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Foto de Izaura N. Soares

TOMA MINHAS MÃOS...

Toma minhas mãos...
Izaura N. Soares

Hoje eu queria ser um anjo
E de asas abertas voar até ti
Tocar o teu rosto,
Beijar a tua face,
Deitar a cabeça no teu colo
E esquecer que não posso ser anjo.

Toma minhas mãos num gesto derradeiro
E sente delas o último fio de calor
Em cada toque, sente-me por inteiro
E viva ainda a que resta do amor.

Um amor sincero e verdadeiro
Que ultrapassa o tempo
Que nem o vento passageiro
Consegue levar este amor primeiro.

Hoje eu queria... Somente hoje,
Aproximar-me de você
Sentir teu corpo, tocar teus lábios
Sentir teu hálito quente
Entrelaçar nossos braços
Num abraço afetuoso.

Toma minhas mãos sinta o suor
Molhar como gotas de orvalho,
Sentir o meu sangue fervente
Esperando ser tocada levemente
Pelas tuas mãos delicadas
Deixando-me mais sedenta.

Sedenta de amor, sedenta de prazer.
Sinta o meu calor, mata meu desejo
Descubra meu segredo, sacia o meu querer
Faça-me um gracejo, cala minha boca
Com um ardente beijo.

Toma minhas mãos como palma de salvação
Vamos ser livres cantando a melodia
Preenche esse vazio dentro do meu coração.
Vamos cantar o amor com muita alegria
Faça-me voar como um anjo a passear
No espaço do teu corpo em noite de luar!

Foto de DeusaII

Tudo o que sou!

*
*
*
*
Subo a rua devagar,
Um cheiro a terra molhada,
Penetra em todo o meu ser.
Olho para todo o lado,
E apenas vejo restos de ti,
Restos de algo que ficou no ar,
Desde o dia em que surgiste na minha vida.
Minhas memorias transformam-se em divagações,
Ora vivas ora mortas.
As ruas estão desertas,
Sem sinais de vida, ou de morte,
Paira no ar, um quase sentimento de medo,
De insegurança, de pavor,
Sentimentos crescentes,
Que destoam entre os dias que passam.
Algo cresce então, dentro de mim,
Um sentimento qualquer que me assusta,
Que quase me torna num ser de outro mundo.
E no entanto,
Não impeço que cresça, deixo avançar....
Algo de ti, está dentro de mim,
Talvez a tua alma, que se colou a minha,
Talvez, o teu coração, que se pegou ao meu...
Minha cabeça anda à volta,
Sinto o mundo a rodopiar em torno de mim.
As ruas estão desertas,
E uma fina chuva começa a cair suavemente,
Como lágrimas de amor,
Que surgem das nuvens cinzentas,
E que fazem-me relembrar os dias passados contigo.
Minha face, começa então a ficar molhada,
Cada gota que cai do céu,
Refresca meus pensamentos,
E quando dou por mim,
Danço à chuva,
Como se estivesse a festejar o nosso amor,
E então, uma onda de felicidade percorre-me por completo.
Meu corpo, em movimentos ritmados
Tenta transmitir-te tudo o que sinto por ti,
E tudo aquilo que sou contigo,
Como se me conseguísses ver, de onde estás.
Meu sorriso se abre,
O céu clareia,
E um pequeno raio de sol envergonhado,
Surge na minha alma,
E faz de mim, o ser mais feliz do mundo!

http://catarinacamacho.blogspot.com/
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1194331

Foto de Rose Felliciano

Poemas de Amor

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"Dança das letras
Vários estilos
Sons dos sentidos
Ritmos, Emoção...

Portas abertas
Aroma de Flores
Jardim, beija-flores
Enorme salão...

Acolhida que aquece
Elos que não se esquecem
Sentimentos à flor da pele
Sensação...

Estação de encontros, reencontros
Despedidas
Receptividade, suporte, criatividade
Incentivo à Arte...Vida!

Embalam-se temas
Vídeos poemas
Imagens, viagens
Poesia....

Cintilam-se versos
Feito Estrelas!
Nesse Universo
que permeia o amor....
.......Poemas de Amor!" (Rose Felliciano)

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*Mantenha a autoria do Poema*

Foto de Carmen Vervloet

GESTAÇÃO

Gestação

Bendita és tu Mulher,
cheia de graça!
Bendito é o fruto do teu ventre!
Fértil semente da vida...
Amor que germinou
um novo ser!
Fonte luminosa que irradia
magia prenhe de alegria,
na gestação do feto,
abençoado e coberto
por túnica macia de rosa,
sangue misturando sangue
bombeado do coração.
Vivenciada emoção
na formação do outro ser,
essência indivisível,
eterna,
presença de Deus...
Motivo de felicidade,
vínculo sangüíneo,
descendência,
posteridade!
Botão a se abrir
em flor
nessa selva de concreto
tingindo o cinza,
no verde-esperança
na evolução do feto-criança!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.

