lhe adorava.

Você crescia em beleza
e graça.
E eu temia o tempo
que tão depressa passa...

Meu menino, você já cresceu.
Se fez fruto e amadureceu.

Agora quando do meu menino bate
no peito grande saudade.
Fecho os olhos, chamo-o e
ele volta a ter aquela
mesma idade.

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Brincadeira de Criança

Inspirado no Poema "Brincar de Viver" - Rose Felliciano
*
*
*

Aproveite e pegue a corda
vamos pular até cansar
talvez de pique esconde
corre, corre : vou te pegar

Com janelinha nos dentes
Escondo meu sorriso envergonhada
O que faço com a falta deles,
Se adoro dar gargalhadas?

As trancinhas no cabelo
mas parece uma boneca
faço rabo de cavalo
pra brincar de bate peteca

minha infancia é sempre viva
com lembranças fortes intensas
meu futuro é incerto
mas sei que ainda compensa

vou me despedindo da brincadeira
que num "repente" comecei
Sorrindo, olhando e dizendo a todos
"Por aqui, nesta tarde passei"

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Jóia Rara

Meu amor por ti existe
O teu amor me alimenta...
O prazer contigo é fundo
O teu é imenso, intenso
O sorriso é aberto, sincero
Tú és parte
A busca diária , a proteção, a sedução
Encontro dentro de ti: Um compartilhar tatuado!
Semente fecunda que brota carícias
Sonhos, desejos, prazeres e deleites
Teus olhos, pontes que sustentam
Meus olhos, cúmplices ...
Tradução de almas e sonhos abundantes.
Barcos navegando. Meu porto seguro!
Amor sentido. Amor vivido
Amo sem censura...amada com loucura
Medos se desfazendo, realidade se compondo
Bálsamo fortificante.
Caminhos áridos, longos e dolorosos
E a um horizonte límpido me conduz
Eu e você : comunhão.
Jóia rara!

Foto de pttuii

Escarreta

O homem da barba que quase existiu acordou. De uma espreguiçadela abraçou as únicas quatro paredes pequenas que aguentavam levar com lamentos insuportáveis, incontrolavelmente tristes. Estavam pintadas de um azul ocre, desmaiado por rituais de querelas emocionais com riachos de tinto estragado.
A parcela de religião fundada em mini-obrigações morais tinha a forma habitual:
- o crucifixo que ganhou por piedade do dono da tasca da esquina pendia, prestes a uma queda fatal.
Uma camisa de xadrez difícil de definir, amargamente pousada em cima de calças de sarja rasgadas nos joelhos, concretizavam o guarda roupa necessário para o dia. A cadeira torta, a única herança de duas pessoas que fizeram o desfavor de cagar o mundo com uma bosta de duas pernas e dois braços, suportava um peso ridiculamente difícil de definir.
Quatro passos tortos, inevitáveis num rumo de auto-destruição anunciada, e um rio de substância amarelecida e odorenta a descer pelo cano abaixo.
Comichão na alma, socorre-se de três ou quatro experiências de humidificação de um rosto disforme.
Fica uma barba. Comichão no lóbulo direito. Puxar a escarreta que exige liberdade. O pregão da varina alimenta desejo de fuga. Esganiça tranquilidades. Mata bem fazeres de uma alma moribunda.
Dois segundos entre fechar último botão de camisa, e rodar maçaneta acobreada da porta para o universo. Um baque suave, e o violento estupro de raios de sol cada vez mais arroxeados. Num sentido de morte lenta e agoniante. Tonto e periclitante confronto com dois vãos de escadas, e novo contacto com uma maçaneta acobreada. Serão rios de luz assassina que banharão o homem da barba que quase existiu.
Quase que se afoga, para nunca mais voltar, mas não... Acode-o um suave roçar de pele de gato no tornozelo. Nova escarreta que se emancipa na calçada da viela. Antro de desgaste emocional, a taberna da esquina. Faz calor. Mas uma coisa suave, que aquece os pêlos da alma moribunda.
Dois arrastados da vida miram uma bola vermelha, que parece lutar para não ficar sem o que a agarra à gravidade. Contacto com uma folha de papel amarelecida. Coisa inútil, chamada calendário. Parece ser 25. Mês quatro. Ano mil, que já passou dos novecentos, e mais setenta e quatro.
Resume tudo o que escrevi. Para deixar em aberto o que ficou por dizer. Não é muito. Mas talvez possa ser. Depende dos olhos que estão por trás dos olhos de quem interpreta.

