Enviado por Sonia Delsin em Qui, 02/10/2008 - 19:14
ESTRELA DE QUATRO PONTAS
No meu sonho a estrela vinha.
Se aproximava de mim.
Eu via que numa ponta estava grudadinha eu bebê.
Bonitinha.
Uma gracinha.
Na outra eu mais grandinha.
Uma menina-moça.
Magrinha.
Na outra eu aos trinta anos.
Bonitona.
Na outra eu com a idade de agora.
Nos olhos todas as lembranças de outrora.
Em todas um sorriso perdurava no meu rosto.
Nenhum ar de desgosto.
A estrela de quatro pontas vinha me mostrar que pela vida eu passei pisando leve.
Quase flutuando.
Vivi sempre poetando.
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 02/10/2008 - 19:10
ELE PENSA
(Ele pensa)
Deixo que pense.
Que sou uma tola.
Que me engana.
Faço de conta que acredito quando me convém.
E me afasto daquilo que não me faz bem.
Ele pensa que acredito nas mentiras, nas artimanhas.
É cheio de manhas.
E eu bem quieta no meu canto.
Deixo que ele pense.
(Ele pensa)
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 02/10/2008 - 19:08
VESTIDO ROSA
Eu ia toda prosa.
No meu vestido rosa.
Lembro bem que nem aos quinze tinha chegado.
Tinha o corpo tão delgado.
E um jeito doce igual melado.
Ia toda linda para uma festa.
De tanto que vivemos o que nos resta?
As lembranças.
Do vestido rendado bonito.
Do que guarda o infinito.
Lembranças... tantas... tantas...
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 02/10/2008 - 19:03
O QUE FIZESTE COMIGO?
Incendiaste meu coração.
Meu corpo.
Incendiaste o meu ser.
Pensei.
Nunca mais vou sofrer.
Este homem chegou pra me acender.
E agora pra ele eu vou viver.
O que fizeste comigo?
Te chamei de amante, namorado, amigo.
Te chamei...te mostrei...
Asas eu te dei.
E tu?
Tu temes a noite lisa.
A brisa.
Temes o voar.
Temes.
O que fizeste comigo?
O que tentas fazer?
Tirar as asas de quem voa?
De quem se atordoa?
...com o vôo...
Amor.
É tão simples tudo.
É só o corpo à amplidão lançar.
Não se perguntar.
Simplesmente se jogar.
Todo carinho, todo afeto
Toda saudade... Todo sufoco
Ainda é pouco, para dizer-te
O quanto te quero... Expressar
Com exatidão, todo rebuliço
Que causaste em meu coração!
Depois que te conheci...
Minha vida ficou mais bonita!
Na minha rua avistei mais flores
E a minha Lua... Tornou-se
Muito mais brilhante, que o brilho
Da lua de todos os outros amantes!
Enviado por Mago_Merlin em Qui, 02/10/2008 - 18:29
Oi amiga(o),
esse é um texto de agradecimento e de despedida, embora eu não esteja me afastando do site, deixo de postar e participarei apenas com um leitor e votando nos poemas q me agradarem ...
Comentários só os farei em casos muito especiais...
Fiz aqui algumas boas amizades, por elas estou escrevendo. Quando entrei no site tinha um objetivo bem definido de ajudar uma amiga de meu orkut q precisava de apoio... Não me neguei e talvez por linhas tortas sei q hj ela foi aceita e está num grupo de poetas e poetisas q irão ajuda-la a crescer, como pessoa e como poetisa, o q me deixa tranquilo...
Por outro lado, não posso deixar de lembrar q fiz boas amizades e q tive oportunidade de poder aprender muitas coisas interessantes...
Como já disse em diversas oportunidades, eu não sou poeta, sou no máximo um fazedor d versos e rimas, e q aqui escrevi alguns versos
razoaveis. A esses amigos eu agradeço a tolerância e às lições q tive.
Este pensamento será também especial, pq é um pensamento de agradecimentos...