Foto de Sonia Delsin

RASGASTES

RASGASTES

Rasgastes meu coração.
Em tiras o deixaste.
E ele coitado ficou como trapo desfraldado.
Balançando ao vento.
Vinha uma luz e o beijava.
E ele um pouco se animava.
Mas logo desanimava.
A luz chegava e o abandonava.
Vieram manhãs e tardes.
Vieram noites.
Frias, vazias.
E meu coração ali dependurado.
Querendo ser consertado.
Temendo outras dores como no passado.
O tempo tem este dom de tudo ir consertando.
Vejo muitas vezes meu coração cantando.
Por uma luz que insiste em continuar beijando-o.
A luz do teu olhar.

Foto de Sonia Delsin

UM LONGO CAMINHO PARA LUGAR NENHUM

UM LONGO CAMINHO PARA LUGAR NENHUM

Uma risada.
Uma ave de rapina.
Uma menina.

Uma pedra.
Uma ponta de lança.
Uma esperança.

Um longo caminho.
Um espinho.
Um menininho.

A lembrança...
Ressoa o eco no vale.

Foto de Sonia Delsin

A CASA MISTERIOSA

A CASA MISTERIOSA

Aquela casa a assustava. Diziam que era assombrada.
Ela dormia no quarto do meio e ele era imenso àquela hora e tão frio. A casa estava gelada.
Tantas lembranças ela guardara daquela casa e agora estava lá. Quem diria que um dia voltaria?
Na parede os quadros ainda eram os mesmos de sua meninice. Os vasos agora vazios estiveram cheios outrora sobre móveis escuros e tristes. Pesadas cortinas também foram conservadas.
O tempo parara ali?
Precisava levantar-se um pouco.
Em dois tempos ganhava o corredor. O longo corredor onde corria com seu irmãozinho Marcos e Paulina, a prima que vivia com eles.
Lentamente Clarice descia as escadas. Degrau a degrau e respirava fundo.
A sala guardaria aquele aconchego? Poderia ainda acender a lareira?
Tropeçou num degrau e respirou ainda mais profundamente.
Um barulho no andar superior fez seu coração disparar.
Sabia que estava só. Seria o vento? Mas a noite parecia tão quieta lá fora.
Lentamente colocou o pé noutro degrau e a tabua rangeu.
Nada demais. O cunhado sempre dizia que casas antigas são cheias de sons.
Ela perdera Bruno numa noite tão chuvosa. Treze longos anos tinham se passado. Exatamente treze anos.
Parecia ter o seu lindo sorriso ali à sua frente. Bruno fora um esposo maravilhoso. O homem que toda mulher deseja encontrar. E ela o encontrara num daqueles bailes de fazenda que se promoviam por ali. Será que ainda existiam aqueles bailes?
Não tiveram filhos. Pena. Se tivessem tido poderia ter o sorriso do pai.
Quando colocou o pé no penúltimo degrau viu uma sombra na parede. Seria uma ilusão de óptica?
Poderia estar impressionada por estar sozinha naquela casa onde vivera toda sua infância e parte da mocidade.
Estalou outra madeira.
Não devia se impressionar já que pretendia passar uns dez dias naquela casa.
O irmão desejava vender a propriedade e ela era contra. Oferecera-se para comprar sua parte e se instalara na casa.
Uma mulher cuidaria da limpeza e das refeições. Florinda não podia passar a noite ali e ela a dispensara disso.
-- Não vejo necessidade. Desta vez vou ficar só uns dias aqui. Ainda vou pensar se vou me instalar de vez neste lugar. Então sim pensarei no assunto.
-- Se a senhora desejar posso encontrar alguém da vila para lhe fazer companhia. Penso que não lhe fará bem ficar aqui sozinha.
-- Não se preocupe. Ficarei bem. Obrigada.
A sala guardava ainda o ar de aconchego, mas estava tão gelada. A lareira apagada e completamente abandonada. Não era usada há anos.
Ela poderia pedir que alguém a reativasse no dia seguinte.
Sentiu uns arrepios quando se aproximou da poltrona azul. Era ali que o pai se sentava.
Olhou na parede o quadro do avô. O avô com seus bigodes retorcidos e os olhos que recordavam Paulina.
Punha-se a pensar em Paulina. Paulina menina.
Correndo pela casa e aprontando das suas.
Paulina no caixão. Tão linda e pálida na imobilidade absoluta dos mortos. A inquieta Paulina só assim pararia e não completara ainda dezesseis anos. Fora velada naquela mesma sala.
Marco chorava tanto e ela se escabelara. A mãe dizia que a prima querida fora encontrar os pais. Por que tinham todos que partir? Os pais de Paulina a queriam?
Ela não entendia ainda a morte. Ia completar quatorze anos.
Marco dizia que a casa ficaria sempre triste sem a linda prima e ficara mesmo.
Ela fora estudar na cidade e morar com uma tia. Acontece que nas férias, num dos passeios à casa dos pais conhecera Bruno. Casaram-se, mudaram-se para o Rio de Janeiro e viajavam muito para o exterior. Ela pouco visitara a casa naqueles anos todos já que os pais morreram alguns anos após seu casamento e Marco se mudara para o Paraná com a esposa. A casa ficara aos cuidados de uma senhora que agora estava velha demais para cuidar dela e o irmão lhe ligara dizendo que seria melhor que vendessem. Ela era contra a venda e por esta razão é que estava ali.
Os arrepios se intensificavam. Parecia ouvir o riso de Paulina, do pai. As zangas da mãe e os gritos de Marco. Marco estava vivo e por isso concluía que estava se deixando levar pela imaginação. Não havia nada ali.
Uma porta bateu forte no andar de cima e ela estremeceu. Um gato desceu correndo as escadas.
Esfregando uma mão na outra ela foi abrir a porta para o bichano.
Estivera fantasiando coisas.
Foi até a cozinha e saboreou lentamente um copo de água. Era deliciosa sempre a água daquele lugar.
Arrastando as chinelas foi subindo a escadaria.
Que tola! Era só um gato. Quando subia a escadaria o barulho recomeçava no andar de cima e isto a assustava. Arrependia-se de ter dito a dona Florinda que ficaria bem sozinha.
Com o coração aos pulos chegou ao quarto e descobriu que as janelas estavam abertas e ela estava certa que as fechara muito bem. Foi fechá-las e pensou que era melhor esquecer aquela estória de comprar a parte do irmão. No dia seguinte partiria para o Rio e colocariam a casa à venda.