Foto de Enise

Meu Plural

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Poema de Dora Brisa
Voz: Rosany Costa
Edição: Enise

Uma homenagem a todas as amizades....

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

"QUANDO VOCÊ APARECEU "

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Em meio à solidão,
Sozinha estava meu coração.
Em tempos sem esperança.
Apenas vivendo de lembranças.

Até que um dia, o sol sorriu
Trazendo-me seu sorriso,
Sem improviso me encheu o coração
Este que já se encontrava morto
Em minhas ilusões.

Era sua aparição, seu jeito criança
Trazendo a mim novas esperanças.
Fazendo-me a vontade de viver, crer e saber,
Que o amor é como uma planta,
Morre e renasce, e nunca!
Podemos nele deixar de acreditar...

Você veio com cuidados especiais
Parece que sabia de minhas aflições.
Cuidou do meu amor, como quem cuida
De uma flor.

E hoje não me canso de agradecer,
Como foi bom você aparecer,
Conhecer você, amar você
Entregar-me a você que foi o único
Em minha vida, que se, pois a me entender.
Obrigada por aparecer...

*-* Anna A Flor de Lis.

http://www.blogger.com/profile/01846124275187897028
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=39704

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

" PROMISCUA PAIXÃO "

“ PROMISCUA PAIXÃO “

Que é que tu tens que até com meus pelos mexes...
Que é que tu queres quando se aproxima de mim...
Porque será que meu corpo não te esquece...
Porque tu insistes que eu chegue ao fim!!!

Que fogo é este que me incendeia...
Que paixão é esta que toma conta da minha mente...
Que gosto é este que me desnorteia...
Que corpo é este que me enlouquece!!!

Que boca linda que me deixa sem ar...
Que gruta que me gruda que me deixa louco...
Que seios que me levam a delirar...
Que pernas que me fazem desfalecer aos poucos!!!

Que voz contagiante que me confunde o pensamento...
Que mãos que levam ao extremo delírio...
Que néctar que doas que me tira o sofrimento...
Que mulher que és que me tiras do martírio!!!

Foto de Sonia Delsin

DOENTE DE AMOR

DOENTE DE AMOR

Doente de amor ela saia pelas ruas nas madrugadas.
Ia como os ventos.
Nas rajadas.
Tinha por companheira a lua e quando não as estrelas.
Pensava que não havia saída.
Aos poucos perdia o amor pela vida.
No peito tinha uma enorme ferida.
E chorava.
Pelas ruas lágrimas pingavam.
Que tempo aquele!
Que tempo mais triste!
Doente de amor a morte ela desejava.
A chamava.
Até que um dia alguém ela encontrou.
Este homem a salvou.

Foto de Sonia Delsin

VENTO DA NOITE

VENTO DA NOITE

Vento da noite chega como açoite.
Choro, choro.
Dou vazão a minha dor.
É dor de amor.
É dor que parece nosso peito rasgar.
Precisamos chorar, chorar.
Eu que tenho o dom me ponho a versejar.
Falo de um vento que parece me transpassar.
Depois, lentamente tudo se acomoda.
O vento não consegue mais me incomodar.
Já estou noutro lugar.
Num em que a calmaria vem para me aliviar.
Tenho facilidade em me transportar.

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