NOSSA CAMA ESTÁ VAZIA
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A noite me envolve em seus braços aveludados.
Uma brisa fria veio sussurrar ao meu ouvido.
Que mais uma noite você não vem pra mim.
Nossa cama está vazia de amor, vazia de sonhos,
Vazia de desejo e paixão.
Sinto falta do seu corpo junto ao meu.
Sinto falta dos seus beijos.
Que incendiavam minh’alma.
E me levava à loucura.
Loucura gostosa, compartilhada com você.
Loucura...
...............Sonho...
...........................Fantasia...
Não importa qual era o nome!
Só sei que com você, me emaranhava em
doces sonhos e desejos.
Adormecia aconchegada em seus braços.
Embalada pelo compasso do seu coração.
Hoje me perco nas lembranças.
Que ainda me trazem, arrepios em meu corpo.
Recordação dos momentos vividos e jamais esquecidos.
Sua lembrança está viva em minha vida.
Está presente em nossa cama.
Sua lembrança, estará pra sempre tatuada em meu corpo.
Das terras baixas,
Encantadas paisagens,
Cidade linda, e maravilhosa.
Hoje vista como perigosa.
Vim das praias para os rios
E cachoeiras banharem-me..
Aqui agora é meu lugar.
Belo lugar pra se morar.
Do belo encanto carioca.
A região linda mineira.
Pessoas aqui bem hospitaleiras.
Não deixando a desejar
Pelo calor animado dos cariocas.
Meu Rio eu amo você.
Sempre serás maravilhosa,
Ao meu olhar, sempre estará.
Mas, a Minas Gerais é demais.
Minha, Minas Gerais,
Tua natureza, é de pura beleza.
Belas montanhas, e paisagens.
Vilarejo , e o centro da cidade.
Tens o ar fresco, e puro.
Que os pulmões agradecem,
O aperto de mão, que teu povo oferece.
Das tuas montanhas, tiro inspiração.
Para matar a saudade,
Das montanhas das praias, de onde vim.
Minas Gerais e Rio Janeiro.
Amarei vocês duas, o tempo inteiro.
Fazem parte cultural do meu viver.
Histórias em meu poema,
Fizeram acontecer.
Sou uma carioca mineira
Com muito, prazer!
Vejo – te como uma Musa.
Uma mulher deslumbrante.
Com cabelos castanhos bem cuidados,
Cheirosos e mui brilhantes.
Com um olhar profundo, meigo e singelo,
Mas, penetrante.
Olhar que percorre nossa alma e se aprofunda,
Retirando lá do fundas lembranças adormecidas.
Lembranças profundas.
Como a música expressada de uma voz maravilhosa,
Como de uma flauta que encanta.
Do som que se emana e se espraia
Ao longe, nos vales e nos montes
Das Minas Gerais.
Ou no eco da harpa que vibra na alma.
Tilinta lá no profundo inconsciente
E aflora nos olhos, nas lágrimas
No sorriso do velho,
Do homem,
Do jovem e
Do menino.
De ti MULHER.
NOIVA DE SAPATINHOS DE CRISTAL
Poetas vocês chegaram à hora esperada
Por diversos caminhos, simuladamente,
Chegaram ao pé da montanha encantada
Todos felizes e com sorrisos radiantes
Vejam atrás desse morro passaram boiadas
Vieram de trem, a pé, mas estão contentes,
Pois de alguma forma encontram a entrada
Agora irão galgar os degraus e crentes
Estão de que chegaram ao fim da jornada,
Algo que almejamos e aí quem o desmente
Embora saibamos que é fruto d’uma sonhada
Noite de devaneios e encantos da mente
Consciente que vê no imaginário a amada
Noiva de sapatinhos de cristal somente...
Enviado por Paulo Gondim em Qua, 25/06/2008 - 16:09
EITA SANTO BOM!
Paulo Gondim
24/06/2008
Ser santo, assim, é moleza!
Ta certo que é primo do “Homem”
E lhe serviu de guia, na caminhada
Fez a primeira dieta rica em proteínas e minerais
Pois se alimentava de gafanhotos e mel
E ainda lançou grif, vestindo-se com roupas de couro
No dia em que nasceu, já lhe fizeram festa
E, daí para frente, todo ano tem festa e das grandes!