Foto de PCoelho

Você é tudo pra mim!

Minha ilha é você!
Tão longe, tão deserta, tão linda
Tão quieta, quando no silêncio da saudade que aperta
A ilha eu deixo, para navegar em terras distantes.

Você é minha ilha... Lugar onde guardo meus sonhos
Minhas fantasias, meus tesouros, muito mais
Que potes de ouro, escondidos por piratas do tempo.

Você é tudo pra mim!

Muito mais que o infinito... Você não tem preço
E o apreço que por ti, eu sinto
Não tem fim nem começo.

Você é o sol que brilha em minhas madrugadas
É a lua que inspira meus desejos é a brisa
Que refresca meu corpo,
É a relva delicada... Você é mais terna
Que a ternura de um beijo!

Você é meu chão, meu teto
Em mim, por decerto um amor
Que não tem mais fim...

É a aurora da minha vida, o orvalho
Da flor mais bonita é a fera que quando ferida
Briga, briga... E como briga!!!!

Você é tudo isso e muito mais!

Dos amores, meu melhor pedaço
É a minha mina preferida
Mina de pedras preciosas

Você é a comida mais gostosa, portal
Da minha felicidade, que guardo
A sete chaves... Nas Lagoas
E, nos mares de minha vida.

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

" O ALCANÇO DA VITÓRIA "


♠"Reflexão"


E um teste de resistência,
Para se ter,
Tem que ter paciência,
Força e capacidade,
Ousadia sem maldade.
Não esperar, que caia do céu.
Não aceitar pedras de fel.
Ela é bem saboreada
Depois das conquistas,
Depois de sermos otimista.
É suportar barreiras,
Vencer as fronteiras,
Não ficar vagando de bobeira,
É saber dividir, saber contribuir.
Saber agradecer, o sabor de vencer.
Superar medos, desvendar segredos.
Entender que não é ganhar o mundo
Mas o mundo nos ganhar.
Com sua capacidade, eletricidade,
Que impulsiona dentro de nós a coragem.
De alcançar o que se quer,
Dentro de nossas capacidades.
O impossível essa força não existe.
Para vencer tem que o impossível combater.
E fazer do que era impossível acontecer...
Nem que para isso acabamos a enfraquecer.
Mas nunca desistir da vontade vencer!
A vitória só é digna dos que sabem combater,
Se “não” pretendes a guerra, combater,
Pode desistir que a vitória estará longe de você!
A vitória é para aqueles que sabem combater vencer as guerras.
E não para aqueles que ficam a sombra...a sua espera!
E mesmo que você tenha sido na guerra derrotado,
Ainda assim, não se sinta derrubado.
Sinta-se um vitorioso, por ter fortemente lutado.
E o recomeço e a vitória dos mais ousados.

*-* Anna A Flor de Lis.

http://www.blogger.com/profile/01846124275187897028
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=39704

Foto de Sonia Delsin

MOINHO DE VENTO... MOINHO DE VENTO

MOINHO DE VENTO... MOINHO DE VENTO

Eu ia que ia.
Só pensamento.
Nas asas do vento.
Uma dor me oprimia o peito.
Uma agonia.
Por algo que ainda viria.
Algo eu pressentia.
Tentava me animar.
A mim mesma dizia.
Calma.
Virá outro tempo.
Virá um outro dia.
Outros ventos...
Eu ia na asa do vento.
Moinho em movimento.
Querendo deter o momento.
Temendo o que me contava o vento...
Como podemos pressentir que lá na frente vai existir sofrimento?
Precisava mudar era o meu pensamento.
Moinho de vento.

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