Quero agradecer:
antes de + nada, a Deus q permitiu q aqui estivesse no dia de hj. Pq como alguns sabem eu nasci d novo há ca. de 5 anos atrás
(ver meu profile no meu blog, os q não sabem);
à uma série de pessoas, q me ajudaram em diversos momentos d minha vida e q não seria possível aqui nomea-las e/ou enumera-las(poderia esquecer alguém...);
a vcs meus amigos virtuais, q tantas vezes são muito + amigos q qqers outros, pq me aceitam sem muitas vezes nem me ver, só por algo q escrevo e q os sensibilizam...
Meu muito obrigado...
Mago Merlin, 02 Out 2008
ps - a quem quizer ler os meus escritos, os estarei postando em :
http://merlinthewizard-blog.blogspot,com - meus pensamentos e,
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/merlinthewizard - aos meus versos
É sempre assim, basta-me dirigir teu lume
Através de tua arte deslumbrada em poesia
E pode ser sob a luz do sol ou negrume
D’outra noite eu sempre sinto o que me extasia
Através do ar impregnado com teu perfume,
Que me incita e rejuvenesce com a magia,
Que me aviva e faz com que algo em mim se avolume
E nos satisfaça em êxtases de delícia.
E começam em tua boca como de costume
E percorrem os teus seios fonte de volúpias
De desejos e também da vida incólume
Do ser fruto desse amor que em ti principia
A sobrevivência como fosse anjo implume
E expõe a forma de como a vida se inicia.
Gostava de bigodes. Até os desenhava, com bocados de carvão que apanhava religiosamente da oficina abandonada que poluía aquela rua de desavindas imaginações. Roçava, embalava, desejando mesmo que o homem do espelho, fosse o homem com que se deitasse se a sorte quisesse. O sol dizia-lhe sempre que sim, mas um sim pouco embalado. Havia dúvidas. Sim, tal como a terra cai em cima do que de nós resta.
Era o rapaz da vagina de fogo. Uns dias com medo de pisar pecados alheios. Por momentos digno de abraçar a diferença, e com ela dançar a uma música inaudível, e religiosamente barulhenta.
Chamava-se assim, para não se chamar coisa pior. Aliás, chovia. Por certeza de menor importância, o dia era igual ao de ontem. Volteavam ventos, desnorteavam-se nuvens que deslindavam o dia assimétrico.
Aquela terra era de uma humidade atroz. Fazia mal às pessoas que não queriam fazer mal a si próprias. Enleava-se nos ossos das pessoas muita coisa pior que cinza. Futilidades que não interessam na altura de escolher decisões. Pecadilhos que os homens a sério mexem em si mesmos, e depois comem para os esquecer de vez.
Pronto, estava assim até escrito. As folhas de quase seda de um caderno com capa de rosa que cheirava a testosterona, digladiavam-se com o vento. Letras de copista, com curvas e contracurvas de sinuosas certezas, mostravam ao mundo que o rapaz tinha vagina. Não se via, é certo. Lambuzava amores perfeitos para cima de jovens que dobravam a esquina com ar gingão e pronto a enfrentar o mundo. E à noite. Quando a lua ganhava a luta com a rotação omnipotente, aquela coisa que não se via, via-se. Encenavam-se histórias de amor com cheiro a rosmaninho. A mulher, homem, era do homem, antes de ser de si própria. Era uma mulher suave, meiguinha. Que cativava. Meiguinha. Adorava amor. Meiguinha. Dormia com esta palavra, quando sons menos inseridos no mainstream da capacidade auditiva humana envolviam aquele leito.
De fogo a vagina. Deitava chamas, porque queria ser vagina. E nunca foi vagina. Mas será. Será mulher. Ao menos o catalisador do devir assim o queira.....
"Por mais que a distância nos afaste, que a saudade nos consuma, você estará e será sempre os meus pensamentos. Você será sempre o meu sentido de amor eterno. E mesmo que aconteça algo comigo, tenha sempre em sua mente uma certeza: amo-o intensamente com toda a minha alma e coração. Por ti sinto o gosto da paixão de te querer ao meu lado e a calmaria do verdadeiro amor. Amo-te, mesmo de longe".