E ainda tem um monte de gente e de cidades que têm seu nome
Isso é que é ser homenageado!
O melhor da estória é que ninguém lhe pede nada
Já se ouviu dizer que alguém fizesse uma promessa para São João?
Pois é. Mesmo assim, o bom santo pousa nos altares
Com um monte de seguidores e admiradores
Diferentemente de seus parceiros, que têm grandes responsabilidades
Um tem a grande obrigação de desencalhar um monte de solteiros
Outro fazer a segurança do “Homem”, lá em cima
Só entra se passar por ele!
E pior, ainda tem o trabalho de controlar o tempo
Se chove demais no sudeste, é culpa dele...
Se não chove no nordeste, é culpa dele...
“E vamos roubar o santo!”
Procissão pr’ali, reza pra cá, simpatias...
Até São Pedro abrir as torneiras!
Enquanto isso, nosso bom santo, só recebe festa!
Taí, um negócio bom! Ser santo, assim, é moleza!
Dispo-me da realidade
Visto-me de fantasia,
Nesta vida que já perdeu o tino,
Nesta magia criada e fantasiada,
Pelos dias que passam.
O céu está claro e o dia já nasce.
os meus pensamentos confundem-se,
Com o que sou e com o que era.
Encontrei-te, quando andava perdida,
Meu mundo começou a fazer mais sentido,
Com as tuas doces palavras.
Meu coração, outrora fechado,
Abriu-se a deixou entrar um raio de luz.
O mundo das trevas, deixou de existir.
Sinto-me leve,
Como se pairasse sobre uma nuvem.
Tudo ficou melhor contigo.
Tudo ficou mais tranquilo,
E a vida tornou-se mais fácil de viver.
Como é bom este sentimento tão nobre,
Esta amizade, que se criou
E que nunca se perderá.
Como é bom,
Sentir que mesmo longe, estás perto de mim.
Como é bom, poder contar contigo.
Oh! Meu amigo, se soubesses,
Quantas vezes contei os dias,
Quantas vezes esperei,
Pelas tuas palavras de coragem.
Tu és especial,
És único....
És como um raio de luar,
Que me dá esperança,
Para começar tudo de novo.
Que bom amigo,
Que fazes parte dos meus sonhos e da minha realidade.
Que bom, ter-te por perto.
Obrigado por tudo,
Mas principalmente,
Por fazeres parte da minha vida!
O silêncio é água fresca
que alivia a sede do espírito!
Necessito esvaziar minha mente.
Nada pensar e assim avivar a intuição
nesta meditação transcendental.
Repito o mantra
que alavanca minha alma!
Entro em coesão com o universo.
O mundo deixa de ser perverso.
Flutuo no vazio desconhecido,
agora tão íntimo!
Meu corpo quieto
libertou do seu amplexo
meu espírito livre,
que leve, numa comunicação breve
mostra-me o caminho da paz.
Sou partícula integrada ao todo.
Deixo para trás as mazelas.
Sou parte desta aquarela
pintada pelo Divino!
Volto a ser menino
feliz, puro, solto,
cabelos revoltos,
inocência no olhar!
Brinco entre estrelas e luar!
E então volto pacificado
para meu corpo,
templo da vida!
Minha intuição agora aguçada
para mais uma jornada
atrás das curvas da estrada
que escondem o que está por vir!
Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.
Enviado por Sonia Delsin em Qua, 25/06/2008 - 13:14
LONGO CAMINHO DO POETA
Pela estrada da vida fui observando.
O rio...
O dia frio.
O vento.
O calor.
A estrela.
A lua.
A rua.
Fui observando o riso de uma criança.
Um macaquinho pulando.
Fui olhando.
Vi uma linda rosa.
Um jardim.
Um parque arruinado.
Vi castelo sendo erguido.
Vi castelo desmoronado.
Vi o que me foi dado.
O que foi tirado.
Vi tanta coisa.
E me vi.
Caminhando...
Uma entre milhões e milhões de pessoas deste mundo.
Pensei.
O que faço aqui?
Um dia, do nada, eu descobri.
Eu vim encher de palavras os espaços vazios.
Talvez eu torne mais quentes os dias frios.
Sei que sou apenas poeta.
Uma sonhadora.
Imagino um mundo melhor e o escrevo.
Em tantas linhas e versos.
Consigo talvez criar outros espaços.
Outros universos.