Enviado por Sonia Delsin em Ter, 29/07/2008 - 14:16
LUZ CINTILANTE
No meu quarto escuro de repente uma luz apareceu.
Pensei.
Amanheceu?
Olhei a hora no rádio-relógio.
Duas da matina.
Que claridade é esta?
Entrou pela fresta?
Ó não!
Então deixei a luz me invadir.
Comecei a sorrir.
Entendi.
Alguém esteve aqui.
Me visitando na madrugada fria.
Veio me trazer alento.
Alegria.
Pra acabar com a escuridão, com a minha solidão alguém acendeu uma luz sem apertar um botão.
Meu paizinho do coração.
Enviado por Sonia Delsin em Ter, 29/07/2008 - 14:05
EMANUEL
Guardei por anos um pedaço de papel.
Nele um desenho e uma assinatura.
Emanuel.
Meu amigo, por onde andas?
Neste imenso mundo que lugar escolheste para morar?
Será que nunca, nunca mais vamos nos encontrar?
Existem muitas formas de amar.
Amo os meus amigos de todos os tempos.
Da infância, da mocidade.
De toda a idade.
Emanuel.
O tempo guarda nossos risos...
Nossas conversas.
E guarda teu rosto que nunca esqueci.
Por muito caminho andei e nunca mais te vi.
Mas estás aqui.
No meu peito guardado.
És relíquia, coisa boa do passado.
Enviado por Sonia Delsin em Ter, 29/07/2008 - 13:58
CONTIGO TUDO É ALEGRIA
Os dias sem ti eram enfadonhos.
Longos.
Vazios.
Frios.
Os dias sem ti eram tão tristes.
Mas me disseste.
Precisamos superar a distância e a dor da saudade.
Precisamos viver a realidade.
E a realidade é isso.
Longos dias sem ti.
E por fim a proximidade.
Então sou feliz de verdade.
Acordei para a vida,
Para um amor eterno,
Que não passa com os dias.
Para um sentimento que
Não morre com o tempo.
Sinto-me a flutuar acima do universo,
Tendo as estrelas como minhas companheiras.
Meu mundo desabrochou perante a vida,
E meu coração aprendeu a amar.
Mas quando não estás,
Tudo perde a razão de ser,
Minha alma fecha-se,
E volta-se para a escuridão.
Meus sonhos entram em colisão,
Com os meus pesadelos,
E sinto-me a morrer aos poucos.
Quando não estás,
O sol outrora quente,
Deixa de brilhar.
Deixo de ser eu,
E passo a ser a sombra de mim própria,
Um resto de nada,
Um ser qualquer que vagueia sem destino.
Quando não estás,
Meu sorriso torna-se morto, mórbido,
Como se eu na vida, nunca tivesse sorrido.
O brilho do meu olhar,
Esvai-se e torna-se gélido,
Como se na minha alma fosse sempre Inverno.
Por isso peço-te,
Não saias da minha vida,
Porque sem ti,
Eu não sei existir!
Enviado por Mago_Merlin em Ter, 29/07/2008 - 03:35
Oi amiga(o),
Ontem, eu pretendia postar uma poesia, que cheguei a iniciar, mas alguns fatos e fatores, não permitiram que conseguisse ter aquela inspiração necessaria para termina-la! E uma dessas circunstâncias está relacionada com um excelente artigo que achei em uma antiga
Revista de Domingo de "O Globo". Chamava-se Oficina de Palhaços
Estou inclusive, querendo assumir aqui, o meu lado Palhaço, já que
segundo o artigo, nós deveriamos aprender a aceitar a esse nosso
lado perdedor que existe em cada um d nós! Isso porque o Palhaço
confronta o ser humano ante suas limitaçòes, e nega-las significaria
nos transformar em pessoas magoadas e ressentidas (por quantas
vezes ficamos assim, devido à atitudes de pessoas queridas, e que não esperavamos ter q enfrentar??). É realmente muito dolorido!!!
Na verdade o Palhaço espelha valores q se contrapõem às atitudes
de mesquinharia e trapaça do dia a dia!! Êle tira nossas mascaras!!
E o q sobra sem as máscaras que colocamos em nós mesmos para sermos aceitos??? Nada.. Apenas uma fragil fígura, que observando
bem, é muito encantadora!! E é disso q as pessoas em geral riem!! Pode ser que uns poucos talvez o façam por deboche e/ou chacota
mas a grande maioria o faz por solidariedade pra com aquela triste figura do Palhaço!! Dessa forma, estou aqui tirando minha máscara de vencedor imposta pela celebre "Lei de Gerson" e assumindo:
o Meu Lado Palhaço...
Olhando os cactos
percebi a força que têm
Raramente bebem água
Mas podem matar
a sede de alguém...
A nossa força está na fé
capaz de saciar nossa sede
sempre que a procurarmos.
Enviado por SailingNoir em Ter, 29/07/2008 - 02:06
Espantosa , com brilho , única ,
Era assim o rosto que eu via ,
Era o teu rosto que me erguia
Todas as manhãs ,
Em que a única coisa apetecida
Do momento era desaparecer .
Pálido , seco , uzual ,
Assim ficou meu rosto
Após a tua partida .
As saudades que ficaram
Vão captando toda a raiva
Com que me condenei a ficar .
Hoje em dia , tenho a certeza
Que a tua "única" face
Era simplesmente uma
Máscara ...
É madrugada
o sono se foi..
uma vontade louca de sair
tranço os cabelos,
um tênis .. e a bike
vou devagar
as luzes apagadas
o silencio absoluto
na praia,
o ruido das ondas me envolvem
a lua refletida no mar
me faz sonhar
começo a correr,
as arvores caladas dormentes
não ligam para min
mas as flores, exalam
mais perfumes ,felizes
com a minha companhia
eu pedalo mais forte agora,
o vento frio não me incomoda
a paz e a alegria me aquecem
por uns momentos
eu sou a dona do mundo.
a grande orla , parece pequena
e eu volto a correr
quero um pouco mais
dessa sensação que me envolve
dessa liberdade ..
o sol está surgindo..
a noite vai descansar,
e a luz do novo dia,
começa a nascer
sento na areia
para ver a obra
do mestre que
pintou hoje esse nascer...
me deito para apreciar melhor,
o som das ondas
começam a soar mais forte
por que não??
então, eu mergulho
e molhada, suja e feliz...
eu volto para enfim dormir.